A idéia do feminismo

Sem dúvida, após a eleição de Dilma como a primeira Presidente, marcou-se de maneira singular o movimento feminista no Brasil. Nesse contexto, transcrevo o texto sobre a idéia de feminismo, retirada do livro “Idéias que mudaram o mundo”.

” A doutrina segundo a qual as mulheres constituem uma classe social, oprimida e merecedora da emancipação, foi um subproduto da preocupação com os ‘direitos do homem e do cidadão’ surgida no século XVIII.

A tradição reconhecível no feminismo de hoje teve origem em duas obras publicadas em 1792: a Declaration des droites de la femme e de la citoyenne, de Olympe de Gouges, e a Vindication of the rights os women, de Mary wollstonecraft. As duas tinham de trabalhar para ganhar a vida; tiveram uma vida sexual fora dos padrões da época e morreram de forma trágica. De Gouges foi guilhotinada em 1793 e Wollstonecraft morreu ao dar à luz em 1797. Ambas rejeitaram as tradições que defendiam anteriormente as mulheres, idealizando-as em função de suas virtudes; as autoras admitiram seus defeitos, atribuindo-os à opressão masculina.

Essa visão não teve influencia incialmente. Mas ao longo dos séculos XIX e XX, os homens encontraram uma utilidade para o feminismo, usando-o para justificar a reinclusão das mulheres no mercado de trabalho e assim explorando mais sua produtividade. Quando o feminismo entrou na moda na década de 1960, as duas guerras mundiais já haviam demonstrado a necessidade e a eficiência das contribuições feministas nas atividades que antes eram reservadas aos homens. A escritora francesa Simone de Beavour lançou esse novo feminismo em 1946, quando disse: ‘ Comecei a refletir sobre mim e constatei com certa surpresa que a primeira coisa que tinha a dizer era: Sou uma mulher.’

As feministas afirmaram ser capazes de obrigar os homens a mudar as regras e tiveram sucesso pelo menos parcial, convencendo as mulheres a tentar aproveitar ao máximo as oportunidades sociais que teriam ocorrido de qualquer forma. Críticos lamentaram os efeitos não intencionais: concorrendo com os homens, as mulheres abriram mão de algumas vantagens tradicionais como a deferência masculina e um poder informal; juntando-se à força de trabalho, as mulheres acrescentaram outro nível de exploração a seu papel de dona-de-casa e mães, com o estresse e o excesso de trabalho decorrentes. As mulheres que quiseram continuar a dedica-se aos maridos e filhos, flagraram-se em dupla desvantagem: exploradas pelos homens e ridicularizadas por suas irmãs feministas. A sociedade ainda está para encontrar o equilibrio e permitir que todas as mulheres escolham seu tipo de vida.

Acho que com essa eleição, mais um passo foi dado para mostrar a equidade de gênero.

As mulheres podem subir ao cadafalso; elas também devem ser capazes de ascender ao júri.  Olympe de Gouges (1792)

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