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A revolução do iPAD

março 5, 2011

Ladies and gentlemen, Luciano pires!

Escrevi em 2005 um texto chamado “Os Preçonhentos” sobre o perigo que o ocidente corre ao desmantelar seus parques industriais e entregar para a China a atividade de fabricar produtos. Assumindo controle total sobre a fabricação de itens estratégicos, a China elevará os preços, provocando um “choque da manufatura”, equivalente ao choque do petróleo dos anos 1970. Essa não é uma estratégia comercial, mas de poder. E em minhas palestras as pessoas perguntam: “E daí? Qual será o futuro?”. Minha resposta:

– A Revolução do iPad. A China cairá quando cada chinês achar que tem direito a um iPad.

Nesse dia, os 20 burocratas que tiranizam o país não resistirão aos bilhões de indignados espalhados pelas ruas. E então, obrigada a proporcionar ao povo acesso a confortos materiais e liberdade de escolha, a China capitalista verá seus custos subirem até o patamar real de competitividade e será obrigada a jogar o jogo comercial global em condições de igualdade com os demais países.

Que fique claro: o “iPad” de meu comentário representa não o “tablet” da Apple, mas os confortos tecnológicos e a liberdade individual comuns ao ocidente e que os chineses desconhecem.

Para entender o que pode vir a ser a Revolução do iPad, observemos o Japão. Empenhado em se recuperar da destruição da II Guerra, a partir dos anos 1970 o Japão se transformou na segunda maior economia do planeta, graças a uma cultura que combinava disciplina férrea com entrega total ao trabalho, mesmo ao custo da perda completa da individualidade. Quando a partir dos anos noventa uma nova geração chegou à maturidade, composta de jovens japoneses que estudaram fora e/ou tomaram contato com os confortos da sociedade de consumo ocidental, a coisa virou. Foi a “Revolução do iPad” japonesa: quero ganhar mais, quero morar melhor, quero lazer, quero liberdade para me expressar, quero ter minha própria identidade. Quero liberdade de escolher!

E a sociedade quase militar japonesa implodiu. O Japão estagnou. É claro que outros fatores tiveram peso, mas tenho certeza que o choque cultural daquela “Revolução do iPad” desempenhou um papel fundamental na interrupção do crescimento vertiginoso do Japão.

Guardadas as proporções e diferenças sociais e de contextos, com a China acontecerá o mesmo: cada Chinês vai querer sua parte de conforto.

E é aí que entram as tais redes sociais. Elas mostram “os iPads” para gente que nunca os viu, deixando explícito que existe outro mundo possível. Livre. E despertam nos jovens a sede de mudança…

Os recentes acontecimentos no Egito, Líbia e em outros países do oriente médio originam-se em parte na “Revolução do iPad”, que é irreversível. Só pode ser postergada à custa de sangue, o que os burocratas chineses certamente tentarão fazer. Mas uma atitude dessas é insustentável no mundo de hoje.

Quem conhece a história sabe que grupos ideológicos manipulam a sede de mudança da garotada para promover o tal “mundo possível”, aquele que mata no presente para melhorar a vida num futuro que nunca chega. O risco do nascimento de ditaduras extremistas piores do que as que estão caindo é muito grande. Exceto na China onde, em termos de liberdades individuais, pior que tá não pode ficá, como diria aquele ilustríssimo integrante da Comissão de Educação e Cultura de nossa Câmara dos Deputados.

Vou esperar pra ver. Ouvindo meu iPod, enquanto sonho com meu iPad.

Luciano Pires

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Querer mais

outubro 11, 2010

A lógica de consumo de hoje nos empurra para sempre querer mais.

Segue uma frase de kant,filósofo alemão, geralmente considerado como o último grande filósofo dos princípios da era moderna, indiscutivelmente um dos seus pensadores mais influentes, em conversa com o historiador russo Nikolai Karamzin. Fonte: O livro das Citações, de Eduardo Giannetti.

Dê a um homem tudo o que ele deseja, e ele, apesar disso, naquele mesmo instante, sentirá que esse tudo não é tudo.

Pra refletir.

Abraços,

DC

Nossa Civilização

setembro 27, 2010

Hoje o aforismo é de R. W. Livingstone. Ele descreve de maneira curta e essencial nossa condição social.

