Posts Tagged ‘natureza’

Qualquer semelhança é mera coincidência

outubro 22, 2010


Sebastião Ribeiro Salgado (Aimorés, 8 de fevereiro de 1944) é um fotógrafo brasileiro reconhecido mundialmente por seu estilo único de fotografar. Nascido em Minas Gerais, é um dos mais respeitados fotojornalistas da atualidade. Nomeado como representante especial do UNICEF em 3 de abril de 2001, dedicou-se a fazer crônicas sobre a vida das pessoas excluídas, trabalho que resultou na publicação de dez livros e realização de várias exposições, tendo recebido vários prêmios e homenagens na Europa e no continente americano. “Espero que a pessoa que entre nas minhas exposições não seja a mesma ao sair” diz Sebastião Salgado. “Acredito que uma pessoa comum pode ajudar muito, não apenas doando bens materiais, mas participando, sendo parte das trocas de ideias, estando realmente preocupada sobre o que está acontecendo no mundo”. Wikipedia

Muitas coisas passam pela minha cabeça quando vejo uma foto dessas: Como a desigualdade é cruel; não podemos nos dissociar da natureza, somo a natureza; quais as marcas psíquicas que esse garoto tem de sua história de vida…

É UM SOCO NO ESTÔMAGO!

DC

Cortar árvores e vidas

junho 11, 2010

Segue mais uma provocação de sexta-feira.

Biodiversidade

maio 13, 2010

Encontrei no Blog do Globo ” Nosso Planeta “, uma ilustração que me fez pensar…

Ao lado, um breve texto: 

” Uma ilustração de Rafal Olbinski mostrando o que deve ser a forma mais usual de celebrar o ano internacional da biodiversidade: o adeus!”

Olha onde chegamos. Assassinar outras espécies. Isso é desenvolvimento?

Uma frase de Blaise Pascal:

A natureza detesta o vazio.

Saudações,

DC

“O princípio ganha-ganha”, por Leonardo Boff*

abril 16, 2010

Encontrei esse texto no site do Instituto Ethos, onde Leonardo Boff escreve sobre a questão de competitividade e cooperação. Muito interessante. Eis a transcrição do artigo:

A natureza nos ensina o que as ciências da Terra e da vida já há muito nos estão dizendo: a lei básica do universo não é a competição, que divide e exclui, mas a cooperação, que soma e inclui.

Se olharmos o mundo como um todo, perceberemos que quase nada funciona a contento. A Terra está doente. E como, enquanto humanos, também somos Terra (“homem” vem de “humus”), nos sentimos também, de certa forma, doentes.

Parece-nos evidente que não podemos prosseguir nesse rumo, pois isso nos levaria a um abismo. Fomos tão insensatos nas últimas gerações que construímos o princípio de autodestruição acrescido pelo aquecimento global irreversível. Isso não é fantasia holywoodiana. Entre estarrecidos e perplexos, nos perguntamos: como chegamos a isso? Como vamos sair desse impasse global? Que colaboração cada um pode dar?

Em primeiro lugar, há de se entender o eixo estruturador da sociedade-mundo, principal responsável por esse curso perigoso. É o tipo de economia que inventamos com a cultura que a acompanha, que é de acumulação privada, de consumismo não solidário a preço da pilhagem da natureza. Tudo é feito mercadoria para a troca competitiva. Nessa dinâmica, só o mais forte ganha. Os outros perdem ou se agregam como sócios subalternos, ou desaparecem. O resultado dessa lógica da competição de todos contra todos e da falta de cooperação é a transferência fantástica de riqueza para poucos fortes, os grandes conglomerados, a preço do empobrecimento geral.

Mas há que reconhecer: por séculos, essa troca competitiva conseguia abrigar a todos, bem ou mal, sob seu guarda-chuva. Criou mil facilidades para a existência humana. Mas hoje as possibilidades desse tipo de economia estão se esgotando, como o evidenciou a crise econômico-financeira de 2008. A grande maioria dos países e das pessoas se encontram excluídas. O próprio Brasil não passa de um sócio subalterno dos grandes, com a função a ele reservada de ser um exportador de matérias-primas, e não um produtor de inovações tecnológicas que lhe dariam os meios para moldar seu próprio futuro. Não nos descolonizamos ainda totalmente.

