Archive for janeiro \31\UTC 2011

Presente

janeiro 31, 2011

Presente: a parte da eternidade que assinala a divisão entre o domínio da frustração e o reino da esperança.

Ambrose Bierce, crítico satírico, escritor e jornalista estadunidense, particularmente conhecido pela sua obra O Dicionário do Diabo.

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O Pensamento Complexo

janeiro 30, 2011

Há tempos que quero preencher o dia de domingo de uma forma melhor. Nesses dias resolvi dedicar esse dia à um tema que ainda estou aprendendo, porém considero ultra-transformador. O pensamento complexo.

Começo hoje com um artigo bem curto e fácil de ser lido, apenas para inciar o assunto.

O PENSAMENTO COMPLEXO

Compreender e visualizar o mundo numa perspectiva maior, macro, como um todo, de forma integral, de forma global, de modo ecológico, holístico, indissociável, multidisciplinar e sistêmico são as principais características do pensamento complexo, também conhecido comocomplexidade.

Segundo Crema (1988) a complexidade pode ser definido e entendido como umaescola filosófica que vê o mundo como um todo, integral, indissociável e propõe uma abordagem multidisciplinar para a construção do conhecimento. Diferentemente do reducionismo. Contrapõe-se à causalidade por abordar os fenômenos como totalidade orgânica. A proposta da complexidade é a abordagem transdisciplinar dos fenômenos, a multidiciplinaridade dos objetos, e a mudança de paradigma, abandonando o reducionismo que tem pautado a investigação científica em todos os campos, e dando lugar à criatividade, a produção do conhecimento, a reflexão, ao lúdico, entre outros fatores que levem o ser humano a atingir a sua emancipação cultura.

Segundo Capra (1996) o pensamento fragmentado não é capaz de tratar e resolver a interconexão dos problemas globais, tanto nos níveis maiores da sociedade como no nível do indivíduo, da particularidade. É necessário então uma nova forma de pensar e visualizar o mundo, que elimine a chamada “crise de percepção” que é a raiz mais profunda dos sintomas das crises que nos cercam. A superação desta crise só será possível se houver uma ruptura na educação, rompendo com a idéia de reprodução do conhecimento e aderindo a proposta de produção do conhecimento de modo coletivo.

A interdisciplinaridade é uma das características do pensamento, pois ele necessita pensar, dialogar, refletir e se comunicar com as mais diversas áreas do conhecimento. Mas infelizmente as ciências são por demais cartesianas, especificas, fragmentadas, não tendo abertura ao dialogo com as outras ciências, filosofia, teologia e outras. Causando ai um grande vazio no aspecto ético.

Edgar Morin ( 1996, p.149) afirma que a complexidade é elaborada e desenvolvida em conjunto de forma heterogênica, isto é de forma plural, onde o conhecimento seja construído e partilhado em conjunto de forma integral com as demais ciências.

À primeira vista, a complexidade é um tecido (complexo: o que é tecido em conjunto) de constituintes heterogêneos inseparavelmente associados: coloca o paradoxo do uno e do múltiplo. Na segunda abordagem, a complexidade é efetivamente o tecido de acontecimentos, ações, interações, retroações, determinações, acasos, que constituem o nosso mundo fenomenal. Mas então a complexidade apresenta-se com os traços inquietantes da confusão, do inextricável, da desordem, da ambigüidade, da incerteza… Daí a necessidade, para o conhecimento, de pôr ordem nos fenômenos ao rejeitar a desordem, de afastar o incerto, isto é, de selecionar os elementos de ordem e de certeza, de retirar a ambigüidade, de clarificar, de distinguir, de hierarquizar… Mas tais operações, necessárias à inteligibilidade, correm o risco de a tornar cega se eliminarem os outros caracteres do complexo; e efetivamente, como o indiquei, elas tornam-nos cegos.

Fonte: http://www.webartigos.com/articles/5775/1/O-Pensamento-Complexo/pagina1.html#ixzz1CSNbVllr

O Pensamento Complexo publicado 2/05/2008 por Robson Stigar em http://www.webartigos.com
Saudações,

DC

Possuir ou ser possuído

janeiro 29, 2011

Hoje, mais uma vez o artigo do incomparável Luciano Pires, retirado do Portal Café Brasil.

Possuir ou ser possuído.

O LHAKPA É O QUE ESTÁ COM A CAMISA DO BRASIL NR. 9... OU MELHOR, É O MAIS FELIZ DE TODOS.

Em minha palestra O Meu Everest conto como foi a aventura de seguir a trilha a caminho do Campo Base da maior montanha do mundo, uma desafiadora caminhada de 100 km e altitudes de até 5.500 metros. A estrutura que nos acompanhava era completa, com carregadores, guias e Iaques, os primos dos bois que servem como animais de carga na região.

