A batatinha você quer né?

Observamos em 2009 a pior crise financeira global desde 1929. Encontrei no site do UOL uma retrospectiva dos principais momentos da crise (to parecendo aqueles programas de futebol que ficam analisando os lances táticos e melhores momentos.) Uso isso só para lembrar da soma das ajudas dos países foi exorbitante. Nunca na história desse planeta…

Veja abaixo os principais episódios da crise financeira:

Junho/2007: O banco norte-americano Bear Stearns anuncia redução de 30% no lucro do segundo trimestre por causa dos créditos imobiliários

Julho/2007: A Countrywide Financial, maior empresa do ramo de crédito hipotecário dos Estados Unidos, divulga queda no lucro e reduz projeções para os meses seguintes

Agosto/2007: O banco BNP Paribas anuncia o congelamento dos resgates em três fundos de investimento lastreados em hipotecas de alto risco

Setembro/2007: Ações do Northern Rock, quinto maior provedor de hipotecas do Reino Unido, desabam mais de 30% na Bolsa. Clientes sacam US$ 4 bilhões

Outubro/2007: O lucro líquido do Citigroup cai 57% no terceiro trimestre de 2007, em relação a igual período de 2006, por conta dos ativos lastreados em hipotecas

Fevereiro/2008: O banco Credit Suisse tem queda de 72% em seu lucro líquido do quatro trimestre de 2007

Em crise, o banco britânico Northern Rock é nacionalizado

Março/2008: A maior seguradora do mundo, a AIG, anuncia perdas de US$ 5,3 bilhões no quarto trimestre de 2008

O JP Morgan compra o Bear Stearns por US$ 236,2 milhões, ou US$ 2 por ação. Um ano antes, o papel era negociado a US$ 70

Abril/2008: O banco Wachovia, quarto maior dos Estados Unidos, registra prejuízo de US$ 393 milhões no primeiro trimestre e corta 41% do dividendo distribuído aos acionistas

Maio/2008: A agência de crédito hipotecário Fannie Mae, anuncia prejuízo de US$ 2,19 bilhões no primeiro trimestre e também reduz dividendos

Julho/2008: O banco norte-americano IndyMac anuncia a quebra

Setembro/2008: O Tesouro dos Estados Unidos avisa que fará o resgate das agências hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac e oferece garantias de até US$ 100 bilhões para as dívida de cada uma delas

O banco Lehman Brothers pede proteção à lei de falências e ocasiona a maior queda nas Bolsas dos Estados Unidos desde os atentados de 11 de setembro de 2001

O terceiro maior banco britânico, o Barclays, anuncia que vai adquirir o conjunto das atividades norte-americanas e a sede do gigante dos investimentos Lehman Brothers, por US$ 1,75 bilhão

O banco central dos EUA, o Federal Reserve, nacionaliza a seguradora AIG, concedendo-lhe um crédito de US$ 85 bilhões em troca de 79,9% de seu capital

O Tesouro dos EUA anuncia a criação de um plano de cerca de US$ 700 bilhões para comprar os títulos hipotecários que perderam valor e ameaçavam os bancos em crise

O lucro do Goldman Sachs desaba 70% no terceiro trimestre e passa para US$ 845 milhões, ou US$ 1,81 por ação

Os seis principais bancos centrais do mundo anunciam uma “medida coordenada” com a injeção de bilhões de dólares no mercado financeiro para enfrentar a falta de liquidez

O Merrill Lynch é vendido ao Bank of América por US$ 50 bilhões

O Fed aceita a proposta que transforma o Goldman Sachs e o Morgan Stanley em bancos comerciais

O grupo empresarial Berkshire Hathaway, dirigido pelo multimilionário americano Warren Buffett, anuncia o investimento de US$ 5 bilhões no banco Goldman Sachs, para reforçar a capitalização e a liquidez da entidade

Após a liberação do Fed para se transformar em um banco comercial, o banco Morgan Stanley congelou as negociações para uma fusão com o também americano Wachovia

O banco britânico Lloyd TSB compra o concorrente HBOS, que estava à beira da falência

O Fed volta a intervir no mercado e injeta US$ 20 bilhões no sistema financeiro do país para aumentar a liquidez

Diante da dificuldade de aprovação do pacote, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, utiliza um discurso mais rígido e afirma que a economia norte-americana pode entrar em recessão

A crise se agrava com a quebra do sexto maior banco americano, Washington Mutual (WaMu), e a venda de suas atividades bancárias ao banco JPMorgan Chase por US$ 1,9 bilhão

Congresso dos EUA fecha acordo sobre pacote econômico, que liberaria US$ 700 bilhões para socorrer o setor financeiro

