Archive for the ‘Cotidiano’ Category

Entrevista

março 20, 2011

Pesquisando sobre o tema pensamento complexo, encontrei uma entrevista feita por Renan Albuquerque da FAPEAM (Fundação de amparo à pesquisa do Amazonas) com Edgar de Assis Carvalho. Achei interessante trazê-la para o Blog. Mas primeiro uma breve descrição do entrevistado:

O antropólogo Edgard de Assis Carvalho, coordenador da cátedra itinerante UNESCO Edgar Morin, professor aposentado da Universidade do Estado de São Paulo (Unesp) e docente da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP), é um dos precursores da Teoria da Complexidade no Brasil. Os estudos nessa linha tiveram forte recepção na França, com Edgar Morin, na metade do século passado, e alcançaram importantes reverberações no Brasil e em diversos países desde as décadas de 1970 e 1980, sobretudo a partir de seus escritos, palestras e cursos. Doutor em Ciências Sociais, o antropólogo cursou pós-doutorado pela Escola de Altos Estudos de Paris, onde fez contato e estudou com importantes pensadores, como Althusser e Morin.

Agência Fapeam: O senhor poderia falar um pouco sobre seu trabalho no âmbito da análise de sistemas complexos.

Edgard de Assis Carvalho: A resposta é complexa também. Ultimamente venho dedicando-me a uma antropologia do conhecimento, ou seja, trabalhando com autores, filósofos, antropólogos, linguistas e psicanalistas que optaram pela indivisibilidade. Meu trabalho se aproxima mais de uma atividade epistemológica, no sentido de colocar as coisas em seu devido lugar, submetendo a teoria a um crivo crítico e interpretativo, destituído de qualquer pertinência disciplinar. A antropologia dos sistemas complexos é nessa linha. Faço, agora, uma releitura sistemática dos seis volumes de O Método (de Edgar Morin), no intuito de fazer uma reflexão da reflexão em cima das idéias de Edgar Morin, cuja bibliografia navega pela biologia, física, matemática e cibernética.

Agência Fapeam: Como se podem situar as possibilidades de auxílio dos sistemas complexos para a melhoria do ensino brasileiro?

Edgard de Assis Carvalho: Eu acho que a universidade brasileira está mal amparada, está tão dominada pela fragmentação que as idéias da complexidade só conseguem penetrar nas brechas, nos pequenos grupos, nas pequenas ações e dissipações que existem dentro da própria estrutura. É como se houvesse duas estruturas: uma formal, a da fragmentação, e outra, situada a partir de um conjunto de ramificações que possibilitam que as ideias do pensamento complexo frutifiquem. No Brasil os núcleos de estudos da complexidade proliferam nas fimbrias da fragmentação. Na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), por exemplo, o Grupo de Estudos da Complexidade (Grecom) está situado no meio termo entre a educação e as ciências sociais. É um núcleo fora da organização fragmentária. Na PUC/SP, é a mesma coisa: o núcleo do qual sou coordenador, o de Estudos da Complexidade, é vinculado ao Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais e integra artistas, matemáticos, biólogos etc.. São pessoas que vão ao núcleo para discutir um tema, ver um filme, discutir uma obra de arte e com isso minar as estruturas da fragmentação, mostrando que é possível a indivisibilidade.

Agência Fapeam: De que forma a complexidade pode ser uma “possibilidade”?

Edgard de Assis Carvalho: Por exemplo, a partir de ações que estejam fora dos parâmetros da universidade. Mas, com isso, se tem de conviver com todos os problemas de se estar fora das estruturas formais, naturalmente, como viver de pagamento de mensalidade.

Agência Fapeam: Quais são os autores ou autoras mais importantes no campo da complexidade no Brasil?

