Metáfora da Educação

junho 13, 2011

“A educação é para a alma o que a escultura é para um bloco de mármore.”

Joseph Addison

Encontre sua paixão

junho 12, 2011

No site Entrepreneur, encontrei um artigo onde ele cita 5 exercícios criativos para você encontrar sua paixão, o que você gosta. Vou traduzir para vocês.

 

  1. Lembre de sua infância. O que você amava fazer?
  2. Crie um “Painel criativo”.  Coloque em um grande mural a palavra “Novo negócio” no centro e colecione imagens, poesias, artigos, frases, ou seja, tudo que te inspira!
  3. Faça uma lista das pessoas que estão onde você quer chegar. Estude-as.
  4. Comece fazendo o que você gosta, mesmo sem um plano de negócios.
  5. Pare de pensar como a mente de negócios.

Vou começar!!!!

Sds,

DC

Geração T

junho 11, 2011

Neste sábado, mais um excelente texto do Luciano Pires. Artigo Sensacional. Sou da geração Y e concordo com cada palavra deste texto daqui. Quero ver nascer a geração A, de AÇÃO!!

Ladies and Gentlemen, Luciano Pires!

Meu amigo Patrick é francês e vive no Brasil há anos. Tem uma visão crítica da forma de ser do brasileiro em comparação a outros povos, especialmente os europeus. E eu me divirto com ele. Recentemente, presente a um desses eventos badalados que tratam de redes sociais, ele me ligou para descrever o público. Jovens, muito jovens, com seus IPads e IPhones, tuitando furiosamente enquanto assistiam às palestras de dezenas de especialistas. Ao final da palestra, invariavelmente o apresentador dizia:

– Alguma pergunta?

Silêncio. Ninguém. Nada. E assim foi, de palestra em palestra. Ninguém nunca perguntava nada. O Patrick então disse que aquela era a geração T. Tê de testemunha: “Sou testemunha de tudo, mas não tenho opinião sobre nada.”
É isso mesmo que tenho visto por aí: a geração T dominando os espaços e dedicando-se à única coisa que consegue fazer: contar para os outros o que viu. Ou no máximo, repetir a opinião de terceiros, enquanto permanece incapaz de analisar, comparar, julgar e de emitir opiniões.

Mas sabe o mais louco? A “geração T”, diferente das outras gerações, parece não ter um período definido. Não é composta exclusivamente de gente que nasceu entre o ano x e o ano y… É claro que a quantidade de jovens é muito grande, mas ela generosamente engloba gente nascida desde 1950…

Em minha palestra “Quem não se comunica, se estrumbica” falo de um estudo que mostra que nos 40 mil anos que se passaram desde o momento em que o homem desceu das árvores até inventar a internet, a humanidade produziu 12 bilhões de gigabytes de informação, algo como 54 trilhões de livros com 200 páginas cada. Agora veja esta: somente no ano de 2002 produzimos os mesmos 12 bilhões de gigas! Geramos num ano o mesmo que em 40 mil anos… Em 2007 foram mais de 100 bilhões de gigas! E em 2012 serão alguns trilhões! Produzimos informação numa velocidade cada vez maior enquanto inventamos traquitanas que tornam cada vez mais fácil acessar essas informações. Mas de que adianta ter acesso às informações se não temos repertório para dar um sentido à realidade?

O resultado é a geração T, que sabe tudo que acontece, mas não tem idéia do por que acontece. Entrega-se à tecnologia de corpo e alma, como “vending machines”, aquelas máquinas automáticas de vender refrigerantes em lata, sabe? Distribuidores de conteúdo de terceiros, focados no processo de distribuição, mas sem qualquer compromisso com o conteúdo distribuído.

Nada a estranhar, afinal. Querer que as gerações que saem de nosso sistema educacional falido conheçam questões conceituais, paradoxos, tradições, estilos de comunicação, relações de causa e efeito, encadeamento lógico dos argumentos e significados para poder exercer o senso crítico é demais, não? É mais fácil e menos comprometedor simplesmente contar para os outros aquilo que ficamos sabendo.

