Simplesmente ir ver

Recentemente pude apreciar o documentário do Amyr Klink, nosso bravo aventureiro náutico. O documentário é incrível. Fala sobre como foi a viagem de circunavegação da terra pela antártida. Coisa de louco.

O dia de hoje é reservado para poemas e prosas. Deixarei vocês com um trecho do livro de mesmo nome do documentário que ainda ecoa em minha cabeça. Espero que aconteça com vocês também.

Hoje entendo bem o meu pai. Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou tv. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é, que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver.

Um soco no estômago, não acham?

Sds,

DC

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