Posts Tagged ‘Arte’

A leitura que abre mundos

maio 8, 2011

Obra do artista Rob Gonsalves diz tudo. A leitura é uma forma de “abrir mundos”.

Pense nisso. Leia mais.

DC

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Inspiração que vem de dentro

abril 25, 2011

Uma das minhas maiores lembranças de quando era criança é a de desmontar brinquedos para saber como eram as engrenagens. As obras me levaram para essa época.

O Blog é uma iniciativa da Brastemp.

Todo mundo já teve na família, ou pelo menos conhece a história, de um menino que chegava na casa de um parente e, sorrateiramente, desaparecia com um rádio. Não, ele não era um cleptomaníaco! Na verdade, ele era um “desmontador“. E aí, depois de uns bons safanões da mãe, o danado tinha que quebrar a cabeça para devolver o rádio funcionando para a tia, e aprendia que não se deve desmontar os equipamentos alheios.
O inglês Todd McLellan certamente viveu situações muito parecidas com esta que acabamos de contar! Uma vez te apresentamos aqui uma artista plástica que mostra o lado inverso das coisas. No caso de Todd, sua obra apresenta o lado de dentro das coisas. Meticulosamente, o artista desmonta elementos do nosso cotidiano, como relógios, telefones e máquinas de escrever. E, como num “anti quebra-cabeça”, Todd organiza as trocentas pecinhas que encontra, e fotografa as composições. E deste caos organizado, nascem lindas imagens, harmoniosas e inusitadas.

Se seu telefone quebrar, não esqueça de convidar aquele seu sobrinho arteiro, que a mãe chama com orgulho de “pequeno inventor”, para visitar a sua casa!

O legado da semana de 22

fevereiro 23, 2011

Antropofagia – Tarcila do Amaral

Nas três últimas semanas, reservamos esse espaço de quarta para falar da Semana de Arte Moderna de 1922, que aconteceu em São Paulo. Os posts Semana da arte moderna de 22, Manifesto Antropófago e este de hoje completam a singela homenagem à nossa história de contestação, de quebra de paradigmas.

O post de hoje está dividido em 2 partes. A primeira é uma cronologia que começa com acontecimentos que antecederam os dias de evento da semana de 22 e um resumo dos 3 dias de evento. A fonte é o banco de dados do jornal Folha de São Paulo.

Na segunda parte há algumas edições da revista Klaxon, meio de comunicação da nova escola artística que nasceu nesse evento.

Alguns Fatos Importantes que Antecederam a Semana de Arte Moderna de 1922

1911 — Oswald de Andrade funda o periódico “O Pirralho”

1912 — Oswald chega ao Brasil trazendo da Europa o conhecimento de novas formas de expressão artística, como as de Paul Fort e as sugeridas pelo “Manifesto Futurista” do poeta italiano Marinetti. Surgem as primeiras colagens de Braque e Picasso, possíveis origens do cubismo

1913 — Exposição do pintor Lasar Segall em Campinas (São Paulo)

1914 — O francês Marcel Duchamp lança os ready-mades

1915 — O poeta Ronald de Carvalho participa no Rio da fundação da revista “Orfeu”, dirigida em Portugal por Fernando Pessoa e Mário de Sá Carneiro

1917 — Exposição de Anita Malfatti. O escritor Monteiro Lobato escreve o artigo “Paranóia ou Mistificação?”, onde critica vigorosamente as inovações na pintura de Anita e se envolve em uma polêmica com os principais artistas do movimento modernista

1918 — É lançado o “Manifesto Dadá”

1919 — Surgimento do Fascismo na Itália e adesão de Marinetti

1920 — Oswald de Andrade e Menotti del Picchia fundam a revista “Papel e Tinta”. Graça Aranha publica “Estética da Vida”. Victor Brecheret expõe as maquetes do monumento às Bandeiras (SP). Exposição de Anita Malfatti e John Graz.

