Qual é a sua obra?

No livro “O livro dos saberes”, de Constantin Von Barloewen, li uma entreista com o poeta Ali Ahmed Saïd Esber, provavelmente um dos maiores poetas mulçumanos. Da entrevista, destaquei um trecho que me provoca a pensar sobre quem sou eu, sobre minha identidade.

Pensamos que a identidade é uma coisa fabricada com antecedência, preexistente, e que o ser humano é só uma realização dessa identidade pré-fabricada. É como uma fonte na qual os descendentes devem sempre encontrar sua identidade, em sua embocadura, lá onde ela brota… E eu tenho uma outra concepção da identidade. A identidade nunca é pré-fabricada, é uma abertura eterna e não vem do passado, mas sim do futuro! O homem cria sua identidade criando sua obra, portanto a identidade é infinita, não termina; mesmo com a morte, não pode ser concluída, é isso.

E aí em a pergunta: qual é a minha obra? Pensei sobre o que eu quero fazer, o que eu quero construir e a resposta que me veio a cabeça: Só saberei qual é a minha obra, quando perder o tempo, quando não puder fazer mais nada, quando morrer.

Posso ter direções, mas não saberei o lugar exato onde chegar, pois a cada segundo, um novo rumo posso tomar. A vida é uma escolha de infinidades de alternativas. É o livre-arbítrio.

Tenho que pensar sobre uma premissa que tenho sobre as perguntas: Toda pergunta possui resposta?

Fica a reflexão.

Abraços,

DC

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