A geração T não consegue praticar curiosidade intelectual, só a curiosidade social. Tentei achar um nome para esse fenômeno e acabei concluindo que só pode ser um: fofoca.

A geração T é a geração dos fofoqueiros. E você é testemunha.

Luciano Pires

Lista de desejos

junho 10, 2011

O que queremos fazer antes de morrer? Essa pergunta é crucial. Ela motiva a darmos sentido a nossa vida.

Alice Pyne, britânica, 15 anos tem desejos. Assim como eu e você. Ela foi destaque hoje dos jornais por ter publicado em seu blog sua lista de desejos. A questão principal é que ela sofre de câncer e já não há muito mais coisa que se possa fazer.

Ao ler a lista (abaixo) me deparei com uma questão: A experiência dá lugar a posse. Excetuando um Ipad roxo, todos os outros desejos são vivências!

  1. Nadar com tubarões
  2. Fazer todos assinarem lista de doadores de medula óssea
  3. Viajar ao Quênia (não posso viajar para lá agora, mas gostaria)
  4. Inscrever a cachorra Mabel em um concurso
  5. Fazer uma sessão de fotos com 4 amigas
  6. Ter uma sessão privada de cinema com as melhores amigas
  7. Desenhar uma caneca para vender para caridade
  8. Viajar em um trailer
  9. Passar uma noite em um trailer
  10. Ter um iPad roxo
  11. Ser uma treinadora de golfinhos (também não posso mais fazer esta)
  12. Encontrar a banda Take That
  13. Ir ao Cadbury World (parque temático da fábrica) e comer um monte de chocolate
  14. Tirar uma boa foto com a Mabel
  15. Ficar em um quarto de chocolate no (parque de diversões) Alton Towers
  16. Fazer meu cabelo, se alguém puder fazer algo com ele
  17. Fazer uma massagem nas costas
  18. Ver baleias

Sem bolsas, sapatos, roupas caras… Engraçado que é completamente na contra-mão do mundo consumista de hoje. Queremos sempre o próximo iphone, ipad ou outro “i”. O mundo é medido de acordo com o que produz. Você só tem atenção quando POSSUI algo.

Até que ponto ainda viveremos nessa pressa de obter tudo, e não viver?

Indico também um filme genial: “Antes de partir” (“Bucket List” em inglês) com Jack Nicholson, Morgan Freeman, Sean Hayes, Beverly Todd.

Carter Chambers (Morgan Freeman) é um homem casado, que há 46 anos trabalha como mecânico. Submetido a um tratamento experimental para combater o câncer, ele se sente mal no trabalho e com isso é internado em um hospital. Logo passa a ter como companheiro de quarto Edward Cole (Jack Nicholson), um rico empresário que é dono do próprio hospital. Edward deseja ter um quarto só para si mas, como sempre pregou que em seus hospitais todo quarto precisa ter dois leitos para que seja viável financeiramente, não pode ter seu desejo atendido pois isto afetaria a imagem de seus negócios. Edward também está com câncer e, após ser operado, descobre que tem poucos meses de vida. O mesmo acontece com Carter, que decide escrever a “lista da bota”, algo que seu professor de filosofia na faculdade passou como trabalho muitas décadas atrás. A lista consiste em desejos que Carter deseja realizar antes de morrer. Ao tomar conhecimento dela Edward propõe que eles a realizem, o que faz com que ambos viagem pelo mundo para aproveitar seus últimos meses de vida.

Ou seja, não dê importância ao ter e sim ao sentir.

Pense nisso. Já fez a sua lista?

DC

Googlar antes de tuítar

junho 10, 2011

Hoje, o post de Pedro tourinho, do Blog Inspiração Coletiva da Brastemp. DC

Um dia desses em que andava por Palo Alto, na Califórnia, onde ficam as sedes do Apple, do Facebook e do Google, passei por uma Igreja que tinha uma placa enorme com o seguinte dizer: ”Nem todas as respostas para suas buscas estão no Google.”

Pensei, pensei… E a pergunta que ficou foi: será?