1921 — Oswald de Andrade publica “Meu Poeta Futurista” e Mário de Andrade responde com “Futurista?!”. Mário publica o artigo “Mestres do Passado”

Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Victor Brecheret, Plínio salgado, Anita Malfatti, Menotti Del picchia, Guilherme de Almeida, Sergio Milliet, Heitor Villa-Lobos, Tarsila do Amaral, Tácito de Almeida, Entre outros.

A SEMANA

13.fev.1922 — A Semana de Arte Moderna é inaugurada no Teatro Municipal de São Paulo com palestra do escritor Graça Aranha, ilustrada por comentários musicais e poemas de Guilherme de Almeida. O primeiro dia corre sem tropeços. Depois da longa e erudita fala de Aranha, um conjunto de câmara ocupa o palco para executar obras de Villa-Lobos. Após o intervalo, Ronald de Carvalho discursa sobre pintura e escultura modernas. A platéia começa a se manifestar. Diante dos zurros do público, Ronald de Carvalho devolve: “Cada um fala com a voz que Deus lhe deu.” O gran finale surge na forma de um recital de música comandado pelo maestro Ernani Braga

15.fev.1922 — A noite que celebrizou a semana começa com um discurso de Menotti del Picchia sobre romancistas contemporâneos, acompanhado por leitura de poesias e números de dança. É aplaudido. Mas, quando é anunciado Oswald de Andrade, começam as vaias e insultos na platéia, que só param quando sobe ao palco a aclamada pianista Guiomar Novaes. Heitor Villa-Lobos se apresenta no palco do Municipal apoiado em um guarda-chuva e calçando chinelos

17.fev.1922 — A última noite da programação é totalmente dedicada à música de Villa-Lobos. As vaias continuam até que a maioria pede silêncio para ouvir Villa-Lobos. Os instrumentistas tentam executar as peças incluídas no programa apesar do barulho feito pelos espectadores e levam o recital até o fim

Logo após os bulhentos espetáculos do Teatro Municipal, é lançada a revista “Klaxon”, que divulga as produções da nova escola. Calcados no êxito conseguido com as agitadas noites de fevereiro, os jovens artistas conseguem espaço e estímulo para, ainda em 1922, dar continuidade ao seu trabalho. Mário de Andrade lança “Paulicéia Desvairada”, o livro de poesias no qual todos os procedimentos poéticos mais arrojados eram expostos e reunidos pela primeira vez. Oswald de Andrade lança “Os Condenados”.

Exemplares 01,02,04,05 e 08 da revista Klaxon. fonte: Brasilianas.org

Klaxon 001

Klaxon 002

Klaxon 004

Klaxon 005

Klaxon 008

Espero que vocês apreciem.

Sds,

DC

Manifesto Antropófago

fevereiro 16, 2011

Como dito no post da semana passada, nesse mês de fevereiro iremos usar o espaço das quartas para falar de um fato histórico singular: a semana de arte moderna de 1922. O movimento de quebra com os paradigmas exteriores ao Brasil e a busca de uma identidade nacional fazem parte da essência desse movimento.

Em cima disso, trago para vocês o manifesto antropófago, de Oswald de Andrade, publicado em maio de 1928 na Revista de Antropofagia. Como um dos protagonistas dessa semana, Oswald publica 6 anos depois esse manifesto e impulsiona o movimento de destruição e construção de uma outra identidade nacional. Segue o manifesto:

Manifesto Antropófago

Só a antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente.

Única lei do mundo. Expressão mascarada de todos os individualismos, de todos os coletivismos. De todas as religiões. De todos os tratados de paz.

Tupy, or not tupy that is the question.

Contra todas as catequeses. E contra a mãe dos Gracos.

Só me interessa o que não é meu. Lei do homem. Lei do antropófago.

Estamos fatigados de todos os maridos católicos suspeitosos postos em drama. Freud acabou com o enigma mulher e com outros sustos da psicologia impressa.