Se você deseja uma descrição de nossa era, eis aqui uma: a civilização dos meios sem os fins; opulenta em meios para além de qualquer outra época, e quase para além das necessidades humanas, mas esbanjando-os e utilizando-os mal porque não possui nenhum ideal soberano; um vasto corpo com uma alma esquálida.

R.W. Livingstone (1945)

Qual é o fim disso tudo? Qual é o propósito, ou melhor, o ideal soberano. Apenas acumular riqueza? Ter prazer?

Fica a dúvida!

Abraços,

DC

Para pensar…

julho 5, 2010

Na publicação O Estado do Mundo 2010 da world Watch, um gráfico me chamou a atenção. Veja-o:

Sei que a base de pesquisa é tendenciosa para o fato explicitado acima – os jovens americanos são muito mais orientados ao consumo do que outras nações – mas desde 1980, a situação financeira passou o sentido de existência para os jovens americanos. Com certeza, se fizesse essa pesquisa com jovens indianos, japoneses, talves a disparidade seria menor.

O fato é que esse gráfico instigou-me a pensar sobre o que é essencial. Sei que o consumo é o que guia as nações: medimos as nações por suas produções e consumo, queremos sempre produzir mais e “crescer mais”. A lógica do consumo é a essência dessa civilziação. Mas deveria ser assim?

Não quero entrar em um debate religioso, mas não ficamos com isso para sempre (material de informática dura meses…). Será que devemos orientar nossa vida para uma coisa que é efêmera?

Fica a provocação.

Abraços,

DC

Pelo consumo consciente

junho 18, 2010

Companhia distribuidora de água de Denver fez uma propaganda brilhante a respeito do uso racional da água. Uma boa provocação sobre a nossa necessidade de utilizar o que não é preciso.

Futurismo X Futuro

maio 13, 2010

Matéria publicada na revista Página 22, por Eduardo Shor, discute a questão do consumo, tecnologia de ponta e sustentabilidade. Muito interessante.

Futurismo X Futuro
Na estética dominante do high-tech, estaria a ética da sustentabilidade ficando para trás?

Quem se lembra do videocassete? Saiu de moda. Como assim, saiu de moda? Quem se lembra do Chevette bege-claro? Saiu de moda. Também? Também saiu. Pegou carona com o pretérito perfeito, nos rumos da estrada do tempo. Não era a de Santos? Essa já era. Qual foi o destino do carro? Deixou a linha de montagem. E o bege-claro? Bom, o bege-claro parece cor de quem passou as férias sem tomar sol. É um tom démodé, mas démodé ninguém fala mais. Então, fala o quê? Out, a moda é falar inglês, brother. Não era chinês? Ainda será. Chinês, por enquanto, é pastel com caldo de cana. E inglês? Hamburguer do McDonald’s, hot dog na padaria da esquina, Coca-Cola para matar a sede e um ótimo filme hollywoodiano.

Afinal, qual é a moda? Vê se understand. A moda hoje é você compra ou você vende. A empresa faz pequenos ajustes nos componentes eletrônicos de um produto, desenvolve a tecnologia em certa medida, transforma o design e, em três meses, o que era lançamento na prateleira das lojas se torna coleção na estante do museu. O ciclo de vida de determinados bens, principalmente os que envolvem avanços tecnológicos, reduz-se cada vez mais. Um fabricante de telefone celular que há uma década estreava dois modelos por ano, agora é capaz de levar ao mercado mais de 40, nos 12 meses. Haja recursos naturais para suportar.

Na análise de Lenivaldo Gomes, professor do Departamento de Comunicação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), a sociedade, em geral, sustenta-se no eixo produção, acúmulo e consumo. Um dos principais discursos que reforçam essa lógica e movem o desejo das pessoas, nesse caminho, é o high-tech – ou, tecnologia de ponta.

Estar conectado por um tempo longo, com aumento da diversidade de recursos disponíveis e velocidade mais alta, é sinônimo de sucesso. Quem estabelece maior quantidade de conexões está à frente do restante da humanidade. Mais amigos ou seguidores no Twitter, Facebook, Orkut. Há o telefone celular, e-mail 24 horas no BlackBerry, acesso à internet sem fio. As opções são muitas, e não bastam.