Posso dizer que para mim existe a vida a.g. (antes do Google) e d.g. (depois do Google). Hoje, dificilmente faço um planejamento, desenvolvo uma ideia ou tomo uma decisão sem passar algum tempo navegando por lá. Li em algum lugar que googlar antes de tuítar é o novo pense duas vezes antes de falar. E é verdade.

Sem falar no Dr. Google. Uma pesquisa recente revelou que 80% dos brasileiros que usam internet já buscaram informações médicas online. Assim como nos Estados Unidos, 1 em 3 mulheres afirmam que preferem as informações de saúde que conseguem online do que tentar arrumar um horário com um médico. Principais motivos: podem encontrar a informação que desejam mais rapidamente, na hora mais conveniente e pagando menos, ou nada.

E planejar uma viagem? Também nunca foi tão fácil. Além de encontrar a passagem mais barata, críticas e comentários de turistas sobre cada hotel ou roteiro, hoje também é possível literalmente checar antes cada ponto turístico, ou a fachada e tamanho da piscina de cada hotel da sua viagem usando o Google Maps. Pois é, o jogo mudou.

Mas hoje, gostaria de aceitar a inspiração dessa frase que li em Palo Alto, e fazer seguinte a pergunta: que tipo de resposta não se deve procurar no Google?

Como encontrar um grande amor? Como fazer os melhores amigos? Como educar meus filhos? Como agradecer aos meus pais? O que dizer aos meus irmãos? Onde me sinto mais feliz? O que me faz feliz?

Se você digitar qualquer uma dessas perguntas, sem dúvida receberá respostas. Mas será que fará algum sentido? Ou melhor, será que te fará bem encontrar no tempo de um clique respostas que levam uma vida inteira para serem respondidas?

Humilde conclusão: Não faça ao Google perguntas que só você pode responder. Para as grandes questões, a vida continua sendo nosso melhor buscador. Inspire-se.

Carpe diem!

SOS Bombeiro

junho 9, 2011

Ato pacífico de apoio aos bombeiros militares do estado do Rio de Janeiro e repúdio à prisão dos 439.

Domingo, 12/06, às 9h, em frente do Copacabana Palace.

Vá de vermelho!

Transformando lixo em brinquedos educativos

junho 7, 2011

Incrível como a paixão pode nos mover. Arvind Gupta faz brinquedos. E com isso muda muita coisa…

Na Conferência INK, Arvind Gupta compartilha simples mas impressionantes planos para transformar seriamente lixo em brinquedos divertidos e bem projetados que as crianças podem elas mesmo construir – ao mesmo tempo elas aprendem os princípios básicos da ciência e do design.

Arvind Gupta: Transformando lixo em brinquedos educativos

DC

Ciência de governar

junho 6, 2011

Mais uma citação de Eça de Queiroz, que explica muita coisa do nosso Brasil…

A ladra

junho 4, 2011

Infelizmente nosso amigo Luciano Pires presenciou uma cena onde o valor que tanto se busca nesse Blog não se concretizou. Vocês verão no texto abaixo.

Ainda tenho esperança, pois já ocorreu algo semelhante comigo e ví que ainda há honestidade no povo brasileiro.

DC

 

Fui ao Barra Shopping Sul em Porto Alegre ver uma exposição sobre o Titanic. É um caça-níqueis, mas impressiona quem – como eu – é fascinado pela história daquele navio. Valeu cada níquel caçado… De volta  ao hotel, descubro que esqueci meu celular no taxi, um IPhone 4 novíssimo! Liguei para o Shopping, consegui falar com o ponto do taxi, mas de nada adiantou. Eu não tinha o modelo do carro, a placa ou número, nem o nome do motorista. Angustiado, voltei até o shopping. Eram dez e meia da noite. Fiquei plantado em frente ao ponto de taxi para ver se reconhecia o motorista e… reconheci!

– Foi o senhor que me levou para o hotel minutos atrás?

– Foi sim!

– Ufa! Esqueci meu celular no banco de seu carro!

