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O que deveria e o que é de fato

junho 6, 2010

Encontrei um texto de Marcus Eduardo de Oliveira, Economista e professor do UNIFIEO, da FAC-FITO e da Faculdade de Vinhedo, que trata sobre a economia, desenvolvimento social e felicidade. Ele pergunta ” se a economia, por ser uma ciência social – uma ciência que na visão de muitos lida o tempo todo com o “estudo do dinheiro” – têm algo a ver com esse papo de se obter ou não felicidade, de ser ou de apenas estar feliz? ”

A resposta foi essa:

Felicidade envolve, na essência, pensar antes nas pessoas. Em se tratando de pessoas, isso envolve, por conseqüência, visualizar a condição humana e, a condição humana, por sua vez, envolve e contempla determinados aspectos que são inerentes à ciência econômica. Simples, não! Economia então, por esse prisma, tem tudo – e mais um pouco – a ver com a vida das pessoas, até mesmo porque essa ciência é social e, por ser social, necessita ser humana à medida que é feita pelos homens e para os homens, com uma única tentativa: efetivar a dignidade das pessoas.

Segundo o ponto de vista do autor, os problemas sociais, que podem ser associados às imperfeições do sistema econômico, têm soluções nos caminhos onde a economia transita. Para tanto, a economia precisa atentar-se para o bem-estar humano.

Seguindo com a sua argumentação, ele termina o texto com o seguinte parágrafo:

Com o instrumental analítico de que dispõe a Economia, é possível criar-se suficientes e adequadas condições de esforçarmo-nos para viver de modo a promover o progresso da raça humana. Com isso, espera-se que as forças econômicas cooperem para com as necessidades sociais. Alcançando isso, certamente todos ganharemos!

Ao terminar de ler o texto, algumas idéias e perguntas passaram por esses meus neurônios inquietos. O texto foi um grande estímulo para falar sobre uma visão ampliada e diferente que temos que ter.

Para um economista, dizer que a Economia é a salvadora da pátria, é default. Ele fala sobre colaboração, desenvolvimento social e tudo mais. Acredito nisso também. Porém a visão da economia ainda está baseada em algumas premissas que devem ser revistas:

  1. O conceito do homo-economus: a redução do homem a apenas duas funções: consumir e produzir. Você só faz isso?
  2. Ainda não há clara a inserção da natureza como necessária ao bem estar social. Enquanto ela for vista como apenas um almoxarifado de recursos, não iremos progredir;
  3. A idéia de que crescer sempre é bom! Por que temos que sempre crescer? Há apenas 1 planeta!!!
  4. A função da empresa é gerar lucro. As empresas sociais estão aí para mostrar o contrário.

Essas são algumas idéias dogmas da economia. Se mudarmos elas, o resultado será a Economia? Acho que será outra coisa.

A questão que fica é essa: Quem quer reescrever as teorias econômicas, não sabem como fazer, e as pessoas que podem, não querem. E ai?

Provoco os leitores.

Saudações,

DC

Vai uma carona?

abril 6, 2010

Estava a tempos procurando algo que me ajudasse a escrever sobre um dos principais problemas urbanos: o transporte. Ao navegar pela blogosfera, li a notícia sobre o Desafio Intermodal 2009 que aconteceu em São Paulo, no dia 17 de setembro (o dia 22 de setembro é o dia sem carro).

O desafio é simples. Ir de um ponto da cidade ao outro por diferentes formas: carro, moto, bicicleta, helicóptero, metro e etc. Achei incrível a proposta. Ao longo dos anos, eles comparam o tempo das modalidades.

A tabela que mostra os resultados é essa:

Os resultados os anos anteriores:

www.ciclobr.com.br

É surpreendente ver os resultados das diferentes formas de transporte! Tire suas conclusões! Comente neste post!

O fato é que o trânsito está indo de mal a pior. Temos mais carros nas ruas. NAS MESMAS RUAS. Porém a questão do trânsito não é solucionado apenas pela construção de viadutos, novas pontes ou alamedas. É muito mais complexo.

Ele envolve a questão do PIB brasileiro. A indústria automobilista é uma das que geram grande parcela do PIB – 23% do PIB industrial ou 5,5% do PIB total. Não podemos esquecer também da grande indústria de combustíveis.

Ela envolve a questão dos fluxos migratórios. Apesar de estar diminuindo o fluxo de pessoas para as grandes metrópoles, ainda é expressivo. Leia a matéria fonte da figura abaixo.Muito interessante.

http://revistaescola.abril.uol.com.br/geografia/pratica-pedagogica/gente-chega-gente-sai-488822.shtml

O último Pau-de-arara.

Luiz Gonzaga

A vida aqui só é ruim

Quando não chove no chão

Mas se chover dá de tudo

Fartura tem de montão

Tomara que chova logo

Tomara, meu Deus, tomara

Só deixo o meu Cariri

No último pau-de-arara

Só deixo o meu Cariri

No último pau-de-arara

Enquanto a minha vaquinha

Tiver o couro e o osso

E puder com o chocoalho

Pendurado no pescoço

Vou ficando por aqui

Que Deus do céu me ajude

Quem sai da terra natal

em outro canto não pára

Só deixo o meu Cariri

No último pau-de-arara

Só deixo o meu Cariri

No último pau-de-arara

Enquanto a minha vaquinha

Tiver o couro e o osso

E puder com o chocoalho

Pendurado no pescoço

Vou ficando por aqui

Ela envolve a questão de novas tecnologias em transportes urbanos.

Ônibus anfíbio começa a ser testado

Ela envolve a vontade política para mudar. Ih… nessa questão o buraco é mais embaixo…

Felizmente temos a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Com elas, o volume investido em infraestrutura de transporte será astronômico. Não podemos esquecer também dos PACs (I e II), compondo o trio de super-heróis que vem salvar a população brasileira do grande vilão que é o Sr. Engarrafamento!!!

PAC 2 vai priorizar investimentos em transporte urbano, diz ministro

Governo investirá R$ 7,68 bilhões com programa de mobilidade para Copa de 2014

Brincadeiras a parte, é ridículo necessitar de uma pressão externa para fazer o que se tem que fazer. É necessário o COI e a FIFA mandarem representantes para acompanharem os projetos de transporte, porque se dependesse da vontade política, nada saía. Saía sim, para o bolso de alguns. Pronto, desafabei um pouco. Desculpe-me caro leitor.

O fato é que não há uma direção clara para onde queremos ir (Nossa, essa frase caiu muito bem no contexto). Há algum plano nacional para a solução dos transportes? Essa é a pergunta chave! Enquanto a indústria automobilística e de combustíveis tiver essa representatividade em nosso PIB, ainda teremos recordes de vendas de carros sendo batidos, emissões de CO2 aumentando e o engarrafamento na marginal crescendo em escala exponencial.

Precisamos de uma visão holística para realizar ações realmente eficazes. Precisamos de vontade política sincera, e não eleitorera (acho isso difícil…). Precisamos pensar fora da caixa. Precisamos ter vontade de mudar. Não só os governantes, mas o povo também. Deixem de andar SOZINHOS em seus carros quando forem ao trabalho e juntar grupos de amigos. Ir mais de bicicleta para o trabalho (para os que podem fazer isso).

Em resumo. Temos que nos mexer!!! Se nada for feito, nada mudará!

Para teminar, uma frase de Albert Einstein:

“Insanidade: fazer as mesmas coisas várias e várias vezes e esperar resultados diferentes”

Faça algo pelo mundo hoje: vá para o trabalho de forma diferente.

Abraços,

DC