É preciso ir além. Ter em mãos as tecnologias de última geração, aparelhos avançados ou os equipamentos mais ágeis. Quanto mais desenvolvido o produto, mais valorizado (e, geralmente, caro) ele é. Desse modo, a tecnologia de ponta tornou-se um meio de distinção social. E o design busca reforçar o caráter high-tech do que chega às lojas, seja por cor, formato, seja por outros recursos.

Nesse contexto, itens como Tvs, rádios, telefones celulares, veículos e até mesmo calçados ganham uma imagem futurista, adquirindo semelhanças entre si. Em 2008, a Motorola lançou, no Brasil, um telefone celular inspirado nas linhas aerodinâmicas do Maserati Birdcage 75th, luxuoso modelo de automóvel de uma empresa italiana. Na divulgação para a imprensa, a fabricante ressaltou que o aparelho “combina estilo com funcionalidade”. E que a novidade serviu para “agradar aos amantes da velocidade”.

Ainda será preciso tomar cuidado para não estacionar o celular no shopping, ou botar o carro no ouvido e sair falando por aí.

Preto ou prata

O indivíduo que aumenta sua capacidade de consumo e passa a ter condições de adquirir o primeiro computador, por exemplo, pode se contentar com o modelo básico. Conforme seus ganhos aumentam, é comum começar a avaliar novos quesitos, além da utilidade da máquina. Ele olha atributos que incrementam o preço e transmitem valores que não têm a ver, necessariamente, com o desempenho técnico. Liquidificadores constituem-se em exemplo. Entre um protótipo e outro, nada muito diferente de ser útil para cortar alimentos e transformá-los, em conjunto com água ou leite, em sucos, vitaminas e sopas.

Assim, o trabalho de desenhar uma novidade é diferencial. Aí entram em jogo cor, elegância, formas, material. A produção de eletrônicos da Apple é um dos maiores destaques nessa linha, prezando por formas delicadas, suaves e cores claras. Transmitem ao consumidor muito mais do que uma ideia de boa utilidade. “A função primária de um produto é a utilidade. Substituir a força humana, os braços, os olhos, a memória. À medida que uma pessoa ascende socialmente, é grande a possibilidade de ela mudar também alguns conceitos, fazendo da estética (no sentido estrito de beleza) a função primária. A utilidade, embora ainda levada em consideração, cai para segundo plano”, diz o professor da PUC.

Sob essa ótica, o automóvel nada mais seria do que uma ferramenta que permite a seu condutor ou condutora chegar mais rápido ao destino desejado, em comparação aos métodos de percorrer o trajeto andando, de simples bicicleta ou de carroça. Mas entre um modelo 1.0 e uma BMW lá se vão quilômetros de distância, confirmando a cultura da ostentação na sociedade moderna.

O BMW é mais veloz, dotado de recursos tecnológicos complexos. As próprias características físicas do produto contribuem para reforçar esses valores. “Consumir é comunicar, ainda que essa comunicação seja inconsciente ou não. E quem tem maior poder aquisitivo pode mais”, acrescenta Gomes.

Não é coincidência que, em uma capital como São Paulo, o predomínio das cores dos carros nas ruas seja dividido por preto, cinza, chumbo ou prata. Elas são escolhidas pelas montadoras com base na preferência do consumidor, indicada por meio de estatísticas. De acordo com André Marcolino, sócio da agência M2L e coordenador do curso de Design Transportation, do Instituto Europeu de Design de São Paulo (IED), a cor prata remete à ideia de tecnologia e inovação. O preto está relacionado a poder.

Na Europa, é mais comum encontrar veículos de outras cores, já que as cidades apresentam tons mais escuros do que os observados no Brasil. O próprio clima frio e o céu, nublado com maior frequência, influenciam as escolhas dos compradores. Isso significa que o discurso high-tech não é o único fator a contribuir para a evolução do desenho e das demais características dos produtos.

Se a indústria de telefones celulares recorreu ao design de automóveis para elaborar modelos lançados no mercado, a de veículos também procura interagir de maneira multidisciplinar. Estilistas famosos prestam consultoria às marcas. Além do desenvolvimento de tecidos para os assentos, há um uso cada vez mais popular do couro ecológico, que ajuda a diminuir o aquecimento dentro do carro.

