Das ruas para as ruas

Infelizmente não conseguirei escrever o post de domingo, mas deixarei vocês com uma outra heroína, que nos deu um grande exemplo de superação.

Esse Blog é completamente fanático por pessoas que conseguem subverter a ordem vigente, pensar diferente e achar soluções, mostrando que a forma como que a vida nos apresenta pode ser diferente. São pessoas que, mesmo com todos contra, conseguem libertar-se das amarras da pobreza, do vício e conseguir se desenvolver. Já falamos do caso de Maria Luíza Ferreira do Nascimento, que mesmo vivendo uma vida com muitas limitações, colocou TODOS seus filhos na universidade.

Hoje, vamos falar da história de Ana Luíza. Encontrei a história dela na revista Almanaque Brasil e no jornal Estado de São Paulo. O texto abaixo é da revista Almanaque Brasil.

Recém-nascida, Ana Luiza foi deixada numa caixa de sapatos na porta da Febem (Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor), atual Fundação Casa. Aos 17 anos, pôde sair da instituição e arranjou trabalho numa casa de família. Cansada de trabalhar em troca apenas de cama e comida, ganhou as ruas de São Paulo. Elas foram seu lar por quase 20 anos, vividos entre crimes e drogas. O sobrenome, dos Anjos, deu lugar a apelidos menos serenos: Tia Punk, Bicha, Animal.
Ana estava à frente de um grupo de crianças quando, sentada na calçada, seus olhos pararam na televisão de uma vitrine. Passava Carruagens de Fogo e ela ficou vidrada na história dos dois atletas britânicos que disputavam as Olimpíadas. Ao final do filme, estava decidida: seria uma corredora.
A partir de furtos, conseguiu um par de tênis e o dinheiro da inscrição para a primeira corrida. Foi a última a chegar no fim do percurso e não conseguiu andar durante os cinco dias seguintes. Além de fora de peso e de forma, soube depois que tinha anemia e vermes.
Ao conhecer a história, o então secretário municipal dos Esportes, Fausto Camunho, decidiu apadrinhá-la e bancar tratamento médico. Com 36 anos, Ana passou a morar no Centro Olímpico da Prefeitura e a treinar seriamente. Já ganhou duas meia-maratonas e tem no currículo sete São Silvestres, corridas nos Estados Unidos, Argentina e Chile, além de palestras e aulas para jovens. “Hoje, é a melhor atleta brasileira em sua categoria”, diz o técnico Wanderlei de Oliveira. Ele garante que, mesmo entre as atletas novas, Ana, que hoje tem 47 anos, se destaca. Seu forte é a resistência.

Reportagem do ESTADÃO.

Não é a toa que sinto-me orgulhoso de transmitir exemplos como esse. Quando acabo de ler uma matéria dessas, meus olhos ficam brilhando de tanta emoção.

Pense como você pode se superar. É melhor do que pensar nos móveis novos do seu vizinho.

Abraços,

DC

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