Os seis guias regionais eram da etnia sherpa, que habita as regiões montanhosas do Nepal. Os Sherpas são originários do Tibete e na língua deles, shyar significa “leste” e Pa significa “povo”. Povo do leste. O “meu” guia era o Lhakpa, que cuidava para que o brasileiro maluco não se matasse na montanha. Lhakpa quer dizer “quarta-feira” no idioma deles…

Bem, aquele povo é sofrido, vive numa dureza atroz e muitos se dedicam a guiar os turistas nas duas temporadas de escalada (abril-maio e outubro-novembro), obtendo renda para garantir a subsistência durante o ano.

Para aliviar a caminhada, levei comigo um CD Player, trambolho que usávamos pra ouvir música antes de aparecer o Mp3. E na mochila, CDs de Raul Seixas, Caetano, uns sambas e outras coisinhas. Aquele precioso aparelho teve um papel importantíssimo na caminhada, pois me injetou ânimo, ritmo e entusiasmo quando eu mais precisava deles.

De quando em quando os sherpas pediam para ouvir um pouco e se divertiam com sons que para eles eram estranhos. Era evidente o fascínio que eles tinham pelo CD player.

Quando terminamos a viagem, eu estava no quarto da pousada na cidade de Lukla e o Lhakpa chegou carregando parte de minhas coisas. Começava ali um ritual de despedida. Mostrando a coleção de CDs, pedi que escolhesse um de presente. Ele ficou atônito, abriu um imenso sorriso e pegou a trilha sonora do filme The Commitments, agradecendo efusivamente.

Então peguei o CD player e entreguei a ele.

-Take it. It´s yours.

A expressão que ele fez foi de uma felicidade incontida, como se tivesse recebido um automóvel de presente! Um CD Player! Para um sherpa na região do Vale do Khumbu no Nepal. Em 2001! Aquilo era o máximo!

Enquanto eu o observava flutuando escada abaixo, crescia em mim uma sensação de paz e felicidade. Eu estava mais feliz do que ele e isso me deixou surpreso!

Esta semana, lendo sobre a cultura de algumas tribos indígenas dos Estados Unidos tive uma perspectiva diferente sobre a felicidade que senti naquele dia no Nepal.

Os velhos índios dizem que quando você dá para alguém algo que é importante para você, sua vida é renovada. Esse gesto significa que você possui as coisas, não são as coisas que possuem você.

Quem não consegue se desfazer de suas posses, será destruído por elas.

Descobri que o que me deu paz e felicidade não foi presentear o Lhakpa com meu precioso CD Player.

Foi a sensação de liberdade.

Luciano Pires

Rumo ao Oscar

janeiro 28, 2011

Documentário de Vik Muniz é indicado ao Oscar. Do lixo ao Oscar. Impensável né?

Lago Mudo

janeiro 27, 2011

Volto hoje com uma poesia de Pessoa. Dúvidas e mais dúvidas. Apenas o que resta.

Lago Mudo

Contemplo o lago mudo
Que uma brisa estremece.
Não sei se penso em tudo
Ou se tudo me esquece.
O lago nada me diz,
Não sinto a brisa mexê-lo
Não sei se sou feliz
Nem se desejo sê-lo.
Trêmulos vincos risonhos
Na água adormecida.
Por que fiz eu dos sonhos
A minha única vida?

Fernando Pessoa

Sobre o wikileaks

janeiro 25, 2011

Sem dúvida, o maior burburinho dos últimos tempos é a ação do wikileaks.

Sua ação me deixa com uma pulga atrás da orelha: Será que toda a informação deve ser entregue ao público? Você já parou para pensar nas consequências das informações, até mesmo aquelas que você diz? Você já não se arrependeu de dizer algo?

Pois bem, encontrei no site do TED uma palestra com o próprio Julian Assange falando do wikileaks. Vale a pena ver.

Julian Assange: Por que o mundo precisa do WikiLeaks

Um grande abraço,

DC

 

Sobre o aprendizado

janeiro 24, 2011

Deixo vocês com uma frase de Epicteto.

É impossível um homem aprender aquilo que ele acha que sabe.

Ás vezes é preciso desaprender para aprender.

Sds,

DC

Para mudar o mundo

janeiro 21, 2011

Hoje, uma singela homenagem a um grupo que faz a diferença. Hoje comemora-se 18 anos de lutas. Afroreggae, meus parabéns.

Mudanças e vontades

janeiro 20, 2011

Deixo com vocês um poema de Luiz Vaz de Camões, sobre as mudanças e vontades.

Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança:
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança:
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem (se algum houve) as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto,
Que não se muda já como soía.

Luís Vaz de Camões, in “Sonetos”

Um grande abraço,

DC

Você acredita no que vê?

janeiro 19, 2011

Começará no CCBB do Rio a exposição ” O mundo mágico de Escher”.

 Maurits Cornelis Escher (1898-1972), artista holandês, brinca com a ilusão. Fantástico!

Fica a dica e a provocação. Você confia no que vê?

Sds,

DC