Archive for the ‘Tecnologias do Bem’ Category

Idéia sensacional

fevereiro 22, 2011

Chego a conclusão que preciso mostrar mais coisas boas por aqui. Pois então, vou valorizar uma idéia que é SENSACIONAL.

Em uma feira de tecnologia sustentável no Japão, que acontece na cidade de Kawasaki, foi apresentado um purificador de água para ser carregado na bicicleta.

A ser pedalada, a Cycloclean gera energia que faz com que o sistema de purificação funcione. O equipamento pode gerar cerca de cinco litros em um minuto.

A bicicleta é um dos meios de transporte mais utilizado pelos japoneses, mas a fabricante da Cycloclean, a Nippon Basic, pretende fazer uma produção em massa no país vizinho, Bangladesh, para que água limpa possa socorrer vilarejos remotos e áreas que sofreram desastres naturais.

fonte: France Presse e Folha.com

Pernas biônicas

julho 15, 2010

Para mostras que há pessoas que pensam fora da caixa e fazem um mundo melhor…

Da BBC

Uma empresa da Nova Zelândia criou um par de pernas biônicas que permite que pessoas paraplégicas possam caminhar. Assista ao vídeo.

Durante o lançamento, nesta quinta-feira, o aparelho foi testado por Hayden Allen, que é paraplégico.

Com as pernas biônicas, Allen foi capaz de caminhar para o outro lado da sala para cumprimentar o primeiro-ministro da Nova Zelândia, John Key.

Hackers

junho 16, 2010

Quando falamos de Hackers (aquelas pessoas que são feras em programação e frequentemente invadem sites do governo, contas de bancos, etc), você pensa logo em algo crime cibernético ou ação ilegal. Agora você vai se surpreender.

Na revista eletrônica Página 22, referência constante nesse blog, produziu uma matéria bem interessante:

“Um grupo de cerca de 30 programadores se reuniu no último fim de semana em São Paulo e deu mais uma demonstração do que a mobilização hacker pode gerar. A equipe do Random Hacks of Kindness (RHoK), que já ajudou a população em desatres como os do Haiti e do Chile, desta vez teve a missão de desenvolver projetos para as principais necessidades das metrópoles brasileiras, em especial a paulistana.

Entre as ideias vencedoras , foi selecionado um sistema que fornece informações sobre abrigos às pessoas vítimas de enchentes ou deslizamentos e um outro que possibilita à comunidade denunciar depredações e descarte de lixo nas ruas.

No primeiro projeto, o Shelter me (“abrigue-me”, em inglês), a pessoa que teve sua casa invadida pela água ou que a tenha perdido em um deslizamento, envia um SMS para o “número Shelter me” e recebe uma resposta com as indicações do abrigo mais próximo. A ferramenta tem o objetivo de auxiliar outras vias de ajuda, como o próprio serviço da Defesa Civil do município.

Agora, a próxima etapa é construir um banco com os dados dos abrigos e disponibilizar o programa na rede. A ideia também tem o objetivo de incitar o trabalho colaborativo, permitindo que pessoas cadastrem suas casas ou outros imóveis como possíveis locais para abrigar as vítimas das catástrofes.

Já o outro projeto, o Urban Fact, tem a proposta de tornar públicas informações sobre vandalismo, pichações e ações de deterioração das vias públicas. Para isso, a pessoa registra a situação em foto ou vídeo e a divulga  em redes sociais como o Twitter, com a inscrição “#urbanfact” ou “#fatorurbano”.

O Random Hacks of Kindness é formado por profissionais da Google, Microsoft, Yahoo!, NASA e Banco Mundial que decidiram organizar maratonas de desenvolvimento de softwares nos finais de semana, as “hackathons“, para tentar amenizar os efeitos de problemas práticos globais. Os melhores projetos são selecionados por um grupo de juízes e divulgados no site do RHoK (em inglês).

A primeira reunião do grupo ocorreu em novembro do ano passado, na Califórnia, quando os programadores elaboraram projetos que posteriormente ajudaram as vítimas dos terremotos do Haiti e do Chile. Essa foi a primeira edição da maratona no Brasil. Segundo Wagner Bronze Damiani, professor da FGV e um dos organizadores do evento, “as pessoas podem usar seus talentos para transformar a realidade ao seu redor, e a tecnologia é uma grande ferramenta para isso”.”

