A inércia

Não pude manter atualizado o Blog nesse feriadão. Mas não deixarei os leitores do Blog sem as colunas do Luciano Pires e do Blog Inspiração Coletiva. Hoje será um post duplo.

Primeiramente o artigo do Luciano Pires. Com uma pergunta no final que é um soco.

Há exatos dez anos, depois de retornar de uma viagem transformadora ao Everest e observar nosso cenário político, social e cultural, concluí que o Brasil estava emburrecendo. E decidi resistir. Minha causa passou a ser o que chamei de “despocotização” do Brasil. Escrevi centenas de artigos, lancei livros, sites e palestras. Passei a comentar no rádio. E aos 52 anos deixei um sólido emprego para mergulhar na aventura de ser um empreendedor cultural brasileiro.

Não é fácil, viu? Todo dia é uma luta, mas acordo de manhã com uma coisa preciosa que havia perdido: tesão. O tesão de saber que estou lutando por algo que vale a pena, muito maior que simplesmente ganhar algum dinheiro. A causa que defendo, meu propósito, me anima, me motiva, me deixa disposto a seguir em frente. Deixa-me louco por brigar. Tira-me da inércia.

Issac Newton escreveu que “um objeto que está em repouso ficará em repouso até que uma força desequilibradora atue sobre ele.” É a Lei da Inércia, que se aplica a nossas vidas: quando encontramos uma zona de conforto, é lá que, inertes, permanecemos. O curioso é que a maioria das pessoas nem percebe que está inerte. Olha só: a coisa que você mais faz em seu dia a dia é repetir o que você fez no dia anterior. Você acorda igual, toma café igual, se veste igual, vai pro trabalho ou para a escola pelo mesmo caminho, almoça nos mesmos lugares. A maior parte de sua vida é consumida com repetições, até que uma força desequilibradora tira você desse ciclo. Uma demissão. Uma promoção. Uma desilusão amorosa. Uma tragédia.

Enquanto a força não surge, ficamos ali repetindo, repetindo, repetindo…

Para quebrar esse ciclo por iniciativa própria só tem um jeito: encontrar uma causa, um propósito. E agir com disciplina.

Comece por avaliar cada atividade importante que você pratica no dia a dia. Quanta satisfação (e sensação de que você está defendendo uma causa) essa atividade proporciona? Por exemplo, indo pro trabalho. Você toma um ônibus e fica dentro dele durante uma hora e meia. Quanto de satisfação e de sensação de que isso ajuda a defender uma causa você tem? Nenhuma? Pô, ficar 90 minutos dentro do ônibus é um tempo perdido, não é?

Pois é. Mas a simples constatação da contribuição nula que esse processo fundamental– o transporte de casa para o trabalho e vice-versa – traz para sua causa, já vai lhe colocar na posição incômoda de ter que fazer algo a respeito. Ajudará você a começar a superar a inércia.

– Se vou ficar 90 minutos dentro de um ônibus, vou ler um livro. Ou então comprarei um tocador de mp3 pra ir ouvindo uma aula de inglês! Ou, melhor ainda, pra ouvir o podcast Café Brasil do Luciano Pires! Em noventa minutos eu ouço três programas e faço com que aquele tempo até hoje perdido sirva para alguma coisa…

Sacou? Se você não avaliar cada processo que consome seu tempo de vida, em relação à causa que você defende, acabará se acostumando com eles. E permanecerá inerte, fazendo aquilo que é a nossa natureza: repetir hoje o que fizemos ontem. Até morrer.

Uma causa. Um propósito. Qual é o seu?

Luciano Pires

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