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Museus em casa

setembro 8, 2010

Hoje é dia de arte. Nada mais justo falar de sua casa: Os museus. Na verdade, este post é mais uma divulgação do que uma divagação.

Através do site Era Virtual Museus.org, diversos museus brasileiros estão sendo virtualizados para acesso aí na sua casa.

Não podemos esquecer também de um aplicativo para Iphone que traz o museu do Louvre, em Paris, para o seu celular. Faça o Download nesse site.

Só para não perder o hábito, fica aqui uma pergunta:

Será que vamos criar uma cultura de acesso a museus on-line?

Abraços,

DC

Você coleciona o que?

abril 27, 2010

Já colecionei selos, moedas, rochas, figurinhas…E você? coleciona algo?

Fiz uma pesquisa pela internet e encontrei esse texto,publicado no site colecionismo.com.br cuja autoria é de Geraldo de Andrade Ribeiro Jr. Segue o texto:

Milhões de pessoas colecionam os mais diversos objetos em todo o mundo. O que as leva a isto ? Numa primeira análise, o Colecionismo poderia ser considerado apenas como uma forma de entretenimento, um simples ” hobby “. Mas, uma análise mais profunda, logo demonstra tratar-se de uma atividade mais importante : o colecionismo, além da idéia básica de entretenimento cultural, é uma arte e uma ciência.

A história relata, em diversas etapas do desenvolvimento humano, uma série de pessoas, em diferentes locais, preocupadas em guardar, armazenar objetos, de modo a preservá-los. Se isto não tivesse ocorrido, não teríamos, hoje, o conhecimento que temos de nosso passado.

Apesar dos inegáveis atrativos que os modernos meios de entretenimento proporcionam às pessoas e, lembrando-se de um passado ainda recente, (no qual não tínhamos estas maravilhas eletrônicas que hoje existem…), não se pode deixar de constatar o irresistível charme e o fascínio que o colecionismo exerce sobre as pessoas. A grande maioria delas já passou por uma experiência colecionista, por mais breve que tenha sido, e quase todos, mesmo não tendo prosseguido, tem uma palavra de atenção, de reconhecimento, de saudade e mesmo de admiração pelo que fez algum dia.

Portanto, faz-se necessário incrementar a divulgação do colecionismo, de forma urgente e com a competência que a questão requer. Para isto, é necessário um trabalho sério e permanente de marketing, realizado por especialistas, contando com a colaboração de educadores e assessorados por pessoas das diversas áreas, com experiência em educação em geral ou em cursos de cada modalidade de colecionismo, os quais, embora raros, existem e devem ser convocados para esta tarefa.[…] Em nosso país, as Federações, Clubes , grupos, etc., tem procurado, dentro de suas limitações econômicas, a difusão do colecionismo em todas as idades, em particular no âmbito da juventude.

O colecionismo e a educação

Inicialmente é necessário que se esclareçam alguns tabus, ainda difundidos no Brasil, que atribuem conotação pejorativa ao colecionismo, seja ele de qualquer natureza : ele é uma atividade salutar e recomendada, bem como pode ser praticada por qualquer idade, não sendo uma mera atividade recreativa infantil ou um passatempo para a terceira idade. Segundo psiquiatras, colecionar é uma atividade absolutamente normal. Todos as pessoas colecionam algo, mesmo que não percebam. Podem ser caixas de fósforo, chaveiros, sapatos, etc. Inadvertidamente ou não, sempre colecionam alguma coisa. Felizmente, é algo absolutamente normal. Podem ficar tranqüilos, pois anormais são aqueles que não se interessam por nenhuma outra atividade, além de sua atividade cotidiana, às vezes nem mesmo por ela…
Para se ter uma idéia da importância do colecionismo,diversos países introduziram uma das formas de colecionismo, a Filatelia, em seus curriculuns escolares, considerando-se a sua importância didática, histórica e cultural. A Filatelia, particularmente a Filatelia Temática, promove e supera metas pedagógicas, ao se basear numa idéia central, diretriz, que se desenvolve através dos selos postais.

Praticamente em todas as matérias a Filatelia pode ser um importante auxiliar pedagógico, em particular pode-se citar a História, a Geografia e as Artes, nas quais se sobressai imediatamente a correlação com a Filatelia. Basicamente, trata-se de ilustrar o tema com imagens. Ao manipular os selos, a criança vê e revê, diversas vezes, a mesma imagem ao fixar o selo no álbum, verificá-lo no catálogo, etc. Com isto, além da memorização da imagem representada, tem a sua atenção despertada para a importância do fato que veio a merecer a emissão de um selo e, imediatamente, se bem orientada, pode fazer a sua correlação com os fatos ligados ao tema que está ilustrando.

De uma maneira atrativa e agradável, o educador consegue, através da prática da Filatelia, particularmente a fascinante Filatelia Temática, desenvolver fundamentalmente no indivíduo dois princípios básicos : o formativo, ao exigir o desenvolvimento de aptidões e das capacidades da pessoa e o informativo ao proporcionar a aquisição de conhecimentos especializados relacionados com o tema escolhido. Os benefícios didáticos, educacionais e culturais advindos desta prática são evidentes e é inegável a sua atuação como reforço ao Curriculum escolar.

O colecionismo é uma importante fonte de estudos e pesquisas, pois os objetos colecionados refletem as imagens dos diversos tipos dos mesmos, de acordo com suas particularidades e características, neles estando retratados os seus aspectos culturais e até mesmo pode-se ter a história de uma nação contada, por exemplo, pelos seus selos postais ou por suas moedas.