O que atrapalhava a verdade era a roupa, o impermeável entre o mundo interior e o mundo exterior. A reação contra o homem vestido.

O cinema americano informará.

Filhos do sol, mãe dos viventes. Encontrados e amados ferozmente, com toda a hipocrisia da saudade, pelos imigrados, pelos traficados e pelos touristes. No país da cobra grande.

Foi porque nunca tivemos gramáticas, nem coleções de velhos vegetais. E nunca soubemos o que era urbano, suburbano, fronteiriço e continental. Preguiçosos no mapa-múndi do Brasil.

Uma consciência participante, uma rítmica religiosa.

Contra todos os importadores de consciência enlatada. A existência palpável da vida.

E a mentalidade prelógica para o Sr. Levi Bruhl estudar.

Queremos a revolução Caraíba. Maior que a Revolução Francesa. A unificação de todas as revoltas eficazes na direção do homem. Sem nós a Europa não teria sequer a sua pobre declaração dos direitos do homem.

A idade do ouro anunciada pela América. A idade de ouro. E todas as girls.

Filiação. O contato com o Brasil Caraíba. Oú Villegaignon print terre. Montaigne. O homem natural. Rousseau. Da Revolução Francesa ao Romantismo, à Revolução Bolchevista, à Revolução surrealista e ao bárbaro tecnizado de Keyserling. Caminhamos.

Nunca fomos catequizados. Vivemos através de um direito sonâmbulo. Fizemos Cristo nascer na Bahia. Ou em Belém do Pará.

Mas nunca admitimos o nascimento da lógica entre nós.

Contra o Padre Vieira. Autor do nosso primeiro empréstimo, para ganhar comissão. O rei analfabeto dissera-lhe: ponha isso no papel mas sem muita lábia. Fez-se o empréstimo. Gravou-se o açúcar brasileiro. Vieira deixou o dinheiro em Portugal e nos trouxe a lábia.

O espírito recusa-se a conceber o espírito sem corpo. O antropomorfismo. Necessidade da vacina antropofágica. Para o equilíbrio contra as religiões de meridiano. E as inquisições exteriores.

Só podemos atender ao mundo orecular.

Tínhamos a justiça codificação da vingança. A ciência codificação da Magia. Antropofagia. A transformação permanente do Tabu em totem.

Contra o mundo reversível e as idéias objetivadas. Cadaverizadas. O stop do pensamento que é dinâmico. O indivíduo vítima do sistema. Fonte das injustiças clássicas. Das injustiças românticas. E o esquecimento das conquistas interiores.

Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros.

O instinto Caraíba.

Morte e vida das hipóteses. Da equação eu parte do Kosmos ao axioma Kosmos parte do eu. Subsistência. Conhecimento. Antropofagia.

Contra as elites vegetais. Em comunicação com o solo.

Nunca fomos catequizados. Fizemos foi Carnaval. O índio vestido de Senador do Império. Fingindo de Pitt. Ou figurando nas óperas de Alencar cheio de bons sentimentos portugueses.

Já tínhamos o comunismo. Já tínhamos a língua surrealista. A idade de ouro.

Catiti Catiti Imara Notiá Notiá Imara Ipejú.

A magia e a vida. Tínhamos a relação e a distribuição dos bens físicos, dos bens morais, dos bens dignários. E sabíamos transpor o mistério e a morte com o auxílio de algumas formas gramaticais.

Perguntei a um homem o que era o Direito. Ele me respondeu que era a garantia do exercício da possibilidade. Esse homem chamava-se Galli Matias. Comi-o.

Só não há determinismo, onde há mistério. Mas que temos nós com isso?

Contra as histórias do homem, que começam no Cabo Finisterra. O mundo não datado. Não rubricado. Sem Napoleão. Sem César.

