Archive for novembro \30\UTC 2010

A moderna escravidão

novembro 30, 2010

Nessa apresentação, Kevin Bales explica o negócio da escravidão moderna, uma economia multibilionária que sustenta algumas das piores indústrias sobre a terra. Ele compartilha estatísticas e histórias pessoais de sua pesquisa de campo — e desvenda o preço de libertar cada escravo sobre a terra agora mesmo.

Kevin Bales: Como combater a escravidão moderna

Uma porrada.

DC

O que nos destrói

novembro 29, 2010

Uma frase de Lucrécio (século I A.C.). Se não fosse o autor, diria que era de um pensador contemporâneo.

[No início dos tempos] era a fome que trazia a morte; agora, ao contrário, é a abundância que nos destrói. Naquel época, os homens muitas vezes ingeriam veneno por ignorância; hoje em dia, mais bem instruídos, eles se envenenam uns aos outros.

Parece que foi escrita ontem.

Abraços,

DC

Santa Ceia

novembro 24, 2010

Encontrei essa foto no Blog “Uma pitada a mais”. Achei fantástico. Reproduzo o texto do blog:

“O fato reforça o poder da arte quando provocativa. É como se o artista, ao tocar em tabus ou lidar com a censura, tivesse seu potencial criativo aumentado. São tipos de obras que podem ficar para a história tanto por sua beleza, quanto pela polêmica que causaram. Quem não lembra do carro Holocausto, do criativo Paulo Barros (um peixe fora d’água em meio aos outros carnavalescos), que foi censurado no Carnaval de 2008? Além, é claro, do óbvio exemplo das canções brasileiras surgidas na época da ditadura.Sim, existem aquelas que só provocam, mas mesmo essas já me conquistam, já arrancam de mim aquele sorriso de boca fechada.”

Adoro provocações inteligentes.

Saudações

DC

Sobre o universo

novembro 23, 2010

Encontrei no TED uma palestra com o lendário Stephen Hawking, sobre os grandes temas acerca do Universo. Uma grande oportunidade de ouvi-lo. Não percam.

Stephen Hawking faz grandes perguntas sobre o universo

Grande abraço,

DC

Sobre a felicidade

novembro 22, 2010

Há um provérbio árabe que nos provoca a pensar sobre nosso hábito de criar condições para sermos felizes:

Nós rezamos pela subida do Nilo. O Nilo subiu, e fomos devastados pela inundação.

Será que tudo que queremos necessariamente nos faria mais feliz? Uma boa provocação nessa época de intenso consumismo.

Para pensar.

Abraços,

DC

A escola assassina

novembro 16, 2010

Uma idéia que já me passou pela cabeça a muito tempo é sobre o atual papel das escolas. A massificação dos conteúdos, o adestramento para a faculdade, são atributos que reconhecemos de longe.

Nessa paleatra do TED, Sir Ken Robinson defende de maneira divertida e profunda a criação de um sistema educacional que estimula (em vez de enfraquecer) a criatividade.

Vale a pena ver.

Ken Robinson diz que as escolas acabam com a criatividade

O que podemos fazer para mudar o paradigma atual do ensino brasileiro?

Saudações,
DC

Sobre a simplicidade

novembro 15, 2010

Quem quer que tenha algo verdadeiro a dizer se expressa de modo simples. A simplicidade é o selo da verdade. Schopenhauer (1851)

Uma forma simples de falar sobre a verdade.

Fonte: O livro das citações.

O tempo por Carlos Drummond

novembro 11, 2010

Duração

O tempo era bom? Não era
O tempo é, para sempre.
A hera da antiga era
roreja incansavelmente.

Aconteceu há mil anos?
Continua acontecendo.
Nos mais desbotados panos,
estou me lendo e relendo.

Tudo morto, na distância
que vai de alguém a si mesmo?
Vive tudo, mas sem ânsia
de estar amando e estar preso.