Edgard de Assis Carvalho: Tem muita gente. Pode parecer cabotinismo dizer isso, mas algumas são pessoas que foram minhas orientandas e estiveram junto comigo nessa balada do ensino dos pensadores da complexidade. Elas hoje tem um papel importante. Cito alguns nomes, por exemplo, que são ainda um pouco desconhecidos, como Maria Conceição de Almeida, da UFRN, e Maria Aparecida Lopes Nogueira, de Recife. Em São Paulo, há vários pensadores. Só que citar nomes é sempre difícil. Posso dizer que essas são pessoas que começaram as pesquisas nas questões da complexidade em meados dos anos 1980 e hoje estão nas instituições lutando contra a fragmentação.

Agência Fapeam: Qual é a amplitude do trabalho dessas pessoas?

Edgard de Assis Carvalho: Os núcleos se disseminam pelo Brasil inteiro, talvez com maior foco no Rio Grande do Norte, São Paulo e Rio de Janeiro. Há também pequenos agrupamentos que vão, aqui e ali, modulando esse saber, que é oriundo de vários pensadores, e não só de Edgar Morin.

Agência Fapeam: O senhor busca entender as relações entre ciência e humanidade, natureza e cultura, de forma diferenciada. Em que medida o avanço da interdisciplinaridade pode se dar a partir da conjunção desses campos do saber?

Edgard de Assis Carvalho: Vou te responder a partir de um dos grandes sonhos que Edgar Morin tem e que são meus também. Na medida em que se pode desfazer essa oposição maldita entre natureza e cultura, é possível refundar o humanismo e pensar que o homem, sem nenhum laço rousseauniano, está inserido dentro da physis, dessa natureza, e tem de cuidar muito bem dela. Eu gosto muito de um pensador, o Fritjof Capra. Capra, em seu último livro, advoga a questão da ecoalfabetização, que começa lá na criancinha, ainda em seu estágio inicial. Segundo ele, ecoalfabetizar não é só alfabetizar, é construir um pensamento voltado para a preservação dos ambientes de maneira totalitária e indivisível.

Agência Fapeam: Como isso pode ser realizado?

Edgard de Assis Carvalho: Se nós conseguirmos que a indivisibilidade seja assumida por todos, não só a universidade seria diferente. O Estado seria diferente, as políticas seriam diferentes, a ética seria diferente. Separar significa dividir, diferenciar, e a divisibilidade sempre foi inimiga do progresso do conhecimento. Toda vez que se dividiu algo, o progresso do conhecimento esteve abalado por crenças demasiadamente parcelares. Um dos objetivos do pensamento complexo é tentar entrelaçar os saberes. Aliás, essa é a etimologia da palavra. Se você pega a etimologia da palavra complexidade, significa tecer em conjunto. E se é assim, não tem sentido mesmo continuar separando os seres da natureza, ou natureza e cultura. Entender os saberes a partir de sua totalidade, como realmente são.

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We feel fine

março 18, 2011

Hoje a coluna do Blog Inspiração Coletiva. Como você está? Bem? Não muito bem? E se você perguntasse isso para a humanidade? Bem, é isso que o texto abaixo vai falar…


Como você se sente neste momento?

E como o mundo inteiro está se sentindo agora?

De certa forma, respondemos a essas perguntas todos os dias, ao atualizar nosso status nas redes sociais, ou ao escrever um post no blog. Esse talvez seja um dos maiores benefícios da vida digital: milhões de pessoas têm um espaço para dizer como se sentem.

Há algum tempo conheci um site e fiquei fascinado por ele: “We feel fine”. Esse site desenvolvido por uma ONG, na realidade é um sistema que varre periodicamente todos os webblogs e redes sociais do mundo em busca de frases começando com “I feel…” ou “I’m feeling…”.

Essas frases completas são automaticamente registradas, junto com as possíveis imagens relacionadas, e temos ai um grande panorama das dores e humores do mundo. A novidade é que tem muito mais gente feliz no mundo da internet do que a gente imagina.

Esse sistema também faz o mapeamento por idade, país, gênero, etc… É um grande banco de dados que cruza dados reais e físicos com emoção. Até mesmo os dados meteorológicos de cada cidade ou região são levados em conta.

