Posts Tagged ‘guerra’

Arte para provocar

julho 23, 2010

Tantas barbáries, crimes, assassinatos, nos remetem a uma verdadeira guerra. Hoje, a provocação em imagem nos traz o quadro de Picasso, chamado Guernica. É sobre os horrores da Guerra Civil Espanhola. Um quadro “horrorozo” e genial.

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Vamos jogar War?

março 29, 2010

Em notícia publicada pela folha online no dia 27/03/2010, a manchete: “ ’Guerras Climáticas’ prevê volta à barbárie na disputa por recursos naturais” introduz o leitor às possibilidades de guerras por recursos naturais.

“Guerras Climáticas” prevê volta à barbárie na disputa por recursos naturais

A matéria é baseada em informações contidas no livro do psicólogo e sociólogo alemão Harald Welzer cujo título é homônimo à manchete. O livro é composto por ensaios escritos pelo sociólogo após observações e análises de situações limítrofes vividas pelos seres humanos ao longo da história. Ele inclui os recursos naturais no seleto grupo de causas tradicionais de guerras: economia, religião e política.

De bate e pronto, me veio a mente uma obra prima da literatura universal: Guerra e Paz, de Leon Tolstoi. Do Wikipédia temos o comentário “O livro narra a história da Rússia à época de Napoleão Bonaparte (notadamente as guerras napoleônicas na Rússia). A riqueza e realismo de seus detalhes assim como suas numerosas descrições psicológicas fazem com que seja considerado um dos maiores livros da História da Literatura.

Tolstói desenvolve no livro uma teoria fatalista da História, onde o livre-arbítrio não teria mais que uma importância menor e onde todos os acontecimentos só obedeceriam a um determinismo histórico irrelutável.

Guerra e Paz criou um novo gênero de ficção. Apesar de atualmente ser considerada um romance, esta obra quebrou tantos códigos dos romances da época que diversos críticos não a cosideraram como tal. O próprio Tolstói considerava ’Ana Karenina’ (1878) como sua primeira tentativa de romance, no sentido aceito na Europa.”
Mesmo com um tema tão pesado, o homem é capaz de criar o belo a partir do não belo.

Amparado por outro livro, intitulado “Idéias que mudaram o mundo”, de Felipe Fernández Armestro, encontrei várias idéias (Eureca!) descritas, em diversas épocas da humanidade, que estão ligadas ao conceito de guerra.

(Só para embasar melhor os conceitos utilizados aqui, segue uma breve definição de “idéia”, da Wikipédia de novo:

“No Dicionário de Filosofia e Psicologia (Dictionary of Philosophy and Psychology), Stout e Balwdin dão a seguinte definição de ideia : reprodução, através de uma imagem mais ou menos adequada, de um objeto que na realidade não está presente nos sentidos (the reproduction with a more or less adequate image, of an object not actually present to the senses). Distinguem ideia de percepção pelo “grau de intensidade”, pela “ausência de movimento por parte do sujeito” e por “dependência de atividade mental”. No sentido de representação mental, a ideia é quase sempre composta : na ideia de “cadeira” há muitos objetos, todos eles diferentes em forma e tamanho, implícitos nessa representação, que classificam de “ideia abstracta”. Uma ideia complexa pode não ter alguma correspondência com aquilo que representa: a ideia de centauro é uma representação mental complexa, associando as imagens de homem e de cavalo.”)

As idéias que encontrei no livro são:

• A idéia do massacre: ligada à idéia de um mundo sem inimigos. Um mundo perfeito. Uma utopia;
• A idéia do universo dinâmico: “a única constante no mundo é a mudança”
• A idéia da guerra sagrada: Não precisamos de muito mais explicações. Os conflitos de base religiosa no oriente médio, Irlanda, etc..;
• A idéia do cidadão guerreiro: A Revolução Francesa e o direito ao porte de armas na sociedade norte-americana são exemplos que se apóiam nessa idéia;
• A idéia de que a guerra aperfeiçoa a sociedade: O ponto central da idéia fala que a guerra é boa! Isso sim, BOA!! (Ela não bebe Antártica, tão pouco possui uma estética corporal). Hengel, ancorado por argumentos que levam a Aristóteles, Platão e outros pensadores, levanta os benefícios da guerra e reafirma a PAZ como objetivo da guerra (paradoxal, não acham?). Sendo a guerra um “mal menor” e não uma atividade a ser buscada por si mesma.
• A idéia da guerra “total” ou “recrutamento em massa” ( a nação toda pronta para a guerra): Vide as Forças Armadas.
• A idéia de uma arma para acabar com a guerra – Bomba Atômica.
• A idéia de que a força é justa: Nietzsche afirmava que o refinamento da raça humana através do extermínio justificava-se com base no fato de que os conquistadores são superiores às sua vítimas e deveriam ter poder, precedência e prioridade de interesses. Não é a toa que Hitler gostava dele. Será que o Bush leu Nietzsche?

Quantas idéias! Isso sem olhas as idéias adjuntas e correlatas. Fico abismado pela capacidade humana de criar idéias e perplexo pela pluralidade da vida.

Por quê eu falei dessas idéias todas? Simples. Se quisermos uma sociedade sem guerras, é imperativo desmontar esse pedestal de idéias que suportam as guerras. Acho que ainda há mais outras que não estão relacionadas. Você já parou para pensar em alguma delas? E a indústria da guerra? Bilhões e Bilhões de dólares sendo gastos em pesquisas de novas armas. Sem falar na guerra civil que enfrentamos todos os dias, a violência urbana.

A questão dos recursos naturais é um tema vastíssimo que em breve será comentado em outros posts.

Para fechar, uma frase de Flavius Vegetius, De Re Militari (390 d.C):

“Quem deseja a paz que se prepare para a guerra.”

Um grande abraço a todos.

DC.