Archive for the ‘Experiências Pessoais’ Category

Uma cidade soterrada

junho 3, 2011

Hoje, o post do Blog Inspiração Coletiva, da Brastemp.

Em 1978, funcionários de uma companhia de eletricidade faziam escavações para realizar um cabeamento subterrâneo quando se depararam com uma grande pedra circular esculpida. Desconfiados de que aquela peça pudesse ter valor, acionaram arqueólogos que confirmaram a importância do objeto encontrado. Tratava-se de uma representação da deusa asteca Coyolxauhqui.

A descoberta levou a uma pesquisa mais profunda. Chegaram à conclusão de que havia mais coisa ali embaixo. E havia mesmo. Era o Templo Mayor, um enorme templo asteca do século 14. Toda a região foi expropriada, os prédios foram demolidos e o México trouxe à tona um valioso tesouro arqueológico.

Um desavisado, ao ver a enorme área esburacada com paredes quebradas no centro da capital mexicana, pode imaginar que eles estão se preparando pra sediar alguma Copa do Mundo. Trata-se, na verdade, de ruínas de Tenochtitlán, a capital da civilização asteca, que havia sido soterrada pelos espanhóis. Sobre ela ergueram suas construções, entre elas a Catedral Metropolitana.

Fico intrigado por que os espanhóis, depois de dizimarem os astecas, resolveram soterrar suas construções, tentando apagar qualquer vestígio da existência da antiga civilização.  Só vejo um motivo. O conquistador Hernán Cortes mandou destruir tudo depois de se irritar  porque não conseguia pronunciar nomes de deuses como Huitzilopochti Quetzalcoatl, Coyolxauhqui…

Os mexicanos viveram anos e anos sem ter ideia de que estavam andando sobre construções de uma antiga e avançada civilização. Ao visitar recentemente a cidade fiquei impressionado com o Templo Mayor. Não só pela dimensão do templo, como também pela coragem de promoverem tamanha desapropriação para revelar ao mundo uma parte relevante da História Universal.

Voltei ao Brasil pensando como essa iniciativa poderia nos inspirar a preservar e valorizar nosso patrimônio histórico.

As 3 coisas que descobri quando meu avião caiu

maio 17, 2011

As tragédias são ótimas (é dificil escrever isso) para nos forçarmos a repensar a vida. No dia-a-dia estamos preocupados com as coisas triviais e não conseguimos lembrar do que realmente importa.

No vídeo de hoje, Ric Elias, sobrevivente do avião que pousou no rio Hudson, descreve o que passou por sua cabeça no momento do acidente e suas reflexões. Não vou escrever aqui para não quebrar o suspense. São apenas 5 minutos.

Meu conselho é: faça de todo dia uma tragédia e repense todo dia o que é importante para você.

Segue link com o vídeo.

Ric Elias: As 3 coisas que descobri quando meu avião caiu

Pensem nisso.

DC

Só muda de endereço

maio 8, 2011

Não pude colocar o post  na sexta feira, porém escolhi um especial para celebrar o dia de hoje. O autor do texto é o conhecido humorista Helio de la Pena. Foi retirado do Blog Inspiração Coletiva. Realmente amor de mãe transpõem tudo. Baita Inspiração!

Mãe, Te amo.

Toda mãe paga mico. Mas ela não tá nem aí. Principalmente se estiver pensando no melhor pro seu filho. Mãe que é mãe gosta de pegar na bochecha do seu rebento e mostrar pras amigas dizendo: “Mas não é uma gracinha?”. Esquece até que a tal “gracinha” já tem quarenta anos. E ele que não reclame, sabe que se não fosse ela, ele não existiria.

Como todas, minha mãe não poupou esforços pra me ver bem na vida. Fez o que estava ao seu alcance. Como era professora, sua preocupação era 100% com a minha educação. Estava nos primeiros anos do ensino básico (ia falar primário, mas podia denunciar minha idade – e a da minha mãe!) e ela já me obrigava a levar a sério os estudos. E o pior é que não era só eu, meus amigos também! Se alguém batesse lá em casa pra me chamar pra uma pelada, fazia o garoto entrar. Só depois que meu amigo resolvesse um problema ou fizesse pelo menos umas contas de somar e subtrair ela me liberava pra brincar. Em pouco tempo o pessoal da rua percebeu que era cilada tocar a campainha da minha porta. Tinha que fazer meus deveres de casa e sair pelo bairro procurando meus amigos.

