O que deveria e o que é de fato

Encontrei um texto de Marcus Eduardo de Oliveira, Economista e professor do UNIFIEO, da FAC-FITO e da Faculdade de Vinhedo, que trata sobre a economia, desenvolvimento social e felicidade. Ele pergunta ” se a economia, por ser uma ciência social – uma ciência que na visão de muitos lida o tempo todo com o “estudo do dinheiro” – têm algo a ver com esse papo de se obter ou não felicidade, de ser ou de apenas estar feliz? ”

A resposta foi essa:

Felicidade envolve, na essência, pensar antes nas pessoas. Em se tratando de pessoas, isso envolve, por conseqüência, visualizar a condição humana e, a condição humana, por sua vez, envolve e contempla determinados aspectos que são inerentes à ciência econômica. Simples, não! Economia então, por esse prisma, tem tudo – e mais um pouco – a ver com a vida das pessoas, até mesmo porque essa ciência é social e, por ser social, necessita ser humana à medida que é feita pelos homens e para os homens, com uma única tentativa: efetivar a dignidade das pessoas.

Segundo o ponto de vista do autor, os problemas sociais, que podem ser associados às imperfeições do sistema econômico, têm soluções nos caminhos onde a economia transita. Para tanto, a economia precisa atentar-se para o bem-estar humano.

Seguindo com a sua argumentação, ele termina o texto com o seguinte parágrafo:

Com o instrumental analítico de que dispõe a Economia, é possível criar-se suficientes e adequadas condições de esforçarmo-nos para viver de modo a promover o progresso da raça humana. Com isso, espera-se que as forças econômicas cooperem para com as necessidades sociais. Alcançando isso, certamente todos ganharemos!

Ao terminar de ler o texto, algumas idéias e perguntas passaram por esses meus neurônios inquietos. O texto foi um grande estímulo para falar sobre uma visão ampliada e diferente que temos que ter.

Para um economista, dizer que a Economia é a salvadora da pátria, é default. Ele fala sobre colaboração, desenvolvimento social e tudo mais. Acredito nisso também. Porém a visão da economia ainda está baseada em algumas premissas que devem ser revistas:

  1. O conceito do homo-economus: a redução do homem a apenas duas funções: consumir e produzir. Você só faz isso?
  2. Ainda não há clara a inserção da natureza como necessária ao bem estar social. Enquanto ela for vista como apenas um almoxarifado de recursos, não iremos progredir;
  3. A idéia de que crescer sempre é bom! Por que temos que sempre crescer? Há apenas 1 planeta!!!
  4. A função da empresa é gerar lucro. As empresas sociais estão aí para mostrar o contrário.

Essas são algumas idéias dogmas da economia. Se mudarmos elas, o resultado será a Economia? Acho que será outra coisa.

A questão que fica é essa: Quem quer reescrever as teorias econômicas, não sabem como fazer, e as pessoas que podem, não querem. E ai?

Provoco os leitores.

Saudações,

DC

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Uma resposta to “O que deveria e o que é de fato”

  1. Guilherme Henrique Costanani Says:

    Curiosamente, eu também li esse texto do prof. Marcus Eduardo de Oliveira. No entanto, concordo com ele quando faz uma abordagem em torno da necessidade de se mudar a visão estreita e atual da economia voltada, apenas, para a acumulaçãode capital – típico do projeto capitalista. Me parece que o profesor Marcus Eduardo pontua que a economia, por ser social, deveria se preocupar mais com os aspectos sociais, e aí isso envolve o que ele bem trata em seu artigo: promover a felicidade, melhorar o bem-estar das pessoas….Alguém discorda de que a economia também deveria ter essa preocupação?????

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