Posts Tagged ‘superação’

A música venceu

março 9, 2011

Com certeza o carnaval é uma forte expressão da cultura e arte brasileira.

Nesta quarta-feira saberemos o vencedor do carnaval do Rio. Porém quero dedicar esse espaço de hoje ao homenageado da campeã de São Paulo: o pianista e maestro João Carlos Martins. Acredito que a maior parte dos brasileiros não sabe quem é. Uma pena.

Do Wikipedia tiro o texto abaixo contando sua história:

João Carlos começou seus estudos ainda menino, no dia em que seu pai comprou um piano, com a professora Aida de Vuono. Aos oito anos, seu pai o inscreveu em um concurso para executar obras de Bach e ele venceu seu primeiro de tantos outros que estavam por vir. Começou a estudar no Liceu Pasteur e, com 11 anos, já estudava piano por seis horas diárias. Teve, no Liceu, aula com o maior professor de piano da época — um russo radicado no Brasil, chamado José Kliass. Sempre buscou a perfeição para se tornar um verdadeiro intérprete. Venceu o concurso da Sociedade Brito de São Petersburgo. Seus primeiros concertos trouxeram a atenção de toda a crítica musical mundial. Foi escolhido no Festival Casals, dentre inúmeros candidatos das três Américas para dar o Recital Prêmio em Washington. Aos vinte anos estreou no Carnegie Hall, patrocinado por Eleanor Roosevelt. Tocou com as maiores orquestras norte-americanas e gravou a obra completa de Bach para piano. Foi ele quem inaugurou o Glenn Gould Memorial em Toronto.

Um amor tão grande pela música, uma dedicação tão intensa e meritória de admiração e respeito. João Carlos Martins viu-se por diversas vezes privado de seu contato com o piano, quando teve um nervo rompido e perdeu o movimento da mão direita em um acidente em um jogo de futebol em Nova Iorque.

Com vários tratamentos, recuperou parte dos movimentos da mão, mas com o correr dos anos desenvolveu a doença chamada LER, que ocorre devido a movimentos repetitivos e causa o estressamento de nervos. Novamente teve que parar de tocar, e dessa vez acreditou seria para sempre. Vendeu todos seus pianos e tornou-se treinador de boxe, querendo estar o mais longe possível do que sua carreira significava como músico. Mas sua incontrolável paixão o fez retornar, e realizou grandes concertos, comprou novos instrumentos e tentou utilizar o movimento de suas mãos criando um estilo único de tocar e aproveitar ao máximo a beleza das peças clássicas. Utilizou-se da mão esquerda para suas peças e obteve extremo sucesso com esta atitude.

Ao realizar um concerto em Sofia na Bulgária, sofreu um ataque em um assalto, e um golpe na cabeça lhe fez perder parte do movimento de mãos novamente. E ao se esforçar, sofria dores intensas em suas mãos, principalmente na esquerda. Novamente pensou que nunca mais voltaria a tocar. João perdeu anos de sua carreira em tratamentos, treinamentos e encontrou novamente uma nova maneira de tocar, utilizando os dedos que podia em cada mão, mas dia a dia podia tocar menos e menos com o estilo e maestria de antigamente.

Essa paixão de João Carlos pela música inspirou um documentário franco-alemão chamado Die Martins Passion, vencedor de quatro festivais internacionais — FIPA DÓR 2004; BANFF ROCKIE AWARD 2004; CENTAURO com o melhor documentário de longa-metragem, S. Petersburgo; BEST DOCUMENTARY AWARD, Pocono Mountains Film Festival, USA.O documentário franco-alemão sobre a sua vida – “Paixão segundo Martins” – já foi visto por mais de um milhão e meio de pessoas na Europa. Também já foi exibido em algumas oportunidades na TV aberta no Brasil, no caso a TV Cultura.

“Eu estava sem rumo, em 2003, já sabendo que não poderia mais tocar nem com a mão esquerda. Sonhei então, que estava tocando piano, com o Eleazar de Carvalho, que me dizia: – vem para cá, que eu vou te ensinar a reger.” – palavras de João Carlos em uma entrevista.

Em maio de 2004, esteve em Londres regendo a English Chamber Orchestra, uma das maiores orquestras de câmara do mundo, numa gravação dos seis Concertos Branndenburguenses de Johann Sebastian Bach e, já em dezembro, realizou a gravação das Quatro Suites Orquestrais de Bach com a Bachiana Chamber Orchestra. Os dois primeiros CDs já foram lançados (lançamento internacional).