Hoje entendo sua atitude e a gratidão das mães dos meus colegas que passaram a tarde fazendo tarefas escolares. Mas na época só pensava na zoação que ia sofrer quando encontrasse a galera.

Um outro caso ligado à minha educação virou folclore na minha biografia. Estudava numa escola pública quando passei para o ginásio (pronto, já descobriram que não tenho vinte e cinco anos!). O ensino no colégio estadual era um desastre, quase não tinha aula, o que eu achava ótimo. Desesperada, minha mãe procurou o Colégio de São Bento.

O ano letivo já tinha começado, portanto não havia mais como ser matriculado. Entretanto, ela não desistiu. Marcou uma entrevista com o reitor, na época, Dom Lourenço. Explicou-lhe minha situação. Dom Lourenço abriu uma exceção e permitiu que eu fizesse um exame de admissão mesmo fora da época.

Minha mãe agradeceu, mas ressaltou: “Olha, Dom Lourenço, somos uma família humilde, não temos condição de pagar um colégio tão caro.”

“Se o seu filho for bem no exame, nós lhe damos uma bolsa de estudos” – respondeu ele.

Minha mãe ficou aliviada. Vislumbrou a possibilidade de me colocar numa escola da elite. Mas, receosa e sem conhecer direito o lugar para onde estava me levando, acrescentou: “Obrigada, Dom Lourenço. Mas… nem sei como dizer isso. É que… é que…”.

“Sim? Pode falar, minha senhora. Qual o problema?” – perguntou o reitor.

“Bem, eu vou dizer. É que meu filho, ele… bem, o meu filho é negro.”

Dom Lourenço olhou pra minha mãe e desabafou: “Bom, isso eu já imaginava, Dona Ruth…”. E assegurou que isso não seria problema algum.

Esse fato mostra que minha mãe não tinha a noção exata da mudança que iria provocar na minha vida, mas tinha certeza de que era pro meu bem. Uma atitude inspirada que até hoje agradeço.

Você se conhece totalmente?

agosto 13, 2010

Escuto no ônibus a frase “Você nunca conhece o outro totalmente” de uma jovem moça a caminho do trabalho.

Quando falamos que conhecemos as pessoas (não estou falando apenas de saber nome ou conhecer de vista), partimos do pressuposto de que você sabe como a pessoa vai se comportar ou responder a tal estímulo. Fulano sempre responde de forma grosseira, ciclano é sempre paciente.

Agora, uma pergunta: Você já viveu todas as possíveis situações para você saber como vai se comportar frente a elas? Acho que não. Você concorda que, dependendo do seu estado de humor, cansaço, ou qualquer outro estado do ser humano, você pode reagir de forma diferente a uma mesma situação?

Pois então, nunca conhecemos totalmente o outro e nunca iremos conhecer. Não nos conhecemos de forma integral! Pois somos diferentes todos os dias.

Outra pergunta: Precisamos conhecer todos de forma “integral” se fosse possível?

Fica a pergunta.

Boas reflexões.

Abraços,

DC

Qual é a sua obra?

agosto 12, 2010

No livro “O livro dos saberes”, de Constantin Von Barloewen, li uma entreista com o poeta Ali Ahmed Saïd Esber, provavelmente um dos maiores poetas mulçumanos. Da entrevista, destaquei um trecho que me provoca a pensar sobre quem sou eu, sobre minha identidade.

Pensamos que a identidade é uma coisa fabricada com antecedência, preexistente, e que o ser humano é só uma realização dessa identidade pré-fabricada. É como uma fonte na qual os descendentes devem sempre encontrar sua identidade, em sua embocadura, lá onde ela brota… E eu tenho uma outra concepção da identidade. A identidade nunca é pré-fabricada, é uma abertura eterna e não vem do passado, mas sim do futuro! O homem cria sua identidade criando sua obra, portanto a identidade é infinita, não termina; mesmo com a morte, não pode ser concluída, é isso.

E aí em a pergunta: qual é a minha obra? Pensei sobre o que eu quero fazer, o que eu quero construir e a resposta que me veio a cabeça: Só saberei qual é a minha obra, quando perder o tempo, quando não puder fazer mais nada, quando morrer.