Dois bancos europeus, o britânico Bradford & Bingley e parte do belga Fortis, são nacionalizados devido à crise

Sadia anuncia perdas de R$ 760 milhões com operações no mercado financeiro. Aracruz também admite perdas, mas não diz quanto

A Câmara de Representantes dos Estados Unidos surpreende e rejeita o pacote de socorro ao setor financeiro, apesar de acordo prévio anunciado

Outubro/2008: O Senado dos EUA aprova um novo pacote de resgate financeiro, que mantém os gastos de até US$ 700 bilhões. O novo projeto tem de voltar à Câmara

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprova a nova versão do pacote de resgate financeiro, dois dias depois de ter sido aprovada pelo Senado.

Aracruz anuncia perda de R$ 1,95 bilhão com operações no mercado financeiro

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, sanciona a lei que permite colocar o plano em vigor, dizendo que a ação “vital para ajudar que a economia americana supere a tempestade financeira”.

O Bank of America anuncia que está disposto a gastar até US$ 8,4 bilhões para reestruturar os empréstimos hipotecários dos clientes de sua nova filial Countrywide, adquirida em julho quando estava à beira da falência

O governo e os bancos da Alemanha fecham um acordo para a criação de um plano de 50 bilhões de euros para evitar a quebra do banco Hypo Real Estate (HRE).

O banco americano Wells Fargo anuncia que conseguiu anular, com um recurso de apelação, a decisão do juiz de Nova York que ordenava o congelamento da fusão com o Wachovia

Apesar da aprovação do pacote de socorro nos EUA, os investidores começam a desconfiar da eficácia do plano e, com temores de que possa acontecer uma recessão global, os mercados desabam e no Brasil, a Bovespa interrompe as negociações por duas vezes na segunda-feira, dia 6 de outubro, depois de recuar mais de 15%.

Para tentar conter o avanço da crise, os bancos centrais no mundo divulgam uma série de medidas. O Fed (Federal Reserve, autoridade monetária americana) diz que vai colocar mais US$ 450 bilhões à disposição do sistema financeiro e anuncia uma medida sem precedentes: comprar papéis de curto prazo emitidos por empresas

O Fed e mais cinco bancos centrais, incluindo o Europeu, anunciam um calendário de operações de refinanciamento, numa ajuda conjunta ao sistema financeiro

A União Européia decide elevar a garantia dos depósitos bancários no grupo de 20 mil euros para 50 mil euros e afirma que não permitirão que nenhum grande banco quebre na região.

O governo britânico discute com instituições financeiras a possibilidade de uma injeção de recursos públicos. Fontes dizem que três grandes bancos, Royal Bank of Scotland, Lloyds TSB e Barclays, estavam em busca de 15 bilhões de libras (US$ 26 bilhões) cada para ajudá-los a enfrentar a crise global

Em relatório, o Fundo Monetário Internacional (FMI) sugere que o pior da atual crise financeira global ainda está por vir

A porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, diz que a crise financeira já afeta mercados como o brasileiro

No Brasil, o Banco Central e o Ministério da Fazenda anunciam ações para evitar que os problemas financeiros norte-americanos reflitam no Brasil. Entre as medidas, estão o aumento do limite da dedução de compulsórios para R$ 300 milhões, a disponibilização de R$ 24 bilhões exclusivos para a compra de carteira de bancos menores e ampliação da linha de crédito para exportações em R$ 5 bilhões.

Os principais bancos centrais do mundo decidem reduzir suas taxas básicas de juros, em uma ação emergencial conjunta sem precedentes

O FMI prevê uma forte freada no crescimento da economia mundial em 2008 e 2009. Para os Estados Unidos, a projeção de crescimento baixou para 0,1%. Para a América Latina, a expectativa é de uma expansão de 4,6%.

O Reino Unido anuncia um plano interno de ajuda ao setor bancário que vai custar 50 bilhões de libras (equivalente a US$ 90 bilhões). Mas o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, defende um plano europeu de socorro ao sistema financeiro.