Nos permite responder a perguntas do tipo: Será que os brasileiros estão naquele momento mais felizes que os americanos? Qual a influência da chuva ou do sol no humor das pessoas? Como os jovens do leste europeu estão se sentindo nesse momento?

Não bastasse tudo isso o design é moderno, inspirador e muito louco. É uma constelação de vidas acessíveis a um clique.

Para mudar o mundo

janeiro 21, 2011

Hoje, uma singela homenagem a um grupo que faz a diferença. Hoje comemora-se 18 anos de lutas. Afroreggae, meus parabéns.

Aos pais

agosto 8, 2010

A todos os pais, minhas sinceras lembranças nesse dia. Não deixemos de lembrar que esse dia, e o dia das mães, são dias para valorizarmos nossa herança imaterial, que provém dessas duas pessoas fundamentais.

Chamo de herança imaterial a educação, os valores que são passados de pais para filhos, hábitos saudáveis…

Já pensou no que você recebeu de seus pais? Características, hábitos, valores….

Uma das coisas que recebi foi a empatia, de minha mãe, a humildade e o “perfeccionismo” de meu pai. Entre outras coisas…

Quero deixar a mensagem de valorizarmos nossos ancestrais, mais próximos ou mesmo os mais distantes. São características de outros povos que hoje difícilmente encontramos. Respeito aos mais velhos.

Fica a provocação para você refletir sobre essa herança imaterial.

Abs,

DC

Raciocínios perigosos

maio 11, 2010

Seguindo o post de ontem, hoje vamos dar destaque a um artigo do site do Luciano Pires. Muito bom investir seu tempo nesse texto.

Raciocínios Perigosos, por Luciano Pires

Em 1946 o deputado Edmundo Barreto Pinto deixou-se fotografar para a revista O Cruzeiro vestindo um fraque e cuecas samba-canção. Prometeram que a foto seria publicada apenas da cintura para cima. Não foi. E o deputado perdeu o cargo por falta de decoro parlamentar.

Outra cueca, esta mais recente: o senador Eduardo Suplicy desfilou pelos corredores do Congresso usando uma cueca vermelha por cima do terno, numa brincadeira promovida pelo programa Pânico Na TV. A coisa pegou mal, o deputado pediu e a reportagem não foi ao ar no programa. Mas a foto apareceu em vários jornais e revistas. E como neste novo milênio estamos muito mais tolerantes, a coisa ficou por isso mesmo, sem maiores consequências.

Mas mostrando que a tolerância só vale para os homens, vimos o caso da Geysi que foi à universidade com um vestido curtíssimo. A moça foi cercada por centenas de estudantes, xingada e ameaçada. Vídeos mostrando o acontecido foram parar no Youtube, dali para os jornais, revistas e televisão e pronto. Geysi Arruda, a moça do microvestido, foi expulsa da universidade e depois readmitida e o Brasil parou para discutir o assunto. Sorte dela, que apareceu em dezenas de programas de televisão e revistas masculinas, fez uma repaginação, virou destaque da escola de samba Gaviões da Fiel e está curtindo o “ser celebridade” tão caro a estes novos tempos.

Cuecas e microvestidos ocupando o imaginário popular parecem banalidades, não é?  Não são. O lance das cuecas e do vestido curto não é a doença. É o sintoma.

A cueca de 1946 mostrou a doença da quebra de confiança, uma promessa não cumprida causando uma vítima, o deputado. A cueca de 2009 mostrou a doença do vale tudo para uns segundinhos de exposição na mídia. E o microvestido de 2009 exibiu a doença da intolerância que pensávamos já estar ultrapassada.

Mas quero mesmo é fazer umas perguntinhas marotas… Quero saber os porquês de cada um desses “escândalos”.

Em 1946, foi por causa do deputado que vestiu a cueca ou do jornalista que o enganou? Em 2009 foi por causa do senador que vestiu a cueca ou do pessoal do Pânico que o induziu? E no caso da universidade? Foi por causa da moça que usou o vestido curto ou da intolerância dos agressores?