Posso ter direções, mas não saberei o lugar exato onde chegar, pois a cada segundo, um novo rumo posso tomar. A vida é uma escolha de infinidades de alternativas. É o livre-arbítrio.

Tenho que pensar sobre uma premissa que tenho sobre as perguntas: Toda pergunta possui resposta?

Fica a reflexão.

Abraços,

DC

Aos pais

agosto 8, 2010

A todos os pais, minhas sinceras lembranças nesse dia. Não deixemos de lembrar que esse dia, e o dia das mães, são dias para valorizarmos nossa herança imaterial, que provém dessas duas pessoas fundamentais.

Chamo de herança imaterial a educação, os valores que são passados de pais para filhos, hábitos saudáveis…

Já pensou no que você recebeu de seus pais? Características, hábitos, valores….

Uma das coisas que recebi foi a empatia, de minha mãe, a humildade e o “perfeccionismo” de meu pai. Entre outras coisas…

Quero deixar a mensagem de valorizarmos nossos ancestrais, mais próximos ou mesmo os mais distantes. São características de outros povos que hoje difícilmente encontramos. Respeito aos mais velhos.

Fica a provocação para você refletir sobre essa herança imaterial.

Abs,

DC

Arte, tecnologias e as emoções

julho 11, 2010

Faz 2 dias que terminei de ler o livro “Conquistando o Inimigo” de John Carlin. Ganhei-o na promoção do Blog “Ouro de Tolo”.

Realmente um livro emocionante. Ele narra a saída de Nelson Mandela da prisão, sua ascensão à presidência e como o brilhante líder criou um espírito de nação através do rugby, esporte símbolo do apartheid.

Após terminar o livro pesquisei na internet sobre imagens e vídeos da final da Copa do Mundo de Rugby e 1995, ápice do livro. E uma experiência nova surgiu na minha vida.

Quando lemos um livro nossa imaginação voa alto. Criamos o mundo descrito pela narrativa do autor. Ficamos tristes, alegres, sofremos com o protagonista do livro, choramos. Porém, até a revolução da internet, nossa imaginação era a nossa única forma de visualizar as cenas. Com a tecnologia de transmissão, gravação de cenas e, principalmente, de divulgação em massa, essa experiência ficou mais vívida.

Encontrei no youtube a cena final do livro. Parecia que era íntimo das pessoas que apareceram no vídeo. Sabia cada movimento que seriam feitos. O capitão do time, Francois Pienaar, Nelson Mandela, até os seguranças do presidente. Parece que fiquei mais completo após ver as cenas reais.

Mas e quando lemos um livro e sua adaptação para filme fica aquém? É porque nossa imaginação, ao ler, foi melhor, para nós, do que o filme. Por isso saimos com a sensação de que ler o livro foi melhor. Apesar disso tudo, esse jogo de imaginação e realidade é bom demais….. 

Esta é a magia da arte: Literatura e Vídeos somam-se para fazer você imaginar, vivênciar e se deslumbrar com tudo.

Além do mais, ler esse livro em época de Copa do Mundo na África do Sul foi uma emoção a parte. Quando falava-se do estádio Soccer City, lembrava de minhas imaginações nas passagens de Nelson Mandela discursando, como descrito no livro.

Foi um momento memorável em minha vida. Imaginação, observação, vivência, tudo acontecendo junto. Tudo isso graças a um excelente livro.

Fica aqui um depoimento. Ler é bom demais.

Abraços,

DC

Qual são os seus sonhos?

julho 4, 2010

Você tem uma lista de sonhos? Ou uma lista das coisas que você gostaria de ver no mundo?

Pois bem, acessando o site do Prêmio Nobel da Paz, Muhammad Yunus, encontrei a lista de seus sonhos.

Antes de clicar, me perguntei: O que você acha que são os sonhos de um Prêmio Nobel da Paz, agraciado por inúmeras condecorações, membro da vanguarda por um sistema empresarial mais justo? Reconhecimento não estaria na lista com certeza. Você poderia pensar ” Que seu banco fosse o número #1 do mundo em empréstimos”. Não é. Descobri coisas muito mais simples e essenciais.