No Brasil, o Banco Central decide vender dólar no mercado à vista, prática que não adotava desde 2003, para tentar reduzir a cotação da moeda, que subia forte

O G-7 (grupo dos sete países mais industrializados do mundo) anuncia plano de cinco pontos contra a crise financeira, que inclui o uso de “todas as ferramentas disponíveis” para evitar a quebra de bancos grandes

O G-20, organismo que reúne países avançados e nações em desenvolvimento, se compromete a utilizar “todas as ferramentas” financeiras e econômicas para assegurar a estabilidade

Líderes dos países da zona do euro, reunidos em cúpula extraordinária, decidem permitir um refinanciamento bancário “limitado” até o final de 2009 para evitar quebras

O governo dos EUA anuncia uma série de medidas extras para ajudar os bancos em dificuldades. Entre elas, o Estado liberou US$ 250 bilhões de um pacote de US$ 700 bilhões para entrar no capital das instituições financeiras que quiserem

O Citigroup tem o quarto prejuízo trimestral consecutivo. No terceiro trimestre, o banco registrou perda de US$ 2,8 bilhões, contra um lucro de US$ 2,2 bilhões apresentado em igual período de 2007

Os deputados alemães aprovam um pacote de socorro de 480 bilhões de euros para ajudar os bancos em dificuldade

A Holanda anuncia a injeção de 10 bilhões de euros no banco holandês ING

O Banco do Japão injeta mais US$ 50,168 bilhões no sistema financeiro nacional para atender à demanda de liquidez

O governo francês concede um empréstimo de 5 bilhões de euros para sete bancos, para devolver o crédito às famílias e às empresas

O FMI concede um empréstimo de US$ 2,1 bilhões para a Islândia, cujo setor bancário ficou arruinado com a crise

Para tentar conter a queda brusca no preço do barril de petróleo, a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) reduz a produção do cartel em 1,5 milhão de barris diários

O FMI disponibiliza um empréstimo de US$ 16,5 bilhões à Ucrânia para ajudar a manter a estabilidade econômica do país

O Banco de Israel reduz sua principal taxa de juros em 0,25 ponto percentual, para 3,5% anuais, para atenuar os efeitos da crise financeira internacional

O governo dos Estados Unidos libera US$ 125 bilhões para nove grandes bancos americanos

O Banco Central dos EUA concede uma linha de crédito de US$ 30 bilhões ao Brasil, com validade até 30 de abril de 2009. O anúncio também inclui, com o mesmo montante e prazo, o BC de Cingapura, o Banco da Coréia e o Banco do México

O Banco Central dos EUA reduz a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual, para 1% ao ano. É a sexta intervenção no ano

O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA recua 0,3% no terceiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, pouco menos dos que a queda de 0,5% esperada por analistas

O Japão lança um pacote de medidas para estimular a atividade da segunda maior economia mundial, por um valor total de 26,9 trilhões de ienes (US$ 277 bilhões). Deste valor, cinco trilhões de ienes (US$ 48,5 bilhões) serão destinados aos gastos públicos

O banco regional americano Freedom Bank quebra, tornando-se a 17ª instituição bancária a ir à bancarrota nos Estados Unidos em 2008

Novembro/2008:O governo austríaco compra por dois euros, um valor simbólico, 99,78% do Banco Kommunalkredit Áustria, especializado em financiamentos e que se converteu no primeiro banco nacionalizado no país devido à crise financeira mundial

O segundo banco da Alemanha, o Commerzbank, pede ao governo uma injeção de capital de 8,2 bilhões de euros e 15 bilhões de euros a mais em garantia de suas dívidas, convertendo-se no primeiro a recorrer ao plano de resgate governamental.

O governo alemão aprova um pacote de estímulo de 23 bilhões de euros destinado a ajudar a maior economia européia e o maior exportador mundial a evitar os piores efeitos de uma forte desaceleração econômica

O FMI aprova um empréstimo de 12,3 bilhões de euros para a Hungria, visando a ajudar o país a superar as dificuldades decorrentes da crise financeira mundial

O Banco Central Europeu (BCE) reduz sua principal taxa de juros em meio ponto percentual, a 3,25% anuais para estimular a economia da zona do euro

A taxa de desemprego nos EUA sobe para 6,5%, seu nível mais alto desde março de 1994. Ao todo, 240 mil postos de trabalho foram fechados.

A democrata Nancy Pelosi pede que o governo dos Estados Unidos lance outro pacote de socorro à economia norte-americana

A China anuncia um plano de retomada econômica de 4 trilhões de yuans (US$ 586 bilhões) até o fim de 2010, para estimular a demanda interna diante da desaceleração do crescimento do PIB e da estagnação das exportações, devido à crise financeira mundial

O gigante alemão de logística Deutsche Post põe fim à sua fracassada tentativa de expansão para os Estados Unidos, ao anunciar o corte de 15.000 postos de trabalho na empresa após ter registrado um prejuízo de bilhões de dólares com a crise financeira

O BC dos EUA faz um leilão de US$ 150 bilhões para os bancos em uma operação de refinanciamento a 17 dias para injetar liquidez nos últimos dias do ano

