Posts Tagged ‘TED’

Vídeos para revolucionar a educação

junho 14, 2011

Salman Khan tem uma idéia de utilizar vídeos para revolucionar a educação. Você tá interessado? Assista! Vale a pena.

Salman Khan fala sobre como e porquê ele criou a incrível Khan Academy, um série de vídeos educacionais cuidadosamente estruturada que oferece matérias completas de matemática e, agora, de outras disciplinas. Ele mostra o poder dos exercícios interativos, e pede que os professores considerem inverter o modelo tradicional da sala de aula – dar aos estudantes vídeo-aulas para assistir em casa, fazer a ‘lição de casa’ na sala de aula com o professor disponível para ajudar.

Salman Khan: Vamos usar o vídeo para reinventar a educação

Transformando lixo em brinquedos educativos

junho 7, 2011

Incrível como a paixão pode nos mover. Arvind Gupta faz brinquedos. E com isso muda muita coisa…

Na Conferência INK, Arvind Gupta compartilha simples mas impressionantes planos para transformar seriamente lixo em brinquedos divertidos e bem projetados que as crianças podem elas mesmo construir – ao mesmo tempo elas aprendem os princípios básicos da ciência e do design.

Arvind Gupta: Transformando lixo em brinquedos educativos

DC

Matar árvores é assassinato

maio 31, 2011

Nessa terça-feira, com atraso, abriremos espaço para uma pequena homenagem a um cidadão que fazia diferença.

Líder ambientalista no Pará, ele trabalhava em prol da conservação da mata. Cada arvóre cortada é um assassinato: sua apresentação no TEDxAmazônia.

Este Blog, desde o início, incentiva a não passividade.  E ele é um grande exemplo disso.

Fonte: TEDx Amazônia.

Não consegui achar o link do vídeo, mas encontrei sua palestra escrita. Vale a pena ler.

Eu vou iniciar a minha palestra contando uma história do local onde eu vivo, do meu município, e um pouco da minha história de vida até a data de hoje.

Em 97, foi criado no município de Nova Ipixuna o primeiro PAE, Projeto de Assentamento Extrativista, Praia Alta Piranheira.

A gente tinha uma cobertura vegetal de 85% de floresta nativa a qual concentrava castanha e cupuaçu.
Hoje, com a chegada das madeireiras, das gozeiras que chegaram para Marabá, hoje, resta pouco mais de 20% dessa cobertura já fragmentada em muitos lugares.
É um desastre para quem vive do extrativismo como eu, que sou castanheiro desde os 7 anos de idade, vivo da floresta, protejo ela de todo o jeito.

Por isso eu vivo com a bala na cabeça a qualquer hora.

Porque eu vou para cima, eu denuncio os madeireiros, denuncio os carvoeiros, e por isso eles acham que eu não posso existir.
A mesma coisa que fizeram no Acre com o Chico Mendes, querem fazer comigo.
A mesma coisa que fizeram com a Irmã Dorothy, querem fazer comigo.
Eu posso estar hoje aqui, conversando com vocês, daqui a um mês, vocês podem saber a notícia que eu desapareci.
Me pergunto: tenho medo? Tenho. Sou ser humano, tenho medo.
Mas, o meu medo não empata de eu ficar calado!
Enquanto eu tiver força para andar, eu estarei denunciando todos aqueles que prejudicam a floresta!
Essas árvores que têm na Amazônia, são as minhas irmãs.
Eu sou filho da floresta.
Eu vivo delas, dependo delas, faço parte delas.
Quando eu vejo uma árvore dessas em cima de um caminhão indo para a serraria, me dá uma dor.
É o mesmo de eu estar vendo um cotejo fúnebre levando o ente mais querido que você tem!
Por quê? É vida.
É vida para mim, que vivo na floresta, é vida para todos vocês que vivem nos centros urbanos!
Porque ela está lá purificando o ar, ela está lá dando o retorno para nós.
E o desmando, por causa de um conjunto de gentes que só pensam no capital, pensam só neles, não pensam nas futuras gerações, não pensam em nada.
Estão fazendo o quê estão fazendo no nosso município.

É uma vergonha porque não se acha uma ação corajosa para resolver esse problema.