Achei muito interessante. Pelo trabalho e resultados que ele vêm alcançando, não encaro como demagogia ou hipocrisia essa lista. Vou transcrevê-la e traduzi-la:

* There will be a global government to resolve issues of conflict between nations, and regions; to see that all parts of the world enjoy the similar quality of life; to pay attention to global human issues; to protect the planet, and the interest of all living beings on the planet. (Haverá um governo global para resolver assuntos de conflito entre as nações, e regiões; para olhar para todas as partes do mundo e observar que elas disfrutam da mesma qualidade de vida; para prestar atenção a questões humanas; para proteger o planeta, e os interesses de todos os seres vivos.)

* Income inequality will become an irrelevant issue ­ everybody will get everything he/she needs. (Desigualdade de renda será um assunto irrelevante. Todos receberão tudo que precisam.)

* There will be only one currency. Coins and papers currency will be gone. (Não haverá câmbio de moedas. Dinheiro, moeda, cédula vão desaparecer.)

* The sun, water, wind will be the main sources of power. (O Sol, água e vento serão as principais fontes de energia.)

* No need of paper. No need to cut trees. There will be synthetic re-usable papers, in case ‘paper’ is absolutely needed. (Não haverá necessidade de papel. Não haverá corte de árvores. Haverá um papel reciclável sintético, para os casos de necessidade de uso do papel.)

* Social businesses will become a substantial part of the business world. (Negócios Sociais serão parte substancial do mundo dos negócios.)

* Information on all bank accounts anywhere in the world will be in the public domain. (Informações bancárias em qualquer lugar no mundo serão de domínio público.)

* Basic connectivity will be wireless and costless. (Conectividade básica será sem fio e a custo baixo.)

* Cures and preventions will be available to each person for all known diseases. (Curas e prevenções a todas as doenças serão disponíveis para cada um.)

* All cultures, cultural groups, and religions flourish to their full beauty and creativity, all contributing to the magnificent unified orchestra of human living. (Todas as culturas, grupos culturais e religiões florescerão para o belo e criatividade,  contribuindo para a orquestra única magnífica que é o viver da humanidade.)

* No war. No war preparations. No military establishment to fight wars. (Sem guerras, sem corridas armamentistas. Sem instituição militar para as guerras.)

* No passport, no visa for anybody any where in the world. All people will be truly global citizens of equal status. (Sem passaporte ou visto para ninguém em nenhum lugar no mundo.Todas as pessoas serão cidadãos do mundo, com o mesmo status.)

* People from all nations and backgrounds have a fair chance in participating in the great adventures of human being ­ expanding the horizons of human knowledge and creativity. (Todos as pessoas, de todas as nações e lugares , com chances justas de participar da maravilhosa aventura de expandir os horizontes do conhecimento e da criatividade humana.)

* Man will have the capability to forecast earthquake, cyclone, Tsunami, and other natural disasters, precisely and well ahead of time. (o Homem terá a capacidade de prever terremotos, cliclones, tsunamis e outros disastres naturais, de forma precisa e a tempo.)

* Everybody will read and hear everything in his language. Technology will make it possible for a person to speak, read, and write in his own language while listener will listen and reader will read the message in his own language. Softwares and gadgets will interpret, translate simultaneously as one speaks or downloads any text. One can watch any TV channel from any where but will listen the voice in his language. (Todos irão ler e ouvir em sua própria lingua. A tecnologia possibilitará falar, ler e escrever em sua própria lingua enquanto ouvintes  e leitores receberão a mensagem em suas próprias linguas. Softwares e equipamentos irão interpretar, traduzir simultaneamente ou baixar qualquer arquivo. Cada um poderá assistir TV de qualquer lugar mas escutarão a voz em sua lingua.)

* Anybody can get connected to anybody else any where in the world without first looking for the telephone number or email address. Some minimum information (such as, a picture) will be enough to get him connected by voice or text. (Qualquer um poderá estar conectado a qualquer um outro em qualquer lugar do mundo sem olhar para o número do telefone ou endereço de e-mail. Algumas informações mínimas (como uma foto) serão suficientes para conectá-lo por voz ou texto.)

* Vaccines will be available for all communicable diseases (HIV/AIDS, TB, Malaria, etc.). (Vacinas estarão disponíveis para todas as doenças contagiosas)

* Every baby will be born in perfect health. No infant mortality. No maternal mortality. ( Todo bebê nascerá em perfeita saúde. Não haverá mortalidade infantil.)

Sinceramente, me fez refletir (e muito) sobre o que sonho para esse mundo.

E você? Sonha com o que?