Imagina o que esse imenso grupo de sábios programadores não podem fazer para ajudar nessas e em muitas outras questões. Se você entrar no site do programa, verá que eles são apoiados por Google, Microsoft, Yahoo!, Nasa e Banco Mundial. Engraçado com vemos concorrentes fortíssimos apoiando a mesma causa: Que bom!

O fato é que essa inciativa tende a crescer exponencialmente, pois há muitos problemas que precisam de uma mãozinha tecnológica!

Parabéns a todos que participam dessa inciativa.

E você? O que você faz para ajudar os grandes problemas sociais?

Abraços,

DC

E mais novas da biotecnologia…

junho 13, 2010

Matéria do Diário de Saúde:

Cientistas criam anticorpos artificiais

Logo depois da ciência ter apresentado uma célula com DNA sintético, que muitos chamaram de “vida artificial”, agora um outro grupo de cientistas anuncia a criação do primeiro anticorpo sintético.

Um grupo de pesquisadores do Japão e dos Estados Unidos criou uma versão artificial, sintética, de proteínas produzidas pelo sistema imunológico humano capazes de reconhecer e lutar contra infeccões e substâncias estranhas que entrem na corrente sanguínea.

Vírus, bactérias e alergias

A descoberta, sugerem eles em um artigo do jornal da American Chemical Society, é um avanço rumo ao uso médico de simples partículas de plástico que podem ser adaptadas para combater uma série de “antígenos problemáticos”.

Esses antígenos incluem qualquer coisa, de vírus e bactérias causadores de doenças, até as incômodas proteínas que causam reações alérgicas ao pólen, à poeira doméstica, a determinados alimentos, à hera venenosa ou a picadas de abelhas.

Nanopartículas

No artigo, Kenneth Shea, Yu Hosino e seus colegas da Universidade da Califórnia referem-se a uma pesquisa anterior, na qual eles desenvolveram um método para construir as nanopartículas de plástico que imitam os anticorpos naturais em sua capacidade de grudar em um antígeno.

Nanopartículas, atualmente o produto mais conhecido da nanotecnologia, são minúsculos aglomerados de matéria com dimensões 50.000 vezes menores do que a espessura de um fio de cabelo humano.

Melitina

O antígeno usado na pesquisa foi a melitina, a principal toxina do veneno das abelhas.

Os cientistas misturaram a melitina com pequenas moléculas chamadas monômeros e, em seguida, induziram uma reação química que liga esse blocos básicos em longas cadeias, e as solidificaram.

Quando as pequenas esferas plásticas endurecem, os pesquisadores eliminam quimicamente o veneno, deixando as nanopartículas com pequenas crateras com a forma exata da toxina, exatamente como se você colocar o pé em um cimento fresco e deixá-lo endurecer.

Anticorpos artificiais

Nesta nova pesquisa, juntamente com o grupo de Naoto Oku, da Universidade de Shizuoka, no Japão, o grupo comprovou que os anticorpos plásticos de melitina funcionam exatamente como os anticorpos naturais quando são inseridos na corrente sanguínea de animais vivos.

Os cientistas aplicaram injeções letais de melitina em camundongos – a melitina “rasga” e mata as células.

Os animais que receberam imediatamente uma injeção com os anticorpo artificiais apresentaram uma taxa de sobrevivência significativamente maior do que aqueles que não receberam as nanopartículas.

Alvos

Essas nanopartículas poderão ser fabricados para uma grande variedade de alvos, afirma Shea.

“Isso abre as portas para pensarmos seriamente em usar essas nanopartículas em todas as aplicações onde os anticorpos são utilizados,” conclui ele.

Os cientistas não preveem ainda o início dos testes dos anticorpos artificiais em humanos.

Acompanhamos uma evolução sem precedentes na área de biotecnologia. Conseguimos construir parte de um DNA e ele conseguir se reproduzir, agora conseguimos criar um anticorpo sintético.