Ainda segundo o coordenador do curso do IED, a preocupação do setor de automóveis e peças, na questão relacionada à redução de impactos ambientais, é forte. Uma delas é a substituição do plástico tradicional por fibras de bananeira no material que constitui apoiadores de braço das portas, botões e compartimentos, além de iniciativas mais impactantes na direção do uso de fontes de energia renováveis.

Quem tem mais pode mais

No discurso da sustentabilidade, o coletivo torna-se protagonista da história. O indivíduo escolhe os objetos de consumo tendo em mente que suas decisões alteram a ordem do que pode acontecer com o planeta e seus habitantes, e aí estamos falando de ética. A conscientização entra na agenda, mas o discurso não foge à lógica da distinção social. Há uma parcela da sociedade com maiores condições de manter práticas saudáveis do que outra.

As classes do topo da pirâmide têm acesso facilitado ao conhecimento sobre o cuidado com a saúde do corpo humano e do planeta. São elas que apresentam também mais oportunidades de se matricular em academias de ginástica, associar-se a clubes e consultar profissionais da área médica. O aspecto econômico favorece, inclusive, o consumo de itens da lista da sustentabilidade sustentabilidade, como alimentos orgânicos, cultivados sem agrotóxicos.

Em geral, no fim do mês, o cardápio orgânico tem peso maior no bolso de quem vai ao supermercado, comparado a produtos sem essa preocupação. Quem tem mais dinheiro acaba reunindo mais condições de se diferenciar dos demais, mantendo a tradicional linha da diferenciação pelo acúmulo de capitais. Uma forma de distinção entre as classes, por meio de atitudes e comportamentos.

Gomes, da PUC-Rio, analisa também traços em determinados produtos que demonstram certas características estéticas da sustentabilidade. “Existe um tipo que é o confronto direto com o high-tech. Destaca o material como opção do próprio designer, lembrando ter ocorrido ali o processo de reaproveitamento. Um exemplo são as cadeiras de papelão que não escondem sua composição”, aponta.

Há também o confronto indireto, com valorização maior da forma do que do material. É o caso de quem adquire uma cadeira para o escritório. E, em vez de assento montado com garrafas PET, escolhe um móvel feito de madeira certificada, com o material meticulosamente trabalhado. Não fosse um selo indicativo, a linha sustentável do objeto passaria despercebida.

O certo “elitismo” penaliza até mesmo as pequenas empresas. Cyntia Malaguti, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, da Universidade de São Paulo (FAU/USP), explica que pode haver diferenças na forma com que uma empresa de grande ou pequeno porte se planeja para entrar na era da sustentabilidade. Segundo ela, que escreveu um manual técnico de requisitos ambientais para o desenvolvimento de produtos, empresas menores costumam ter menos capacidade de investimento em pesquisas para o desenvolvimento de materiais inéditos, que revolucionem seus setores.

Uma solução é propor parcerias com o meio universitário, onde é possível encontrar projetos a custo mais acessível e equipes pensando no tema constantemente. Estratégia adicional é obter a contribuição do próprio design para transmitir ao consumidor o conceito de sustentabilidade, por exemplo, na escolha dos materiais e das características da embalagem dos produtos.

De produtos a cidades

As aparências não enganam. A estética de uma cidade, por exemplo, reflete dramas, sentimentos e valores de uma sociedade e seus habitantes. Os grandes centros expressam fisicamente os problemas de relacionamento entre os indivíduos. A insegurança empurra as pessoas para locais específicos. Condomínios fechados, shoppings. O individualismo dificulta as relações humanas nos lugares públicos, a desconfiança dos centros urbanos afasta. O outro é um perigoso estranho.

A rua se torna mero local de passagem, em vez de espaço para o relacionamento. Ali as pessoas não vivem, apenas transitam. Na cidade do movimento, as fachadas dos prédios são espelhadas. Os letreiros se tornam enormes, para que possam ser lidos por quem passa de carro, à distância. É o contrário de um centro antigo, onde a arquitetura é mais bem trabalhada. Ambiente próprio para quem anda a pé e tem tempo de apreciar, de perto, as construções.

Com isso, as grandes cidades estão perdendo sua identidade. O indivíduo está em um lugar que poderia ser qualquer lugar do mundo. Prédio sobre prédio, pedra sobre pedra, há especialistas que apontam um caminho mais sustentável, amenizando impactos como os da falta de permeabilidade do solo, capazes de tornar as enchentes um problema cada vez pior.