Abraços,

DC

Exposição na Fiesp de Maureen Bisilliat

maio 19, 2010

Acabo de entrar na exposição fotográfica de Maureen Bisilliat, aqui na Fiesp, Av. Paulista.

Na entrada, uma página plastificada serve como o mapa da mina. Iniciativa da equipe educativa da Exposição, a cartilha questiona o visitante sobre suas observações com relação às obras.

” A partir da observação podemos compreender como o artista desejou compor os elementos na foto?”

” É possível identificar os elementos formais da composição destas fotos como a linha, a perspectiva, volume e luz, utilizados?”

Você visualiza formas geométricas? Elas se repetem ao longo do trabalho do artista?”

Com essas três perguntinhas básicas o leitor é guiado a refletir sobre o que vê. Demais né? Não tinha visto isso ainda.

Olha as perguntas movendo o mundo.

Fica a dica de Programa.

Saudações,

DC

O que te motiva?

maio 1, 2010

Olá!!

Uma perguntinha para você pensar: O que te motiva a fazer algo? É com essa pergunta que quero escrever um post sobre os primeiros comentários desse blog.

Motivação é a arte de fazer as pessoas fazerem o que você quer que elas façam porque elas o querem fazer. Dwight Eisenhower

É com muita satisfação que estou recebendo alguns comentários sobre minha iniciativa aqui nesse blog. Algumas pessoas amigas, outras desconhecidas. Como já escrevi aqui nesse blog, meu sucesso está definido como uma pessoa acessar o blog e pensar sobre alguma coisa.

E a cada mensagem, um vulcão de nome “haijskjdasinhasjnjs” entra em erupção dentro de mim (podem ficar despreocupados, essa erupção não parará o tráfego aéreo mundial). Várias perguntas passam pela minha cabeça querendo saber o que mais posso fazer para dinamizar esse blog. Já estou escrevendo uma newsletter semanal com os principais posts da semana, já solicitei para algumas pessoas textos sobre assuntos interessantes para publicar aqui…

Enfim, as idéias estão surgindo. Já criei um perfil no facebook, myspace e twitter. Ainda não estão completamente integrados e atualizados da forma que gostaria, mas vou avançando aos pouquinhos.

Pois bem, voltando aos comentários, o primeiro que recebi foi do Luciano Pires, radialista, blogueiro, provocador e outras coisas mais. Ele é um exemplo e meta. Através dele, a inspiração de escrever o blog veio até mim.

Seu comentário foi:

Grande Daniel, parabéns pela iniciativa do blog. Essa é a forma que cada um de nós tem de espalhar idéias pelo mundo. E começa assim como você: devagar, tateando, buscando conteúdo de qualidade e construindo uma rede de leitores fiéis que um dia, quem sabe, podem se juntar para fazer a diferença. Não vamos mudar o mundo, mas se mudarmos a cabecinha de uma só pessoa já terá valido a pena. Parabéns, continue, obrigado pela referência elogiosa a meu trabalho! Vamos DESPOCOTIZAR o Brasil!

É muito estimulante receber um incentivo desses de alguém que o inspira.

Aliás, a palavra motivação no Wikipedia está assim:

Motivação (do Latim movere, mover) designa em psicologia, em etologia e em outras ciências humanas a condição do organismo que influencia a direção (orientação para um objetivo) do comportamento. Em outras palavras é o impulso interno que leva à ação. Assim a principal questão da psicologia da motivação é “por que o indivíduo se comporta da maneira como ele o faz?”[1]. “O estudo da motivação comporta a busca de princípios (gerais) que nos auxiliem a compreender, por que seres humanos e animais em determinadas situações específicas escolhem, iniciam e mantém determinadas ações”

Do Latim Mover… Quero mover o que para onde? Essa é uma boa pergunta. Assim como falou o Luciano, quero mover o Brasil para um mais despocotizado. Isso mesmo, despocotizar.

Você já viu o video “filtro solar” ou Sunscream? Muito inspirador…Segue o texto do vídeo e o link:

Usem filtro solar

Se eu pudesse dar um conselho em relação ao futuro, diria: Usem filtro solar. Os benefícios, a longo prazo, do uso do filtro solar foram cientificamente provados.

Os demais conselhos que dou baseiam-se unicamente em minha própria experiência e eis aqui alguns conselhos:

Desfrute do poder da beleza de sua juventude. Oh, esqueça. Você só vai compreender o poder da beleza de sua juventude quando já estiver muito velho.