– Ah! Olha só, depois do senhor, fiz uma corrida para uma mulher. Ela sentou no celular. Quando ela saiu do carro eu vi o celular, achei que era dela e avisei que estava sobre o banco. Ela pegou, olhou, enfiou na bolsa e desceu…Calafrio. Se não tivesse intenção de roubar, ela teria devolvido o celular para o taxista, não é? Ao ver minha expressão de desânimo ele continuou:

– Eu sei onde deixei a mulher. Quer que eu leve o senhor até lá?

– Quero!

Bem, vou encurtar a história. Localizamos o apartamento da mulher num condomínio de classe média. Ela desceu até a portaria acompanhada do filho, um jovem adulto, e desmentiu que tivesse encontrado o celular. O taxista, inconformado insistiu, descrevendo o celular e a cena.

– Não peguei nenhum celular!

E pronto. Rolou barraco, ameaça de chamar policia e tudo mais. Mas não adiantou. Fui à delegacia e o próprio escrivão aconselhou:

– Deixa pra lá.

Tomei duas porradas. A menos dolorida foi a perda do aparelho. Mas a cena da mulher nos encarando e dizendo – na frente do filho – que não havia roubado o celular, foi um baque. Não consigo entender como é que alguém pode ficar com algo que não é seu, tendo a oportunidade de devolver ao dono…

Conheci uma ladra. Seus valores individuais, que orientam o comportamento, determinam nossas prioridades e nos definem como indivíduos, estão em total desacordo com os meus. Meus valores estão relacionados à virtude, os dela ao vício. Quem vive os valores virtuosos sofre diante de escolhas morais. É tentador ficar com o “achado”. E vencer essa tentação dói.

Mas quem não vive os valores virtuosos, deixando-os apenas pairando sobre sua vida, nem percebe que escolhas morais precisam ser feitas. Sequer entende que o “achado não é roubado” é apenas uma justificativa para um comportamento indigno.Gente assim tem desvalores individuais.

Conheci uma ladra. Que além do meu celular, roubou mais um pouco de minha fé na natureza humana.

Luciano Pires

Uma cidade soterrada

junho 3, 2011

Hoje, o post do Blog Inspiração Coletiva, da Brastemp.

Em 1978, funcionários de uma companhia de eletricidade faziam escavações para realizar um cabeamento subterrâneo quando se depararam com uma grande pedra circular esculpida. Desconfiados de que aquela peça pudesse ter valor, acionaram arqueólogos que confirmaram a importância do objeto encontrado. Tratava-se de uma representação da deusa asteca Coyolxauhqui.

A descoberta levou a uma pesquisa mais profunda. Chegaram à conclusão de que havia mais coisa ali embaixo. E havia mesmo. Era o Templo Mayor, um enorme templo asteca do século 14. Toda a região foi expropriada, os prédios foram demolidos e o México trouxe à tona um valioso tesouro arqueológico.

Um desavisado, ao ver a enorme área esburacada com paredes quebradas no centro da capital mexicana, pode imaginar que eles estão se preparando pra sediar alguma Copa do Mundo. Trata-se, na verdade, de ruínas de Tenochtitlán, a capital da civilização asteca, que havia sido soterrada pelos espanhóis. Sobre ela ergueram suas construções, entre elas a Catedral Metropolitana.

Fico intrigado por que os espanhóis, depois de dizimarem os astecas, resolveram soterrar suas construções, tentando apagar qualquer vestígio da existência da antiga civilização.  Só vejo um motivo. O conquistador Hernán Cortes mandou destruir tudo depois de se irritar  porque não conseguia pronunciar nomes de deuses como Huitzilopochti Quetzalcoatl, Coyolxauhqui…

Os mexicanos viveram anos e anos sem ter ideia de que estavam andando sobre construções de uma antiga e avançada civilização. Ao visitar recentemente a cidade fiquei impressionado com o Templo Mayor. Não só pela dimensão do templo, como também pela coragem de promoverem tamanha desapropriação para revelar ao mundo uma parte relevante da História Universal.

Voltei ao Brasil pensando como essa iniciativa poderia nos inspirar a preservar e valorizar nosso patrimônio histórico.