Ou mudamos ou a vida na Terra corre risco. Onde buscar o princípio articulador de uma outra forma de vivermos juntos, de um novo sonho para a frente? Em momentos de crise total e estrutural, precisamos consultar a fonte originária de tudo: a natureza. Ela nos ensina o que as ciências da Terra e da vida já há muito nos estão dizendo: a lei básica do universo não é a competição, que divide e exclui, mas a cooperação, que soma e inclui. Todas as energias, todos os elementos, todos os seres vivos, das bactérias aos seres mais complexos, são interdependentes. Uma teia de conexões os envolve por todos os lados, fazendo-os seres cooperativos e solidários, conteúdo maior do projeto socialista. Por causa dessa teia chegamos até aqui e poderemos ter futuro para a frente.

Aceito este dado, temos condições de formular uma saída para as nossas sociedades. Há que se fazer, conscientemente da cooperação, um projeto pessoal e coletivo, coisa que não se viu em Copenhague, na COP-15 sobre o clima. Em vez da troca competitiva, em que só um ganha e os demais perdem, devemos fortalecer a troca complementar e cooperativa, o grande ideal dos andinos do “bem viver”(sumak kawsay), pelo qual todos ganham porque todos participam. Importa assumir o que a mente brilhante do Nobel de matemática John Nesh formulou: o princípio do ganha-ganha, pelo qual todos, dialogando e cedendo, saem beneficiados, sem haver perdedores.

Para conviver humanamente, inventamos a economia, a política, a cultura, a ética e a religião. Mas desnaturamos essas realidades “sagradas”, envenenando-as com a competição e o individualismo, dilacerando assim o tecido social.

A nova centralidade social e a nova racionalidade necessária e salvadora estão fundadas na cooperação, no pathos, no sentimento profundo de pertença, de familiaridade, de hospitalidade e de irmandade com todos os seres. Se não fizermos essa conversão, preparemo-nos para o pior.

* Leonardo Boff é doutor em teologia e filosofia e autor de mais de 60 livros sobre teologia, filosofia, espiritualidade, antropologia e mística.

A floração das cerejeiras

abril 13, 2010

Nesse início diluvioso de outono aqui no Brasil,  no Japão, início da primavera, celebra uma das datas mais importantes do seu calendário: a floração das cerejeiras. Um espetáculo da natureza!

Pensei: Em que datas aqui no Brasil celebramos a natureza? Aliás, celebramos a natureza? Temos no calendário  o dia 4 de outubro como o dia da natureza. Salvo as escolas primárias, que realizam atividades lúdicas com as crianças nessas datas, nunca vi uma mobilização maior com relação a contemplar a natureza.
Meio paradoxal né? O Brasil, com uma floresta amazônica, pantanal e tantos outros biomas não se tem uma cultura, hábito de reverenciar a natureza. Deve ser porque temos muito. Infelizmente, o homem dá valor quando o bem é escasso. Isto é economia!! A nossa idosa economia!!! O diamante custa muito. Uma vida, a natureza, quase nada.

A foto acima retirei de uma notícia do site abaixo, motivação deste post:

http://oglobo.globo.com/viagem/mat/2010/04/12/ilha-das-flores-japoneses-se-transformam-para-celebrar-floracao-das-cerejeiras

O título da matéria remeteu-me a um brilhante documentário chamado “Ilha das Flores”. Recorrendo ao nosso velho amigo Wikipedia, eis o comentário do filme:  “De forma ácida e com uma linguagem quase científica, o curta mostra como a economia gera relações desiguais entre os seres humanos. O próprio diretor já afirmou em entrevista que o texto do filme é inspirado em suas leituras de Kurt Vonnegut (“Almoço de Campeões”/ “Breakfast of Champions”) e nos filmes de Alain Resnais (“Meu Tio da América”/ “Mon Oncle d’Amérique”), entre outros.