Parece lógico, não é? Se o deputado e o senador não tivessem concordado em vestir as cuecas, nada teria acontecido. Se a Geysi não tivesse colocado o vestido provocante, nada teria acontecido. Portanto a culpa é deles.

Mas cuidado! Esse raciocínio é perigoso. Ele também serve para desculpar o MST que invade e depreda a fazenda cujas terras “são da união e foram invadidas pela Cutrale”. Serve para desculpar a torcida uniformizada que trucida o torcedor do time contrário que “tava provocano nóis”. Serve para inocentar o sujeito que rouba o celular que “tava largado no banco.”. Serve para aliviar a culpa do assassino conforme a qualificação da vítima. Serve para justificar o estupro da moça de minissaia. Serve para desculpar a mentira e a corrupção, pois “no governo anterior era até pior”.

Nestes tempos de novilíngua, de “mentiras simbólicas” e de gente ideologicamente estressada, cuidado com o julgamento dos outros.

Antes do “como”, preocupe-se em saber os porquês.

Quem é o culpado?

abril 12, 2010

Não gosto muito desses e-mails virais que circulam pela internet. São lixo virtual.  Porém alguns são muito interessantes e fazem pensar. Segue o e-mail da Carta do Zé Agricultor. Uma leitura muito interessante. O texto é atribuído a Luciano Pizatto.

Carta do Zé agricultor para Luis da cidade
Autor: Luciano Pizzatto (*)

Luis,

Quanto tempo. Sou o Zé, seu colega de ginásio, que chegava sempre atrasado, pois a Kombi que pegava no ponto perto do sítio atrasava um pouco. Lembra, né, o do sapato sujo. A professora nunca entendeu que tinha de caminhar 4 km até o ponto da Kombi na ida e volta e o sapato sujava.

Lembra? Se não, sou o Zé com sono… hehe. A Kombi parava às onze da noite no ponto de volta, e com a caminhada ia dormi lá pela uma, e o pai precisava de ajuda para ordenhá as vaca às 5h30 toda manhã. Dava um sono. Agora lembra, né Luis?!

Pois é. Tô pensando em mudá aí com você.
Não que seja ruim o sítio, aqui é uma maravilha. Mato, passarinho, ar bom. Só que acho que tô estragando a vida de você Luis, e teus amigos aí na cidade. Tô vendo todo mundo falá que nóis da agricultura estamo destruindo o meio ambiente.

Veja só. O sítio do pai, que agora é meu (não te contei, ele morreu e tive que pará de estudá) fica só a meia hora aí da Capital, e depois dos 4 km a pé, só 10 minuto da sede do município. Mas continuo sem Luz porque os Poste não podem passar por uma tal de APPA que criaram aqui. A água vem do poço, uma maravilha, mas um homem veio e falô que tenho que fazê uma outorga e pagá uma taxa de uso, porque a água vai acabá. Se falô deve ser verdade.

Pra ajudá com as 12 vaca de leite (o pai foi, né …) contratei o Juca, filho do vizinho, carteira assinada, salário mínimo, morava no fundo de casa, comia com a gente, tudo de bão. Mas também veio outro homem aqui, e falô que se o Juca fosse ordenhá as 5:30 tinha que recebê mais, e não podia trabalhá sábado e domingo (mas as vaca não param de fazê leite no fim de semana). Também visitô a casinha dele, e disse que o beliche tava 2 cm menor do que devia, e a lâmpada (tenho gerador, não te contei !) estava em cima do fogão era do tipo que se esquentasse podia explodí (não entendi ?). A comida que nóis fazia junto tinha que faze parte do salário dele. Bom, Luis tive que pedi pro Juca voltá pra casa, desempregado, mas protegido agora pelo tal homem. Só que acho que não deu certo, soube que foi preso na cidade roubando comida. Do tal homem que veio protege ele, não sei se tava junto.