Mas, acredite em mim. Dentro de vinte anos, você olhará suas fotos e compreenderá, de um jeito que não pode compreender agora, quantas oportunidades se abriram para você e que eram realmente fabulosas.

Você não é tão gordo quanto você imagina. Não se preocupe com o futuro. Ou se preocupe, se quiser, sabendo que a preocupação é tão eficaz quanto tentar resolver uma equação de álgebra mascando chiclete. É quase certo que os problemas que realmente têm importância em sua vida são aqueles que nunca passaram por sua mente, tipo aqueles que tomam conta de você às 4 da tarde em alguma terça-feira ociosa.

Todos os dias, faça alguma coisa que seja assustadora. Cante. Não trate os sentimentos alheios de forma irresponsável. Não tolere aqueles que agem de forma irresponsável em relação a você.

Relaxe. Não perca tempo com a inveja. Algumas vezes você ganha, algumas vezes perde. A corrida é longa e, no final, tem que contar só com você. Lembre-se dos elogios que recebe e esqueça os insultos (Se conseguir fazer isso, me diga como).

Guarde suas cartas de amor e jogue fora seus velhos extratos bancários. Estique-se. Não tenha sentimento de culpa se não souber muito bem o que quer da vida. As pessoas mais interessantes que eu conheço não tinham, aos 22 anos, nenhuma idéia do que fariam na vida. Algumas das pessoas interessantes de 40 anos que conheço ainda não sabem.

Tome bastante cálcio e seja gentil com seus joelhos. Você sentirá falta deles quando não funcionarem mais. Talvez você se case, talvez não. Talvez tenha filhos, talvez não. Talvez se divorcie aos 40, talvez dance uma valsinha quando fizer 75 anos de casamento. O que quer que faça, não se orgulhe nem se critique demais. Todas as suas escolhas tem 50% de chances de dar certo, como também tem as escolhas de todos os demais.

Curta seu corpo da maneira que puder. Não tenha medo dele ou do que as pessoas pensem dele. Ele é seu maior instrumento. Dance, mesmo que o único lugar que você tenha para dançar seja sua sala de estar. Leia todas as indicações, mesmo que você não as siga. Não leia revistas de beleza. A única coisa que elas fazem é mostrar você como uma pessoa feia. Saiba entender seus pais. Você nunca sabe quando vai sentir a falta deles.

Seja agradável com seus irmãos. Eles são seu melhor vínculo com seu passado e aqueles que, no futuro, provavelmente não deixarão você na mão.

Entenda que amigos vêm e vão, mas há um punhado deles, preciosos, que você tem que guardar com carinho.

Trabalhe duro para transpor os obstáculos geográficos e da vida, porque quanto mais você envelhece, tanto mais precisa das pessoas que conheceram você na juventude.

More em uma grande cidade uma vez na vida, mas mude-se antes que a cidade transforme você em uma pessoa dura. More em uma cidade do interior, mas mude-se antes de tornar-se uma pessoa muito mole.

Viaje. Aceite certas verdades eternas: Os preços vão subir, políticos são todos mulherengos e você também vai envelhecer. E quando envelhecer, vai fantasiar que, quando você era jovem, os preços eram acessíveis, os políticos eram nobre de alma e as crianças respeitavam os mais velhos. Respeite as pessoas mais velhas. Não espere apoio de ninguém. Talvez você tenha uma aposentadoria. Talvez tenha um cônjuge rico. Mas você nunca sabe quando um ou o outro podem desaparecer. Não mexa muito em seu cabelo. Senão, quando tiver quarenta anos, vai ficar com a aparência de oitenta e cinco. Tenha cuidado com as pessoas que lhe dão conselhos, mas seja paciente com elas. Conselho é uma forma de nostalgia. Dar conselho é uma forma de resgatar o passado da lata de lixo, limpá-lo, esconder as partes feias, e reciclá-lo por um preço maior do que realmente vale. Mas, acredite em mim quando eu falo do filtro solar.

Não consigo parar de veresse vídeo.Muito bom e marcante na minha vida.