Vejamos além da consequências, no que diz respeito à saúde humana. Estamos chegando, pouco a pouco, na construção sintética do homem. E se chegarmos lá? Poderemos nos tornar imortais? Poderemos nos recriar sem defeitos? Queremos isso?

Isso abre precendentes a inúmeras coisas, inúmeras perguntas!!!

Quais as perguntas que você teria?

Abraços,

DC


USP cria braço robótico para tetraplégicos

maio 26, 2010

Uma das funções desse espaço é divulgar iniciativas que criam valor para as pessoas. Encontrei uma notícia que me orgulho muito de publicar aqui.

Notícia de Felipe Maeda Camargo, da Agência USP, de 25/05/2010

Pesquisadores brasileiros desenvolveram um sistema híbrido para membros superiores (braço, antebraço e mãos) que auxilia as atividades motoras de pessoas tetraplégicas.

Imagem: Renato Varoto

O equipamento permite que o paciente alcance objetos distantes do corpo por comandos de voz. O trabalho foi feito na Escola de Engenharia de São Carlos, da USP.

Exoesqueleto

Renato Varoto, responsável pela pesquisa, explica que o diferencial deste sistema foi a combinação de técnicas utilizadas.

“A técnica mecânica, que inclui a órtese e que possibilita movimentos de flexão e extensão do cotovelo; e uma técnica não convencional, que é a estimulação elétrica neuromuscular, que possibilita os movimentos da mão,” diz Varoto.

O protótipo é constituído de uma órtese dinâmica para cotovelo, que funciona como um exoesqueleto, eletrodos de superfície que vão nas mãos e uma luva que contém sensores para indicar ao paciente a força aplicada.

Comando de voz

Todas as partes mecânicas e eletrônicas do equipamento são comandadas por voz.

“Com o comando de voz, cinco palavras são gravadas de acordo com o gosto do paciente: uma para estender o braço, uma para a flexão do cotovelo, uma para parar o movimento, uma para pegar o objeto e uma para soltar o objeto. Se for preciso, é possível controlar o nível de estimulação para o movimento da mão e a velocidade da órtese do cotovelo, cada uma com duas palavras”, descreve Varoto.

Segundo o pesquisador, o sistema é indicado para tetraplégicos que possuem movimentos somente do pescoço e do ombro. Desse modo, o comando de voz é essencial para que os tetraplégicos realizem os movimentos voluntariamente.

Braço robótico para tetraplégicos

O braço robótico criado por Varoto foi testado em 15 pacientes do Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em março e abril deste ano.

O pesquisador ressalta que “o que chama a atenção é o auxílio que o sistema pode trazer aos tetraplégicos”.

Nos testes clínicos, os pacientes conseguiram exercer de forma autônoma atividades como beber água e se alimentar. “São atividades simples para nós, mas para os pacientes, que perderam quase todos os movimentos do corpo, traz uma grande satisfação a esperança de poder fazê-las”, diz Varoto.

Fisioterapia com robô

O pesquisador pretende continuar as aplicações com os pacientes. O próximo passo será aplicar uma terapia assistida por robô. Nessa terapia, o paciente faz uma série de movimentos repetitivos com o sistema, com a diferença de que, em vez de ser um fisioterapeuta que o auxilia nas atividades, é um robô que exerce essa função.

O objetivo da terapia é tentar fazer o tetraplégico ganhar movimentos naturais com um método artificial.

Varoto explica como isso pode acontecer pelo conceito de neuroplasticidade: “Quando um paciente apresenta paralisia e começa a fazer movimentos repetitivos com a ajuda de aparelhos, ele pode reaprender, ainda que não totalmente, alguns movimentos. O que pode acontecer em termos biológicos é que há um rearranjo dos neurônios no sistema nervoso central.”

O pesquisador ressalva que ainda há alguns aspectos do sistema que precisam ser aperfeiçoados: “O sistema pode ser mais leve e pode melhorar esteticamente. Quanto mais atender as expectativas do paciente melhor”.

Parabéns USP e a todos envolvidos no desenvolvimento da tecnologia!

Abraços,

DC