Incapaz de segurar a batuta ou virar as páginas das partituras dos concertos, João Carlos faz um trabalho minucioso de memorizar nota por nota, demonstrando ainda mais seu perfeccionismo e dedicação ao mundo da música.

João Carlos realiza,também, na Faculdade de Música da FAAM, um programa de introdução à música com jovens carentes.

A atuação de resgatar a música para as pessoas que conhecem ou ainda nunca tiveram contato com ela faz parte deste “momento mágico” em que vive o maestro João Carlos Martins. Trabalha diariamente com pessoas de todas as camadas por querer mostrar que realmente “A música venceu!”. E consegue.

A arte ( Música & Carnaval ) são peças fundamentais nessa história de superação.

Parabéns Vai-Vai, Parabéns João Carlos Martins.

Minhas sinceras homenagens.

DC

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Das ruas para as ruas

maio 23, 2010

Infelizmente não conseguirei escrever o post de domingo, mas deixarei vocês com uma outra heroína, que nos deu um grande exemplo de superação.

Esse Blog é completamente fanático por pessoas que conseguem subverter a ordem vigente, pensar diferente e achar soluções, mostrando que a forma como que a vida nos apresenta pode ser diferente. São pessoas que, mesmo com todos contra, conseguem libertar-se das amarras da pobreza, do vício e conseguir se desenvolver. Já falamos do caso de Maria Luíza Ferreira do Nascimento, que mesmo vivendo uma vida com muitas limitações, colocou TODOS seus filhos na universidade.

Hoje, vamos falar da história de Ana Luíza. Encontrei a história dela na revista Almanaque Brasil e no jornal Estado de São Paulo. O texto abaixo é da revista Almanaque Brasil.

Recém-nascida, Ana Luiza foi deixada numa caixa de sapatos na porta da Febem (Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor), atual Fundação Casa. Aos 17 anos, pôde sair da instituição e arranjou trabalho numa casa de família. Cansada de trabalhar em troca apenas de cama e comida, ganhou as ruas de São Paulo. Elas foram seu lar por quase 20 anos, vividos entre crimes e drogas. O sobrenome, dos Anjos, deu lugar a apelidos menos serenos: Tia Punk, Bicha, Animal.
Ana estava à frente de um grupo de crianças quando, sentada na calçada, seus olhos pararam na televisão de uma vitrine. Passava Carruagens de Fogo e ela ficou vidrada na história dos dois atletas britânicos que disputavam as Olimpíadas. Ao final do filme, estava decidida: seria uma corredora.
A partir de furtos, conseguiu um par de tênis e o dinheiro da inscrição para a primeira corrida. Foi a última a chegar no fim do percurso e não conseguiu andar durante os cinco dias seguintes. Além de fora de peso e de forma, soube depois que tinha anemia e vermes.
Ao conhecer a história, o então secretário municipal dos Esportes, Fausto Camunho, decidiu apadrinhá-la e bancar tratamento médico. Com 36 anos, Ana passou a morar no Centro Olímpico da Prefeitura e a treinar seriamente. Já ganhou duas meia-maratonas e tem no currículo sete São Silvestres, corridas nos Estados Unidos, Argentina e Chile, além de palestras e aulas para jovens. “Hoje, é a melhor atleta brasileira em sua categoria”, diz o técnico Wanderlei de Oliveira. Ele garante que, mesmo entre as atletas novas, Ana, que hoje tem 47 anos, se destaca. Seu forte é a resistência.

Reportagem do ESTADÃO.

Não é a toa que sinto-me orgulhoso de transmitir exemplos como esse. Quando acabo de ler uma matéria dessas, meus olhos ficam brilhando de tanta emoção.

Pense como você pode se superar. É melhor do que pensar nos móveis novos do seu vizinho.

Abraços,

DC

Você pode fazer muito mais que imagina

março 31, 2010

“Não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez.”
Jean Cocteau

Notícia: Cientista amador tira fotos do espaço com câmera amarrada a balão

Com US$ 700,00 no bolso, cientista amador britânico Robert Harrison tirou fotos da curvatura da Terra. Feito até então por agências aeroespaciais, uma pessoa conseguiu tirar uma foto dessas!!!

O que você pode fazer pelo mundo? Imagine.