Na Capital também é assim né, Luis? Tua empregada vai pra uma casa boa toda noite, de carro, tranquila. Você não deixa ela morá nas tal favela, ou beira de rio, porque senão te multam ou o homem vai aí mandar você dar casa boa, e um montão de outras coisa. É tudo igual aí né?

Mas agora, eu e a Maria (lembra dela, casei ) fazemo a ordenha as 5:30, levamo o leite de carroça até onde era o ponto da Kombi, e a cooperativa pega todo dia, se não chove. Se chove, perco o leite e dô pros porco.

Té que o Juca fez economia pra nóis, pois antes me sobrava só um salário por mês, e agora eu e Maria temos sobrado dois salário por mês. Melhorô. Os porco não, pois também veio outro homem e disse que a distancia do Rio não podia ser 20 metro e tinha que derruba tudo e fazer a 30 metro. Também colocá umas coisa pra protegê o Rio. Achei que ele tava certo e disse que ia fazê, e sozinho ia demorá uns trinta dia, só que mesmo assim ele me multô, e pra pagá vendi os porco e a pocilga, e fiquei só com as vaca. O promotor disse que desta vez por este crime não vai me prendê, e fez eu dá cesta básica pro orfanato.

O Luis, ai quando vocês sujam o Rio também paga multa né?

Agora, a água do poço posso pagá, mas tô preocupado com a água do Rio. Todo ele aqui deve ser como na tua cidade Luis, protegido, tem mato dos dois lado, as vaca não chegam nele, não tem erosão, a pocilga acabô …. Só que algo tá errado, pois ele fede e a água é preta e já subi o Rio até a divisa da Capital, e ele vem todo sujo e fedendo aí da tua terra.

Mas vocês não fazem isto né Luis. Pois aqui a multa é grande, e dá prisão. Cortá árvore então, vige!! Tinha uma árvore grande que murcho e ia morre, então pedi pra eu tiráa, aproveitá a madeira pois até podia cair em cima da casa. Como ninguém respondeu aí do escritório que fui, pedi na Capital (não tem aqui não), depois de uns 8 mês, quando a árvore morreu e tava apodrecendo, resolvi tirar, e veja Luis, no outro dia já tinha um fiscal aqui e levei uma multa. Acho que desta vez me prende.

Tô preocupado Luis, pois no rádio deu que a nova Lei vai dá multa de R$ 500,00 a R$ 20.000,00 por hectare e por dia da propriedade que tenha algo errado por aqui. Calculei por R$ 500,00 e vi que perco o sítio em uma semana. Então é melhor vendê, e ir morá onde todo mundo cuida da ecologia, pois não tem multa aí. Tem luz, carro, comida, rio limpo. Olha, não quero fazê nada errado, só falei das coisa por ter certeza que a Lei é pra todos nóis.

E vou morar com vc, Luis. Mais fique tranqüilo, vou usá o dinheiro primeiro pra compra aquela coisa branca, a geladeira, que aqui no sítio eu encho com tudo que produzo na roça, no pomar, com as vaquinha, e aí na cidade, diz que é fácil, é só abri e a comida tá lá, prontinha, fresquinha, sem precisá de nóis, os criminoso aqui da roça.

Até Luis.

Ah, desculpe Luis, não pude mandar a carta com papel reciclado pois não existe por aqui, mas não conte até eu vendê o sitio.

* É engenheiro florestal, especialista em direito socioambiental e empresário, diretor de Parques Nacionais e Reservas do IBDF/IBAMA 88/89, deputado desde 1989, detentor do 1º Prêmio Nacional de Ecologia.

É de fazer pensar hein…

Abraços a todos

DC

Você pode fazer muito mais que imagina

março 31, 2010

“Não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez.”
Jean Cocteau

Notícia: Cientista amador tira fotos do espaço com câmera amarrada a balão

Com US$ 700,00 no bolso, cientista amador britânico Robert Harrison tirou fotos da curvatura da Terra. Feito até então por agências aeroespaciais, uma pessoa conseguiu tirar uma foto dessas!!!

O que você pode fazer pelo mundo? Imagine.