A fixação do progresso por meio de catálogos e aparelhos de televisão. Só a maquinaria. E os transfusores de sangue.

Contra as sublimações antagônicas. Trazidas nas caravelas.

Contra a verdade dos povos missionários, definida pela sagacidade de um antropófago, o Visconde de Cairu:-É a mentira muitas vezes repetida.

Mas não foram cruzados que vieram. Foram fugitivos de uma civilização que estamos comendo, porque somos fortes e vingativos como o Jabuti.

Se Deus é a consciência do Universo Incriado, Guaraci é a mãe dos viventes. Jaci é a mãe dos vegetais.

Não tivemos especulação. Mas tínhamos adivinhação. Tínhamos Política que é a ciência da distribuição. E um sistema social-planetário.

As migrações. A fuga dos estados tediosos. Contra as escleroses urbanas. Contra os Conservatórios, e o tédio especulativo.

De William James a Voronoff. A transfiguração do Tabu em totem. Antropofagia.

O pater famílias e a criação da Moral da Cegonha: Ignorância real das coisas + falta de imaginação + sentimento de autoridade ante a pro-curiosa (sic).

É preciso partir de um profundo ateísmo para se chegar à idéia de Deus. Mas o caraíba não precisava. Porque tinha Guaraci.

O objetivo criado reage como os Anjos da Queda. Depois Moisés divaga. Que temos nós com isso?

Antes dos portugueses descobrirem o Brasil, o Brasil tinha descoberto a felicidade.

Contra o índio de tocheiro. O índio filho de Maria, afilhado de Catarina de Médicis e genro de D. Antônio de Mariz.

A alegria é a prova dos nove.

No matriarcado de Pindorama.

Contra a Memória fonte do costume. A experiência pessoal renovada.

Somos concretistas. As idéias tomam conta, reagem, queimam gente nas praças públicas. Suprimamos as idéias e as outras paralisias. Pelos roteiros. Acreditar nos sinais, acreditar nos instrumentos e nas estrelas.

Contra Goethe, a mãe dos Gracos, e a Corte de D. João VI.

A alegria é a prova dos nove.

A luta entre o que se chamaria Incriado e a Criatura-ilustrada pela contradição permanente do homem e o seu Tabu. O amor quotidiano e o modus vivendi capitalista. Antropofagia. Absorção do inimigo sacro. Para transformá-lo em totem. A humana aventura. A terrena finalidade. Porém, só as puras elites conseguiram realizar a antropofagia carnal, que traz em si o mais alto sentido da vida e evita todos os males identificados por Freud, males catequistas. O que se dá não é uma sublimação do instinto sexual. É a escala termométrica do instinto antropofágico. De carnal, ele se torna eletivo e cria a amizade. Afetivo, o amor. Especulativo, a ciência.

Desvia-se e transfere-se. Chegamos ao aviltamento. A baixa antropofagia

aglomerada nos pecados do catecismo-a inveja, a usura, a calúnia, o assassinato. Peste dos chamados povos cultos e cristianizados, é contra ela que estamos agindo. Antropófagos.

Contra Anchieta cantando as onze mil virgens do céu, na terra de Iracema-o patriarca João Ramalho fundador de São Paulo.

A nossa independência ainda não foi proclamada. Frase típica de D. João VI:-Meu filho, põe essa coroa na tua cabeça, antes que algum aventureiro o faça! Expulsamos a dinastia. É preciso expulsar o espírito bragantino, as ordenações e o rapé de Maria da Fonte.

Contra a realidade social, vestida e opressora, cadastrada por Freud-a realidade sem complexos, sem loucura, sem prostituições e sem penitenciárias do matriarcado de Pindorama.

Oswald de Andrade

Em Piratininga

Ano 374 da deglutição do Bispo Sardinha.