Esse é o entrave.
O meu objetivo, como eu vivo da floresta, como eu sobrevivo dela.
Essa castanheira, como eu sou castanheiro desde pequeno, vendia “in natura”.
Como o preço despencou, e eu tenho que sobreviver, agora eu estou industrializando ela no meu próprio lote.
Eu faço óleo, um óleo de primeira qualidade, rico em selênio, bom para fazer todo o tipo de comida, frituras e tudo, e se usa como óleo de oliva na salada.
O resíduo chama-se bagaço, se faz sorvete, biscoito, o quê a sua imaginação der para fazer para comer.
Isso já está indo para o mercado aos poucos.
O pessoal da universidade, pessoal da CPP, CNS, Belém, estão me comprando direto esse óleo, porque além de ser bom para comer, é ótimo remédio.
Como vocês sabem, que o selênio combate câncer.
Agregando valor à floresta, a floresta, ela tem que ser preservada de qualquer maneira.
Porque tudo que existe na floresta é rentável e dá dinheiro!
Eu sou artesão em cipó.
Se o negócio está preto, eu vou lá e tiro o cipó e faço 10 cestas.
Eu faço 100 reais, dez cestas que eu faço num dia.
Cestinha pequena.
Se for uma cesta maior, se faz 20 reais de uma para outra, faz 200 reais.
E ela está lá, continua me dando, no dia que eu quero, eu vou lá e apanho.
Agora, o cara só acha que ela só dá recurso se for derrubada, se for queimada, se produzir carvão.
Isso me deixa triste.
Agora eu vou fazer um pedido para vocês todos que estão aqui.

Quando vocês forem comprar alguma coisa que seja derivada de madeira, que seja derivada da floresta, procurem a origem. Só assim nós vamos começar a frear uma coisa que a gente não consegue lá no mato.

Se você começar a dizer não para as madeiras duvidosas, que não tem procedência, que não tem origem, o mercado começará a enfraquecer e eles verão que não está dando mais resultado.
Ou eles se enquadram dentro da lei, ou fecham as portas.
Agora, enquanto existirem quem compre madeira ilegal, quem compre coisas ilegais vindas da floresta, isso vai continuar.
E quem vai ficar perdendo somos nós que vivemos na floresta e vocês que, mais tarde não terão, porque ela acabará um dia.
E se acabar, como é que o pessoal, como é que nós vamos viver?
Primeiro de tudo: acaba a água.
Primeiro de tudo: não vai dar mais alimento.
Vai faltar a chuva, como já foi falado aqui, pelos outros palestrantes que me antecederam.
São coisas para pensar, são coisas para a gente colocar a cabeça no travesseiro e ficar é viável, desmatar? Não!
Ela é viável em pé!
É uma coisa que você não água, você não coloca adubo, você só tem o trabalho de ir buscar o quê ela produz.
Lá, na minha pequena propriedade, eu produzo óleo de castanha, manteiga de cupuaçu, polpa de cupuaçu, faço artesanato em cipó e em madeira, agora, eu aproveito as madeiras que a natureza derruba.
As que a natureza põe no chão para mim, eu vou lá e aproveito ela e, no lugar daquela que caiu, eu planto outra.

Porque no dia em que eu me for, vai ficar a minha continuidade aí, ficarão outras pessoas que virão e querem a mesma coisa que eu tenho hoje.

Então, a floresta é sustentável duas vezes mais em pé do que derrubada, porque quando você derruba, você só tem uma vez, e quando você deixa ela em pé, você tem ela para sempre.
Você tem hoje, amanhã, você vai embora, ficam outras pessoas que vão se usufruir do mesmo jeito que você, e vai viver bem.
Será possível que é esse aí o futuro da Amazônia!?
Será possível que esse aqui é o futuro do planeta!?
Eu acho que isso, nós não queremos, nem hoje.
E os que vêm depois?
Pegarão uma coisa dessas? Desfigurada, morta? É coisa para analisar, é coisa para pensar. Se é isso que nós queremos.
Não! Está nas nossas mãos e a gente tem o futuro pela frente e deve decidir se nós queremos isso aí, ou aquela imagem primeira, que foi colocada.
Muito obrigado.

O Brasil é menor com a sua perda.

DC

Estamos prontos para uma nova evolução?

maio 24, 2011

Na coluna do TED de hoje, o médico Harvey Fineberg traz a seguinte questão:

e se consegíssemos nos alterar geneticamente, para sermos mais bonitos, atléticos, criativos? Com certeza seria um mundo completamente diferente.

Harvey Fineberg, especialista em ética médica, nos mostra três caminhos para a espécie humana em evolução constante: parar de evoluir por completo, evoluir naturalmente – ou controlar os próximos passos da evolução humana, usando modificações genéticas para nos tornar mais espertos, rápidos e melhores. A neo-evolução está ao nosso alcance. O que vamos fazer com ela?

Harvey Fineberg: Estamos prontos para a neo-evolução?

Um vídeo que com certeza vai fazer você pensar…

Sds,

DC

Estou errado. Que bom.

maio 10, 2011

Temos uma cultura de aversão ao erro. Precisamos ser perfeitos. Nunca falhar. Será que é isso mesmo?