O filme já foi acusado de “materialista” por ter, em uma de suas cartelas iniciais, a inscrição “Deus não existe”. No entanto, o crítico Jean-Claude Bernardet (em “O Cinema no século”, org. Ismail Xavier, Imago Editora, 1996) definiu Ilha das Flores como “um filme religioso” e a CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil) concedeu ao filme o Prêmio Margarida de Prata, como o “melhor filme brasileiro do ano” em 1990. Em 1995, Ilha das Flores foi eleito pela crítica européia como um dos 100 mais importantes curtas-metragens do século.”

Link para o vídeo

“Hoje em dia, aqueles que amam a natureza são acusados de romanescos.”
Sébastien-Roch Chamfort.

Faça algo pelo mundo hoje: contemple a natureza.

Abraços,

DC

Quantas coisas mais podemos aprender com a natureza?

abril 2, 2010

Acabo de ler uma notícia sobre o que se pode aprender com lobos a respeito de liderança.

matéria:lobos-sao-mestres-em-curso-de-lideranca

Muito interessante. Como uma onda, a pergunta chega à minha mente: Quantas coisas mais podemos aprender com a natureza?

Aliás, esquecemos que a natureza é a nossa fonte de constante aprendizado. A ciência aprende cada dia mais investigando a natureza. A nova fronteira nano, os limites e origem do universo. A atenção está voltada para tudo. A busca pela verdade, pelo conhecimento e domínio de tudo faz do homem um questionador incessante.

Ao abordarmos o assunto de observação da natureza, não podemos deixar de citar aqui Edgar Morin e sua coleção “O método”. A obra que retrata o cerne do pensamento do autor, compõe-se de cinco volumes, cada um deles retratando uma abordagem, mas que tanto no estilo, como em seu aspecto fundamental, desvelam a estrutura das questões da complexidade. Em um ir e vir constante, contraditório, convergente, coalescente, admirado e admirável, as palavras se sucedem na construção de um arcabouço que auxilia o entendimento da vida aqui e agora, a história e quem sabe, aponte caminhos para um futuro mais humanitário. Fonte: http://www4.uninove.br/grupec/BioObras.htm

A biônica, técnica sistemática de busca de soluções observando a natureza, tem seu início na época pós guerra (década de 40). A Biônica é, hoje em dia, matéria eminentemente interdisciplinar, utilizada principalmente na Engenharia Aero-espacial, na Medicina de próteses a transplantes, na Cibernética, na Arquitetura a no Projeto de Produto (neste caso, também conhecido como Biodesign).

Na verdade, o homem já utilizava instintivamente esta técnica desde os primórdios da sua evolução. Certos inventos como o Machado de Pedra, servindo de extensão do ante-braço com o punho cerrado, a Canoa Monóxila que nada mais é do que um tronco flutuante escavado para acomodar pessoas ou os abrigos construídos com galhos e folhas trançadas, mostram a incrível capacidade que o homem tem de problematizar a encontrar soluções baseadas nas sugestões oferecidas pelo seu meio ambiente natural. Fonte: Wikipedia

Aprender com a natureza, respeitá-la. Isso é sustentabilidade. Falamos de voltar às nossas origens e coexistir com o mundo. Repito: COEXISTIR. O homem e sua corrida egoísta pelo domínio de tudo, esqueceu-se disso. Hoje olhamos o mundo, a natureza, como simples “fornecedores”. Enquanto essa visão existir, não podemos olhar para um futuro sustentável.

Temos que entender que somos parte disso tudo, e não inquilinos e clientes.

” Retorne à Natureza! Ela irá […] explusar de seu coração [..] as ansiedades que o avassalam […] os rancores que separam você do homem ao qual você deve amar!” Barão d´Holbach, System os Nature (1770).

Deixo a pergunta no ar: ” Qual foi a última coisa que você aprendeu com a Natureza?”

Faça algo pelo mundo hoje: observe a natureza.

Abraços,

DC