Uma das soluções seria a construção da infraestrutura verde, descrita por um artigo da paisagista Cecilia Polacow Herzog, publicado no jornal O Globo, em abril, como “rede interconectada de espaços abertos vegetados (de preferência arborizados) que restabelece a estrutura da paisagem. A ideia é que a cidade funcione como uma esponja, que seja o mais permeável possível”. Permeável em todos os sentidos, até de relacionamento interpessoal.

O concreto dificulta o escoamento da água da chuva. Entretanto, é ele que predomina no horizonte, e contribui para que a cidade domestique a natureza. “Na Alemanha, a população preserva o mínimo espaço em que nasce um matinho. Aqui, joga-se veneno para matar a planta. No caso de córregos da cidade, não é mais possível identificar muitos, que estão escondidos em galerias”, observa Cecilia, diretora também da ONG Inverde e mestre em Urbanismo.

Em uma floresta, a água da chuva infiltra 90% no solo. Há regiões das cidades em que a infiltração é zero. A água busca saídas e, nesse encaminho, entope bueiros, carrega lixo e acumula em áreas onde não tem por onde escoar.

Na Coreia do Sul, o principal rio da capital, Seul, foi despoluí do e virou símbolo da recuperação de áreas degradadas. O viaduto, que passava sobre o curso d’água, acabou demolido. No entorno, foram construídos parques, com resgate da biodiversidade. O transporte público foi remodelado, o esgoto a céu aberto fechou e a qualidade do ar melhorou. A revitalização ocorreu em apenas quatro anos. (mais sobre cidades em reportagem à pág. 36)

A sustentabilidade, mal ou bem, vem alterando o modo de planejar cidades e produtos. No design, por exemplo, o termo eco se refere a uma categoria específica de projetos que levam em consideração a questão ecológica. “Em algum tempo, não haverá o termo ecodesign para apontar essa categoria. Qualquer produto terá como pré-requisito o pensamento sustentável. Tudo será muito diferente do presente. O jeito como foi feito até agora nos trouxe até aqui, mas, certamente, não nos levará ao futuro”, prevê Fred Gelli, sócio-fundador da agência Tátil e professor do Departamento de Artes & Design, da PUC-Rio.

A biomimética, em vez de destruir, estuda a natureza para ter inspiração na elaboração de novos modelos de produto, serviço ou negócios. O planeta Terra parece cada vez mais estar na moda. E a torcida é para que a moda não seja substituída no próximo verão.

Qual é o seu consumo?

março 24, 2010

Bom, recebi esse e-mail a muito tempo e hoje ele reapareceu na minha caixa de entrada. Faz todo sentido colocá-lo aqui para provocar a reflexão sobre o nosso consumo.

Diria mais do que isso. Acompanhe o número de pessoas: ela cresce a medida que a quantidade de comida diminui. Outro assunto a refletir: desigualdade social (esse assunto será discutido com mais cuidado posteriormente). Avalie também a qualidade dos alimentos. Não necessariamente que tem o maior PIB come melhor…

1 – Alemanha: Família Melander de Bargteheide.
Despesa com alimentação em 1 semana: 375.39 Euros / $500.07 dólares

2 – Estados Unidos da América: Família Revis da Carolina do Norte
Despesa com alimentação em 1 semana: $341.98 dolares

3 – Italia: Família Manzo da Secília
Despesa com alimentação em 1 semana: 214.36 Euros / $260.11 dolares

4 – México: Família Casales de Cuernavaca
Despesa com alimentação em 1 semana: 1,862.78 Pesos / $189.09 dólares

5 – Polónia: Família Sobczynscy de Konstancin-Jeziorna
Despesa com alimentação em 1 semana: 582.48 Zlotys / $151.27 dólares

6 – Egito: Família Ahmed do Cairo
Despesa com alimentação em 1 semana: 387.85 Egyptian Pounds / $68.53 dólares

7 – Equador: Família Ayme de Tingo
Despesa com alimentação em 1 semana: $31.55 dólares

8 – Butão: Família Namgay da vila de Shingkhey
Despesa com alimentação em 1 semana: 224.93 ngultrum / $5.03 dólares

9 – Chade: Família Aboubakar do campo de refugiados de Breidjing
Despesa com alimentação por semana: 685 Francos / $1.23 dólares