A adoção de um plano para uma coleção, de uma estruturação da mesma, implica em raciocinar, criar, imaginar, pesquisar, estudar e observar regras, além de relacionar-se com terceiros. Este conjunto de tarefas configura um trabalho natural de observação, análise e síntese desenvolvendo aptidões e aumentado a capacidade de aquisição de novos conhecimentos com a conseqüente elaboração e expressão dos mesmos.
O desenvolvimento de uma coleção, tornando-a dinâmica, moderna, maleável, cada vez mais completa, induz, sempre a uma necessidade de um melhor trabalho, de mais pesquisa e por isto mesmo motiva cada vez mais o trabalho a ser desenvolvido.

O colecionismo desenvolve a metodologia, o senso de observação, a atenção e por fim a paciência, tão necessárias para um estudo em profundidade de qualquer assunto A pesquisa, item este tão importante e ora praticamente abandonado pelos educadores é um elemento obrigatório para qualquer forma de colecionismo vai despertar o instinto de curiosidade, fundamental para o prosseguimento de seus estudos. Paralelamente, a limpeza, o rigor, a correção, elementos básicos da coleção serão elementos que lhe servirão ao longo da vida escolar, em qualquer grau e até mesmo profissionalmente, por toda a vida.

O valor das coleções

Pode-se e deve-se iniciar uma coleção de forma bem simples, sem preocupação financeira. A coleção vai crescer, tomar forma e rumo e, caso o colecionador queira, poderá aumentá-la na medida de suas possibilidades. Pode-se fazer uma coleção do tamanho do bolso de cada colecionador.

O colecionismo pode ser praticado por todos, sem distinção alguma, não se constituindo numa atividade elitista, pois as coleções são formadas por seus praticante, no nível desejado ou possível, desde uma coleção simples, porém expressiva e de valor cultural e educativo, até uma especializada, com as mesmas qualidades, porém com valor financeiro elevado. O colecionador propriamente dito não objetiva o lucro. Seu investimento se baseia na aquisição de conhecimentos. Todo colecionador acaba por se tornar um especialista em sua área. Se vier a ocorrer um lucro financeiro, este surgirá de maneira espontânea, pois todo acúmulo de valores traz, afinal de contas, uma riqueza.

Duas coleções, uma simples e modesta e outra, premiada e de alto valor financeiro, possuem uma característica em comum : o seu aspecto cultural. Isto, mais do que um aspecto em comum, é uma qualidade, que une e nivela os colecionadores. Ambas tem o mesmo valor para seu proprietário, o mesmo objetivo, a mesma importância, podendo diferir no seu valor, mas esta é outra questão…

Há uns 10 anos, em São Paulo, ocorreu uma exposição de fotos e revistas esportivas, montada em local totalmente inadequado, longe de tudo e mal divulgada. Lá estive e, para minha surpresa, o expositor, um velhinho de mais de 70 anos, humilde e de poucos recursos, apresentava sua coleção pela primeira vez, após anos e anos de trabalho, de favor, porém o seu material era simplesmente fabuloso, único e ninguém havia lhe dado a devida atenção. Colecionara a memória esportiva nacional, particularmente a paulista, como ninguém, superando a tudo que havia até então, superando até mesmo bibliotecas ditas “especializadas “.

O colecionismo e a cultura

Na maioria dos países, as diversas formas de colecionismo são respeitadas e admiradas, sendo objeto de catálogos especializados, exposições, mostras, etc., em locais públicos e de forma organizada. No Brasil ainda se está longe deste reconhecimento, de forma geral, sendo que alguns segmentos, como a Filatelia obteve reconhecimento. Considerada uma ” ciência auxiliar da História “, pelo Congresso Internacional de Filatelia de Barcelona (Espanha – 1960), a Filatelia tem seu valor reconhecido em nosso país pelo Ministério da Cultura que incluiu a Filatelia na Lei Federal de Incentivo à Cultura, a ” Lei Rouanet “. No Estado de São Paulo, a Secretaria Estadual da Cultura possui uma Comissão de Filatelia e Numismática, sendo o único Estado da Federação a ter um órgão deste tipo. A Prefeitura Municipal de São Paulo incluiu a Filatelia na sua Lei de Incentivo à Cultura. Desta forma, pode-se elaborar projetos para obter incentivos fiscais em todos os níveis.

Conclusão

Colecionar é preciso ! Em todos os níveis, de todas as formas.[…] Não tenham receio de se lançar nesta empreitada, pois o retorno será sempre gratificante, com a descoberta de novos horizontes culturais, com o intercâmbio com os demais praticantes da mesma modalidade ou mesmo como uma simples higiene mental. O fascínio da pesquisa, da descoberta, é algo inerente ao ser humano e o colecionismo é um dos campos que proporciona as melhores oportunidades neste sentido. Os grandes acervos, em todo o mundo, quer particulares, quer de museus, arquivos, etc., iniciaram-se, em sua maioria, por pequenas coleções particulares. Mãos à obra.

Esse texto toca em pontos fundamentais para a construção de uma nova realidade. Educação, cultura, acervos… Os museus são grandes colecionadores!!!!

Pensando um pouco mais a respeito, posso tentar detalhar o porquê de colecionar:

  1. Era mais uma atividade para me inserir nos círculos de amizade;
  2. Me fazia viajar no tempo;
  3. Instigava minhas lembranças…

Quantas coisas guardamos pelo fato delas nos fazerem lembrar de algum momento? Um papel de bala, pedra, guardanapo usado… várias coisas.

Hoje coleciono pôr-do-sol. São fascinantes!!! Verdadeiras pinturas criadas e acessível a todos. Divido com vocês alguns:

Me lembrou o filme “Cidade dos anjos”…

E você? Quer dividir sua coleção conosco?

Faça algo pelo mundo hoje: Colecione.

Abraços,

DC