O governo dos Estados Unidos faz uma reestruturação no socorro da AIG e disponibiliza mais de US$ 150 bilhões em empréstimo, depois que a seguradora reportou prejuízo de US$ 24,5 bilhões no terceiro trimestre

A 2ª maior empresa de venda de artigos eletrônicos dos Estados Unidos, Circuit City, recorre à lei de quebras e obtém uma linha de crédito de US$ 1,1 bilhão para combater a queda de suas vendas

A Fannie Mae, gigante do refinanciamento imobiliário americano atualmente sob proteção estatal, registra um prejuízo colossal de US$ 28,99 bilhões no terceiro trimestre

O governo dos Estados Unidos anuncia um plano para ajudar os proprietários de imóveis em dificuldades, a fim de prevenir a execução de suas hipotecas, por meio da modificação nas condições de pagamento dos empréstimos obtidos

O Citigroup promete ajudar até 500 mil pessoas a pagarem prestações da casa própria que estão atrasadas e totalizam cerca de US$ 20 bilhões. . O objetivo é estimulá-los a manter em dia o pagamento de suas hipotecas, evitando o despejo

O Banco Mundial anuncia que quase triplicará sua capacidade de empréstimos a países em desenvolvimento, destinando até US$ 100 bilhões em três anos

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, diz que o governo desistirá de seu plano de compra de papéis podres dos bancos, e exclui a possibilidade do uso do pacote de US$ 700 bi para ajudar as montadoras em crise

O banco americano Morgan Stanley inicia as atividades como banco comercial reduzindo seus efetivos em cerca de 10% em várias de suas atividades

A Alemanha, maior economia da zona do euro, registrou uma recessão técnica pela redução do Produto Interno Bruto (PIB) durante dois trimestres consecutivos

No Brasil, o Banco Central anuncia uma nova medida no depósito compulsório dos bancos, que envolve cerca de R$ 40 bilhões. A partir do próximo dia 1º de dezembro, o recolhimento compulsório adicional sobre depósitos a prazo, à vista e de poupança não será feito em dinheiro, mas em títulos públicos

O fabricante de automóveis alemão Opel, filial da americana General Motors, ameaçado de falência, pede ajuda ao governo local para continuar funcionando

O Fundo Monetário Internacional (FMI) concede um empréstimo de US$ 518 milhões à Sérvia, que sofre sérias conseqüências da crise financeira mundial

O Citigroup anuncia a demissão de 50 mil funcionários em todo o mundo, reduzindo para 300 mil seu número total de funcionários. Além de uma diminuição de gastos e de um enxugamento orçamentário, o banco indicou que mais empregos serão eliminados se necessário

O banco JPMorgan afirma que irá cortar milhares de empregos na divisão de investimentos. Analistas estimam que 3.000 postos de trabalho serão fechados, o que representa quase 10% do efetivo mundial da instituição

O presidente da montadora americana Chrysler, Robert Nardelli, afirma que sem uma ajuda “imediata” do governo dos Estados Unidos, o grupo não terá dinheiro para dar continuidade a suas tarefas normais e corre o risco de quebrar

O FMI aprova um empréstimo de US$ 2,1 bilhões para socorrer a Islândia, que passa por dificuldades financeiras. Com a decisão, o país se transforma no primeiro da Europa ocidental a obter um empréstimo do FMI desde 1976, quando a Grã-Bretanha recebeu um crédito do Fundo

A queda na demanda faz a Basf, gigante da química, colocar em prática um plano mundial de redução na produtividade com o fechamento temporário de 80 fábricas, entre outras medidas, que deve prejudicar 20 mil funcionários

O governo dos EUA decide resgatar o Citigroup, ameaçado de falir, com um pacote de US$ 326 bilhões, dos quais US$ 20 bilhões serão usados para socorro imediato. Ao longo do ano, o banco anunciou a demissão de 70 mil funcionários em todo o mundo

O governo do Reino Unido lança um plano de estímulo fiscal no valor de € 23,5 bilhões. O objetivo é reduzir o impacto da recessão, que segundo economistas, deve acometer o país neste final de ano

O governo dos EUA anuncia um novo pacote de socorro à economia no valor de US$ 800 bilhões

Deste valor, US$ 600 bilhões serão utilizados para comprar títulos relacionados a hipotecas, e os US$ 200 bilhões restantes serão destinados para uma linha de empréstimo, cuja sigla em inglês é Talf, com o objetivo de ajudar os participantes do mercado a atender as necessidades de crédito do consumidor e pequenas empresas

A Comissão Européia pede aos 27 países-membros do bloco europeu que destinem € 200 bilhões (R$ 611 bilhões), equivalentes a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) da UE, para medidas de superação da crise econômica