Revista de Antropofagia (São Paulo), n.1, ano 1, maio de 1928

Semana da arte moderna de 22

fevereiro 9, 2011

No mês de fevereiro de 1922 aconteceu a Semana de Arte Moderna. Evento que simbolizou uma quebra de paradigmas na forma de pensar a cultura no Brasil da época. Ela representou uma verdadeira renovação de linguagem e na arte.

Inspirado nesse espírito de contextação aos paradigmas vigentes, veremos nos posts de quarta deste mês mais sobre essa semana que foi um ponto singular na história do Brasil.

A obra de arte de hoje não podia ser outra senão Abaporu, de Tarsila do Amaral.

Em um momento onde queria-se quebrar com os padrões europeus e criar algo genuinamente brasileiro, Tarsila do Amaral pintou o Abaporu, nome tupi-guarani que significa “Homem que come” representando o processo antropofágico de deglutir os padrões até então vigentes e recriar uma forma brasileira de arte.

O quadro não segue as proporções normais (quebra com os padrões), onde o corpo tem uma relevância muito maior do que a cabeça, dando destaque ao trabalho braçal – que era predominante no Brasil.

A presença do sol e do cacto valoriza elementos simbólicos do Brasil – semi-árido.

Seria um bom momento para repensar sobre os paradigmas que reproduzimos.

Sds,

DC

Arte para salvar

fevereiro 2, 2011

Encontrei no Blog Magenta – Design e outras transas um post que me chamou a atenção. Aproveitando o dia de hoje que fala sobre arte, cai muito bem!

Com criatividade e inciativa, os artistas Guilherme Marconi e Eduardo Recife se uniram à Urban Arts e criaram o projeto Região Serrana – Arte Salva. Os artistas que estão nessa empreitada são:

Lista de Artistas participantes:

Alberto Seveso                       http://www.burdu976.com

Alexandre Soma                    www.alexandresoma.com

Anna Anjos                              www.annaanjos.com

Artur Kjá                                   http://www.hc1506.com

Bruno Mota                              www.obrunomota.com

Brendan Monroe                    www.brendanmonroe.com

Camila Matos                           http://www.flickr.com/photos/camilamatos

Caroline Gariba                       http://www.flickr.com/photos/carolinegariba

Catarina Gushiken                  www.catarinagushiken.com

CrisVector                                 http://www.crisvector.com

Danilo Kato                               http://www.danilo-kato.com

Danilo Rodrigues                    www.danilorodrigues.com

Dimas Forchetti                      www.flickr.com/photos/dimasforchetti

Draco                                           http://www.dracoimagem.com

Eduardo Recife                        www.misprintedtype.com

Elisa Sassi                                   http://www.elisasassi.com

Elvis Benício                             http://www.cargocollective.com/elvisbenicio

Evgeny Kiselev                        www.ekiselev.com

Firmorama                                www.firmorama.com

Guilherme Marconi                www.marconi.nu

Herbert Baglione                     http://www.herbertbaglione.blogspot.com

Indio San                                    www.indiosan.com

Julien Pacaud                           http://www.julienpacaud.com

Matheus Lopes                         http://www.mathiole.com

Matt Lyon                                   http://www.c8six.com

Michael Ostermann                www.michaelostermann.com

Mulheres Barbadas                 http://www.mulheresbarbadas.com

Murilo Maciel                            www.grafikdust.com

My.s                                               http://www.my-sss.com

Nanda Corrêa                            www.kammiatelier.com

Nelson  Balaban                        www.xtrabold.net

Nice Lopes                                   http://www.nicelopes.blogspot.com

Peter Jaworowski                    www.arsthanea.com

Pianofuzz                                     http://www.pianofuzz.com

Radim Malinic                           http://www.brandnu.co.uk

Rafael Pereira                            www.flickr.com/photos/hafaell

Rodrigo Chinellatto                www.flickr.com/photos/chinellatto

Rogerio Puhl                              www.puhl.com.br

Shadow Chen                             http://www.saltyshadow.com

THS                                                 http://www.ths.nu

Willian Sanfer                             http://www.flickr.com/williansanfe

Vale a pena conferir e ajudar.