No vídeo do TED de hoje, vemos uma apresentação da Kathryn Schulz que fala sobre o erro.

Muitos de nós faria qualquer coisa para evitar estar errado. Mas, e se estivermos errados sobre isso? “Errologista” Kathryn Schulz apresenta um convincente argumento para não apenas admitirmos mas também abraçarmos nossa falibilidade.

Vídeo:Kathryn Schulz: Sobre estar errado

Novo significado para apatia

maio 3, 2011

Esse vídeo realmente redescreve toda uma linha de pensamento que este blog vem trabalhando. Tenho trabalhado com a premissa de que as pessoas são apáticas, egoístas. Nesse vídeo, Dave Meslin redescreve o conceito de apatia como:

Complexa rede de barreiras culturais que reforçam a desmobilização

Fantástico. Ele mostra sua idéia com exemplos do Canadá. Depois de ver o vídeo, você vai ver que não é só em países “emergentes” ou subdesenvolvidos que os problemas políticos e a baixa participação popular são pedaços da sociedade atual.

Dave Meslin. O antidoto para a apatia.

Políticas locais – escolas, zoneamento, eleições de conselho – nos atingem onde nós vivemos. Então por que mais pessoas não se envolvem? Isto é apatia? Dave Meslin diz não. Ele identifica sete barreiras que nos separam de tomarmos parte em nossas comunidades, mesmo quando nos verdadeiramente nos importamos.

Mude suas idéias.

DC

Projetos de código aberto para a civilização

abril 26, 2011

Realmente uma idéia que realmente mudará como as coisas são feitas. Imagine um faça você mesmo para as coisas que precisamos, fazendo com que as próprias pessoas consigam as ferramentas necessárias para sua subsistência.

Usando wikis e ferramentas digitais de fabricação, o TED Fellow Marcin Jakubowski está criando projetos de código aberto para 50 máquinas agrícolas, permitindo que qualquer pessoa construa do zero seu próprio trator ou ceifadeira. E este é só o primeiro passo em um projeto que pretende escrever um conjunto de instruções para uma vila totalmente auto-sustentável (custo inicial: $10.000).

http://www.ted.com/talks/lang/por_br/marcin_jakubowski.html

Boas idéias estão nascendo.

DC

Carro sem motorista

abril 19, 2011

Como apresentado no vídeo de hoje, poderíamos ter diversos benefícios com a massificação da tecnologia de direção sem o humano: menos mortes, menos trânsito, menos consumo de energia… Realmente uma tecnologia revolucionária.

Um vídeo que mostra o que vai vir.

Sebastian Thrun: O carro sem motorista da Google

Sebastian Thrun ajudou a contruir o extraordinário carro sem motorista da Google, motivado por uma busca pessoal no sentido de salvar vidas e reduzir os acidentes de trânsito. O vídeo de cair o queixo mostra o carro vencedor do Desafio DARPA circulando através do intenso tráfego urbano sem ninguém ao volante, e imagens dramáticas do test drive do TED 2011 demonstram como isso pode progredir rapidamente.

Exoesqueletos

abril 5, 2011

O avanço da robótica é incrível! Nessa semana, apresentaremos um vídeo do TED que expõe os exoesqueletos.

Eythor Bender da Berkeley Bionics traz ao palco dois exoesqueletos surpreendentes, HULC e eLEGS – acessórios robóticos que algum dia permitirão que um ser humano carregue 90 Kg sem cansar, ou que um usuário de cadeira de rodas fique em pé e caminhe. É uma impressionante demonstração no palco, com implicações para todas as espécies de potenciais humanos.

Eythor Bender demonstra exoesqueletos humanos

Um bom vídeo para discutir o futuro!

Sds,

DC

Sabedoria da humanidade

março 22, 2011

Ao ler o resumo da palestra no site do TED uma frase me chamou a atenção: “Quando um idoso morre é como uma biblioteca fosse queimada.”

Então embarquei em uma viagem imaginária e visitei diversas partes do mundo, onde o conhecimento tradicional estava ainda vivo. Senti a urgência de aprender e transcrever para imortalizar. Mas isso não passa de imaginação.

O sentimento ainda está em mim. Espero mantê-lo vivo. E agir.

Espero que o vídeo faça você viajar também.

Elizabeth Lindsey. Curadora da herança humana

Tem sido dito que quando um idoso morre é como se uma biblioteca fosse queimada. Antropologista Elizabeth Lindsey, uma associada da National Geographic coleciona o profundo conhecimento cultural e o transmite como histórias e folclore.

Elizabeth Lindsey is a fellow of the National Geographic Society. Her mission: to keep ancestral voices alive by recording indigenous wisdom and traditions.