Pois tudo enfim se liberta
de ferros forjados no ar.
A alma sorri, já bem perto,
da raiz mesma do ser.

Carlos Drummond de Andrade, in ‘As Impurezas do Branco’

A idéia do feminismo

novembro 9, 2010

Sem dúvida, após a eleição de Dilma como a primeira Presidente, marcou-se de maneira singular o movimento feminista no Brasil. Nesse contexto, transcrevo o texto sobre a idéia de feminismo, retirada do livro “Idéias que mudaram o mundo”.

” A doutrina segundo a qual as mulheres constituem uma classe social, oprimida e merecedora da emancipação, foi um subproduto da preocupação com os ‘direitos do homem e do cidadão’ surgida no século XVIII.

A tradição reconhecível no feminismo de hoje teve origem em duas obras publicadas em 1792: a Declaration des droites de la femme e de la citoyenne, de Olympe de Gouges, e a Vindication of the rights os women, de Mary wollstonecraft. As duas tinham de trabalhar para ganhar a vida; tiveram uma vida sexual fora dos padrões da época e morreram de forma trágica. De Gouges foi guilhotinada em 1793 e Wollstonecraft morreu ao dar à luz em 1797. Ambas rejeitaram as tradições que defendiam anteriormente as mulheres, idealizando-as em função de suas virtudes; as autoras admitiram seus defeitos, atribuindo-os à opressão masculina.

Essa visão não teve influencia incialmente. Mas ao longo dos séculos XIX e XX, os homens encontraram uma utilidade para o feminismo, usando-o para justificar a reinclusão das mulheres no mercado de trabalho e assim explorando mais sua produtividade. Quando o feminismo entrou na moda na década de 1960, as duas guerras mundiais já haviam demonstrado a necessidade e a eficiência das contribuições feministas nas atividades que antes eram reservadas aos homens. A escritora francesa Simone de Beavour lançou esse novo feminismo em 1946, quando disse: ‘ Comecei a refletir sobre mim e constatei com certa surpresa que a primeira coisa que tinha a dizer era: Sou uma mulher.’

As feministas afirmaram ser capazes de obrigar os homens a mudar as regras e tiveram sucesso pelo menos parcial, convencendo as mulheres a tentar aproveitar ao máximo as oportunidades sociais que teriam ocorrido de qualquer forma. Críticos lamentaram os efeitos não intencionais: concorrendo com os homens, as mulheres abriram mão de algumas vantagens tradicionais como a deferência masculina e um poder informal; juntando-se à força de trabalho, as mulheres acrescentaram outro nível de exploração a seu papel de dona-de-casa e mães, com o estresse e o excesso de trabalho decorrentes. As mulheres que quiseram continuar a dedica-se aos maridos e filhos, flagraram-se em dupla desvantagem: exploradas pelos homens e ridicularizadas por suas irmãs feministas. A sociedade ainda está para encontrar o equilibrio e permitir que todas as mulheres escolham seu tipo de vida.

Acho que com essa eleição, mais um passo foi dado para mostrar a equidade de gênero.

As mulheres podem subir ao cadafalso; elas também devem ser capazes de ascender ao júri.  Olympe de Gouges (1792)

As idéias governam o mundo

novembro 8, 2010

Nesta segunda feira, ficamos com uma citação de R.W. Livingstone (1916). Fonte: O livro das citações.

Um grande perigo do mundo moderno é nossa suscetibilidade às idéias gerais que pairam à nossa volta, densas como bacilos, no ar, as quais passam tantas vezes por nossos lábios e são tão influentes em nossas vidas que nós as usamos irrefletidamente, sem ter analisado o que realmente queremos dizer com elas.

Essa é uma das citações que resume o intuito desse Blog. Quantas idéias nós repetimos sem questionar?

Pense nas verdades e idéias que você transmite. Idéias equivocadas só sobrevivem porque há alguém que as transmite.

Um grande abraço,

DC