Voltando aos comentários que recebi, a Elizandra Rocha e a leitora de nickname “Pexa” deixaram esses recados:

Ainda bem que existem pessoas com iniciativas!

maravilhoso!!!! que sorte que vi esta msg no 3setor e resolvi abrir!!!
bela iniciativa!!! que tehas milhões de acessos e forças para levar sempre adiante……

Vocês não imaginam o salto que dei na cadeira assim que li esses recados! A sensação é fantástica quando uma pessoa desconhecida vem e escreve para você isso! Eu flutuei….

FLUTUAR (Chiclete com banana)

E os amores são

Pra quem sabe flutuar meu bem, meu bem

Quando a gente pensa em namorar

Pinta o quarto de azul

Com flores e sonhos pra enfeitar

E por trás das minhas paixões

Vejo nuvens de ilusões também, meu bem

Muitas borboletas a voar

Lá no céu que a gente tem

E hoje quando acordo eu te quero tanto

Quero o teu sorriso, quero a emoção

Quero uma vida muito louca e o paraíso para delirar

Por isso vem cá

Me trás o amor, me diz como foi

A maravilha que um dia te fez flutuar

Outro discurso de motivação emblemático da internet é o de Steve Jobs:>

Estou honrado de estar aqui, na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na universidade. Que a verdade seja dita, isso é o mais perto que eu já cheguei de uma cerimônia de formatura. Hoje, eu gostaria de contar a vocês três histórias da minha vida. E é isso. Nada demais. Apenas três histórias.

A primeira história é sobre ligar os pontos.

Eu abandonei o Reed College depois de seis meses, mas fiquei enrolando por mais 18 meses antes de realmente abandonar a escola. E por que eu a abandonei? Tudo começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era uma jovem universitária solteira que decidiu me dar para a adoção. Ela queria muito que eu fosse adotado por pessoas com curso superior. Tudo estava armado para que eu fosse adotado no nascimento por um advogado e sua esposa. Mas, quando eu apareci, eles decidiram que queriam mesmo uma menina.

Então meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam uma ligação no meio da noite com uma pergunta: “Apareceu um garoto. Vocês o querem?” Eles disseram: “É claro.”

Minha mãe biológica descobriu mais tarde que a minha mãe nunca tinha se formado na faculdade e que o meu pai nunca tinha completado o ensino médio. Ela se recusou a assinar os papéis da adoção. Ela só aceitou meses mais tarde quando os meus pais prometeram que algum dia eu iria para a faculdade. E, 17 anos mais tarde, eu fui para a faculdade. Mas, inocentemente escolhi uma faculdade que era quase tão cara quanto Stanford. E todas as economias dos meus pais, que eram da classe trabalhadora, estavam sendo usados para pagar as mensalidades. Depois de seis meses, eu não podia ver valor naquilo.

Eu não tinha idéia do que queria fazer na minha vida e menos idéia ainda de como a universidade poderia me ajudar naquela escolha. E lá estava eu, gastando todo o dinheiro que meus pais tinham juntado durante toda a vida. E então decidi largar e acreditar que tudo ficaria ok.

Foi muito assustador naquela época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que já fiz. No minuto em que larguei, eu pude parar de assistir às matérias obrigatórias que não me interessavam e comecei a frequentar aquelas que pareciam interessantes. Não foi tudo assim romântico. Eu não tinha um quarto no dormitório e por isso eu dormia no chão do quarto de amigos. Eu recolhia garrafas de Coca-Cola para ganhar 5 centavos, com os quais eu comprava comida. Eu andava 11 quilômetros pela cidade todo domingo à noite para ter uma boa refeição no templo hare-krishna. Eu amava aquilo.

Muito do que descobri naquela época, guiado pela minha curiosidade e intuição, mostrou-se mais tarde ser de uma importância sem preço. Vou dar um exemplo: o Reed College oferecia naquela época a melhor formação de caligrafia do país. Em todo o campus, cada poster e cada etiqueta de gaveta eram escritas com uma bela letra de mão. Como eu tinha largado o curso e não precisava frequentar as aulas normais, decidi assistir as aulas de caligrafia. Aprendi sobre fontes com serifa e sem serifa, sobre variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna uma tipografia boa. Aquilo era bonito, histórico e artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode entender. E eu achei aquilo tudo fascinante.

Nada daquilo tinha qualquer aplicação prática para a minha vida. Mas 10 anos mais tarde, quando estávamos criando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou. E nós colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as fontes múltiplas ou proporcionalmente espaçadas. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador as tivesse.

Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria frequentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois.

De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa – sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.

Minha segunda história é sobre amor e perda.

Eu tive sorte porque descobri bem cedo o que queria fazer na minha vida. Woz e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhamos duro e, em 10 anos, a Apple se transformou em uma empresa de 2 bilhões de dólares e mais de 4 mil empregados. Um ano antes, tínhamos acabado de lançar nossa maior criação — o Macintosh — e eu tinha 30 anos.

E aí fui demitido. Como é possível ser demitido da empresa que você criou? Bem, quando a Apple cresceu, contratamos alguém para dirigir a companhia. No primeiro ano, tudo deu certo, mas com o tempo nossas visões de futuro começaram a divergir. Quando isso aconteceu, o conselho de diretores ficou do lado dele. O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta tinha ido embora e isso foi devastador. Fiquei sem saber o que fazer por alguns meses.

Senti que tinha decepcionado a geração anterior de empreendedores. Que tinha deixado cair o bastão no momento em que ele estava sendo passado para mim. Eu encontrei David Peckard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter estragado tudo daquela maneira. Foi um fracasso público e eu até mesmo pensei em deixar o Vale [do Silício].

Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo. Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida. Durante os cinco anos seguintes, criei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa.

A Pixar fez o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma inacreditável guinada de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu voltei para a empresa e a tecnologia que desenvolvemos nela está no coração do atual renascimento da Apple.

E Lorene e eu temos uma família maravilhosa. Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple.

Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia. Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama.

Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz.

Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue.

Minha terceira história é sobre morte.

Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: “Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último.” Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: “Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?” E se a resposta é “não” por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa.

Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo — expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar — caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração.

Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.

Há um ano, eu fui diagnosticado com câncer. Era 7h30 da manhã e eu tinha uma imagem que mostrava claramente um tumor no pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas.

Os médicos me disseram que aquilo era certamente um tipo de câncer incurável, e que eu não deveria esperar viver mais de três a seis semanas. Meu médico me aconselhou a ir para casa e arrumar minhas coisas — que é o código dos médicos para “preparar para morrer”. Significa tentar dizer às suas crianças em alguns meses tudo aquilo que você pensou ter os próximos 10 anos para dizer. Significa dizer seu adeus.

Eu vivi com aquele diagnóstico o dia inteiro. Depois, à tarde, eu fiz uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio pela minha garganta abaixo, através do meu estômago e pelos intestinos. Colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células em um microscópio, começaram a chorar. Era uma forma muito rara de câncer pancreático que podia ser curada com cirurgia. Eu operei e estou bem.

Isso foi o mais perto que eu estive de encarar a morte e eu espero que seja o mais perto que vou ficar pelas próximas décadas. Tendo passado por isso, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito apenas abstrato: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá.

Ainda assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca conseguiu escapar. E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas isso é a verdade.

O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém.

Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas.

Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior.

E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário.

Quando eu era pequeno, uma das bíblias da minha geração era o Whole Earth Catalog. Foi criado por um sujeito chamado Stewart Brand em Menlo Park, não muito longe daqui. Ele o trouxe à vida com seu toque poético. Isso foi no final dos anos 60, antes dos computadores e dos programas de paginação. Então tudo era feito com máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid.

Era como o Google em forma de livro, 35 anos antes de o Google aparecer. Era idealista e cheio de boas ferramentas e noções. Stewart e sua equipe publicaram várias edições de Whole Earth Catalog e, quando ele já tinha cumprido sua missão, eles lançaram uma edição final. Isso foi em meados de 70 e eu tinha a idade de vocês.

Na contracapa havia uma fotografia de uma estrada de interior ensolarada, daquele tipo onde você poderia se achar pedindo carona se fosse aventureiro. Abaixo, estavam as palavras:

“Continue com fome, continue bobo.”

Foi a mensagem de despedida deles. Continue com fome. Continue bobo. E eu sempre desejei isso para mim mesmo. E agora, quando vocês se formam e começam de novo, eu desejo isso para vocês. Continuem com fome. Continuem bobos.

Obrigado.

Não preciso falar mais nada né?

A motivação é o que te faz ir em frente, seguir, às vezes contra muita gente, mas a favor do seu coração.

Siga o seu coração.

Faça algo pelo mundo hoje: continue bobo.

Abraços,

DC