Posts Tagged ‘internet’

Princípios para a Internet

abril 3, 2011

Encontrei uma matéria no ESTADÃO sobre um documento da ONU que fala sobre os princípios que devem reger a internet. Achei interessante. Segue a matéria, de autoria de Tatiana de Mello Dias.

Privacidade, igualdade, liberdade e segurança. Esses são alguns dos direitos e princípios da internet estabelecidos pela ONU para a internet. O documento foi divulgado na semana passada e foi definido pela Internet Rights and Principles, rede de organizações sobre direitos humanos na internet.

“A internet oferece oportunidades sem precedentes para a conscencialização dos direitos humanos, e desempenha um papel cada vez mais importante nas nossas vidas diárias. Por conseguinte, é essencial que todos os intervenientes, tanto públicos como privados, respeitem e protejam os direitos humanos na internet”, diz o documento.

O brasileiro Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV-Rio foi uma das entidades responsáveis pela elaboração dos texto.  “O documento endossa a visão da internet como espaço a ser regulado pelo viés dos direitos humanos, evitando assim regulações que busquem censurar o acesso à rede e o livre acesso aos conteúdos ali disponibilizados”, declarou o coordenador do CTS, Carlos Affonso Pereira de Souza.

Os princípios são os seguintes:

1. Universalidade e Igualdade: Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos, que devem ser respeitados, protegidos e cumpridos no ambiente online.

2. Direitos e Justiça Social: A Internet é um espaço para a promoção, proteção e cumprimento dos direitos humanos e também da promoção de justiça social. Cada indivíduo tem o dever de respeitar os direitos humanos de todos os outros no ambiente online.

3. Acessibilidade: Todos os indivíduos têm igual direito de acesso e utilização a uma Internet segura e aberta.

4. Expressão e Associação: Todos os indivíduos têm o direito de procurar, receber e difundir informação livremente na Internet sem censura ou outras interferências. Todos os indivíduos têm também o direito de se associar livremente, seja para fins sociais, políticos, culturais ou outros, na e através da Internet.

5. Privacidade e Protecção de Dados: Todos os indivíduos têm o direito à privacidade online, incluindo a liberdade de vigilância, o direito de usar criptografia e o direito ao anonimato online. Todos os indivíduos têm também o direito à protecção de dados, incluindo o controle sobre colecção, retenção, transformação, eliminação e divulgação de dados pessoais.

6. A Vida, Liberdade e Segurança: O direito à vida, à liberdade e à segurança na Internet devem ser respeitados, protegidos e cumpridos. No ambiente online estes direitos não devem ser desrespeitados, ou utilizados para violar outros direitos.

7. Diversidade: A diversidade cultural e linguística na Internet deve ser promovida; técnicas e políticas inovadoras devem ser incentivadas para facilitar a pluralidade de expressão.

8. Rede de Igualdade: Todos os indivíduos devem ter acesso universal e aberto ao conteúdo da Internet, livre de priorização discriminatória, de filtragem ou controle de tráfego por motivos comerciais, políticos ou outros.

9. Normas e Regulamentos: A arquitetura da Internet, os sistemas de comunicação e o formato de documentos e dados devem ser baseados em padrões abertos que garantem a completa interoperabilidade, a inclusão e a igualdade de oportunidades para todos.

10. Governança: Os direitos humanos e a justiça social devem formar as bases legais e normativas sobre as quais a Internet funciona e é governada. Isto deve acontecer de forma transparente e multilateral, baseada nos princípios de abertura, participação inclusiva e de responsabilização.

Se esses princípios fossem cumpridos, muita coisa mudaria, principalmente para essas empresas de redes sociais.

Passe adiante. É interessante saber.

Sds,

DC

Anúncios

Imagine só…

setembro 14, 2010

Acho que todos que frequentemente utilizam a internet já sabem a potencial ferramenta de multiplicar as coisas que ela é. Se um vídeo que faz sucesso consegue atingir a marca de milhões de acessos em horas, imagine só o que poderia fazer pensando em algo útil para a sociedade.

Esse efeito de potencializar as coisas apenas é o começo. Ainda não sabemos como utilizar esse efeito de irradiação da melhor forma possível.

Clay Shirky, professor da Universidade de Nova Iorque, nos mostra nesse vídeo o quanto do “superávit cognitivo” que é a colaboração voluntária em massa através da internet pode fazer.

Clay Shirky: Como o superávit cognitivo mudará o mundo.

Resumo: Clay Shirky analisa o “superávit cognitivo” – o trabalho online compartilhado que realizamos com os nossos ciclos cerebrais extras. Enquanto estamos ocupados editando a Wikipedia, postando informações no Ushahidi (sim, e até mesmo repassando fotos engraçadinhas de gatos…), estamos construindo um mundo melhor e mais cooperativo.

Imagine só canalizar esse potencial todo para a eqüidade, justiça social, redução da desigualdade e pobreza. Acho que tem futuro.

Imagine só.

DC

Diferente do que eu pensava…

junho 21, 2010

Bom, vou confessar a vocês que me surpreendi com a matéria abaixo:

Moradores de rua se distraem na rede

AMANDA DEMETRIO
DE SÃO PAULO

Publicidade

//

Charles Pitts é um morador de rua na cidade de San Francisco, mas isso não o impede de se manter conectado. Ele diz conhecer vários locais secretos na cidade, onde pode usar energia elétrica e internet sem fio sem pagar por nada, segundo o “Wall Street Journal”.

No Brasil, o quadro é parecido. Moradores de rua e de albergues de São Paulo passam suas tardes em postos espalhados por todo o Estado, vendo seus e-mails, jogando, estudando e procurando empregos.Tudo isso sem gasto nenhum, apenas fazendo um cadastro.

“O morador de rua geralmente fica o dia todo [no posto], principalmente durante a tarde”, explica Pedro de Faria, 63, que trabalha há sete meses no projeto. Ele conta que alguns deles chegam ao local carregados de sacolas, trazendo tudo o que têm.

Jorge Nunes da Silva, morador de um albergue na Bela Vista, diz que usa seus minutos no computador para tentar decolar na política.

Já Ancelmo Moreira Silva, 32, vivendo em albergues desde que se separou da mulher, inclui em sua rotina as oficinas no albergue e tardes na internet.

Não imaginava o acesso a internet como competências do público de rua. Isso pra mim é fantástico! Podemos ter programas e projetos voltados para esse público on-line. Imagine se eles começam a ter um perfil de home broker e sair das ruas com investimentos certos? Talvez haja muitas soluções on-line para minimizar esse público!!!

Fica a provocação para todos os ativistas on-line: Quem sabe não podemos criar plataformas on-line que ajudam os moradores de rua conectados a conseguir casas?

Sem dúvida, essa reportagem vai surpreender os leitores também. Você imaginava o que dos moradores de rua?

Abraços,

DC