DC

Arte nas ruas

fevereiro 2, 2011

O Grafite, para mim, é a referência em contextação dos problemas sociais urbanos. Uma explosão de cores que faz com que o cidadão comum não esqueça, ou deixe invisível, as mazelas sociais que permeiam nosso cotidiano.

Grafite ou grafito (do italiano graffiti, plural de graffito) é o nome dado às inscrições feitas em paredes, desde o Império Romano. Considera-se grafite uma inscrição caligrafada ou um desenho pintado ou gravado sobre um suporte que não é normalmente previsto para esta finalidade.Por muito tempo visto como um assunto irrelevante ou mera contravenção, atualmente o grafite já é considerado como forma de expressão incluída no âmbito das artes visuais, mais especificamente, da street artou arte urbana – em que o artista aproveita os espaços públicos, criando uma linguagem intencional para interferir na cidade. Entretanto ainda há quem não concorde, equiparando o valor artístico do grafite ao da pichação, que é bem mais controverso. Sendo que a remoção do grafite é bem mais fácil do que o piche. Fonte: wikipedia.

Espero poder mudar olhares a respeito dessa arte.

Sds,

DC

Você acredita no que vê?

janeiro 19, 2011

Começará no CCBB do Rio a exposição ” O mundo mágico de Escher”.

 Maurits Cornelis Escher (1898-1972), artista holandês, brinca com a ilusão. Fantástico!

Fica a dica e a provocação. Você confia no que vê?

Sds,

DC

A arte e o trabalho

setembro 22, 2010

Hoje a sétima arte, o cinema,  será a o gatilho da provocação de hoje.

O filme “Tempos Modernos” de Charles Chaplin critica severamente o mundo moderno e industrializado. Lucros, exploração, condições de trabalho precárias, “escravidão de carteira assinada”.

Quero provocar todos hoje a pensar sobre a sua relação com o trabalho. Quero que vá além da análise “vender mão de obra para sobreviver”.

Pense se exercer uma atividade que produz algum valor é necessário para nossa vida.

Um grande abraço,

DC

Apenas impressões

setembro 17, 2010

Como na quarta feira, não falamos sobre Arte, a provocação por imagem de hoje vai ser artístico!

Quais são as suas impressões a respeito do Mundo? Como que você o enxerga? Você acha que as informações que você capta dele representam a realidade?

O Impressionismo foi um movimento artístico que surgiu na pintura européia do século XIX. O nome do movimento é derivado da obra Impressão, nascer do sol (1872), de Claude Monet,um dos maiores pintores que ja usou o impressionismo.

Os autores impressionistas não mais se preocupavam com os preceitos do Realismo ou da academia. A busca pelos elementos fundamentais de cada arte levou os pintores impressionistas a pesquisar a produção pictórica não mais interessados em temáticas nobres ou no retrato fiel da realidade, mas em ver o quadro como obra em si mesma. A luz e o movimento utilizando pinceladas soltas tornam-se o principal elemento da pintura, sendo que geralmente as telas eram pintadas ao ar livre para que o pintor pudesse capturar melhor as variações de cores da natureza.

Se olharmos para uma parte específica do quadro, vemos que os contornos são impresisos, sem um limite definido. Porém se olharmos o todo, entendemos o exato momento que o artista queria reproduzir.

Podemos pensar em algumas conclusões sobre essas divagações que levantamos aqui:

1. Temos diferentes visões da vida. Uns com muitos detalhes, outros se atentam na essência das coisas;

2. Às vezes, os detalhes não fornecem as impressões sobre o todo. Temos que olhar de uma perspectiva maior para encontrar os verdadeiros sentidos da realidade.

Fica aí a provocação. E um bônus para vocês: segue outro quadro de Monet.

Abraços,

DC