A siderúrgica ArcelorMittal avisa que pode demitir até 9.000 funcionários, cerca de 3% de seu pessoal, por causa da queda brusca nas vendas. Só a Europa perderia 6.000 vagas; as outras 3.000 seriam nos Estados Unidos

A seguradora americana AIG, que recebeu ajuda de US$ 152 bilhões do governo dos Estados Unidos em setembro, e o grupo financeiro Unibanco anunciam o fim de seus vínculos no Brasil, depois de 11 anos de associação

O governo italiano anuncia um pacote de € 80 bilhões para ajudar a reduzir o impacto da crise financeira sobre as empresas e as famílias

Bom, se você somar todos os prejuízos, ajudas, dá mais de 1 quacquilhão (a mesma soma de todo o dinheiro do tio Patinhas).

Bom, só para o leitor entender aonde quero chegar, coloco uma reportagem no blog de Andrea Vialli, do Estadão, sobre o custo da poluição. Segue a matéria:

Se tivessem que arcar com os reais custos da poluição, das mudanças climáticas e de outros impactos ambientais, as 3.000 maiores empresas globais perderiam nada menos que um terço de seus lucros – o equivalente a US$ 2,2 trilhões, valor superior ao PIB da maior parte dos países do mundo.

É o que mostra um estudo encomendado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e pela iniciativa Princípios para o Investimento Responsável, também da ONU. O estudo, executado pela consultoria Trucost, com sede em Londres, ainda será divulgado, mas a reportagem do jornal britânico The Guardian teve acesso ao estudo. O artigo completo pode ser lido aqui.

Foram analisados os negócios de 3.000 empresas globais, muitas delas com ações negociadas nas principais bolsas de valores do mundo.

O levantamento dá fôlego à preocupação crescente de que o mercado realmente não paga nada pelo uso, pelas perdas e esgotamento a que a atividade econômica diariamente submete o meio ambiente. E avisa: esses impactos já estão tomando proporção de crise, em forma de poluição e da perda rápida de reservas de água, estoques pesqueiro e solos férteis.

Risco para a economia

“Estamos falando de um paradigma completamente novo”, disse Richard Mattison, coordenador do estudo. “Externalidades dessa escala e natureza representam um enorme risco para a economia global e os mercados não estão conscientes desses riscos, então simplesmente não sabem como lidar com eles”, diz. Segundo ele, essas externalidades não incorporadas aos custos da produção podem afetar não apenas os lucros das companhias, mas também seus consumidores e investidores.

O maior impacto a que se refere a perda de US$ 2,2 tri é relativo às emissões de gases causadores do efeito estufa, que representam mais da metade do montante. Outros grandes custos são a poluição do ar causada pelos combustíveis (que também se reflete em custos para o sistema de saúde)e os danos causados pelo uso ostensivo e poluição dos mananciais de água.

Entre os setores que tem os custos ambientais mais elevados estão as empresas de geração de energia e os setores eletrointensivos (que consomem muita energia elétrica), como por exemplo a indústria do alumínio. Isso por causa das emissões de gases estufa que resultam da queima de combustíveis de origem fóssil, como o carvão. Também devem figurar no topo da lista setores que são grandes consumidores de água, como fabricantes de alimentos, bebidas e artigos de vestuário.

O objetivo do estudo é encorajar as empresas a reduzirem seu impacto ambiental antes mesmo que os governos lancem mão de regulação ou impostos para obrigar as companhias a fazê-lo. “Se continuar o uso irracional dos recursos naturais, isso terá um imenso impacto na economia dos países e um imenso problema para os governos consertarem”, diz Mattison.

A preocupação é com o risco de muitas empresas simplesmente fiquem sem insumos que elas precisam para operar. Um exemplo é a perda estimada de 20 mil empregos e US$ 1 bilhão no ano passado enfrentada por empresas do setor agrícola da Califórnia, por causa da escassez de água no estado americano.

Não quero dizer que a ajuda no momento da crise financeira foi desnecessária, pois milhares de empregos estavam em jogo. Só quero lembrar que quando é necessário, o dinheiro aparece. Isso mostra que a questão ambiental, da poluição não está com a devida prioridade. Isso porque quem define os investimentos moram em casas limpas e a milhares de quilometros de distância dos lixões, da poluição…

O mais engraçado é que a poluição impacta diretamente os negócios, como vemos no quadro abaixo:

A pergunta que fica no ar é essa: Até quando o meio ambiente será suprimido?

Acho que devemos criar papéis financeiros (derivativos) derivados das taxas de poluição (inversamente proporcional é lógico) ou da taxa de biodiversidade preservada…

E tudo isso por uma coisa virtual: o dinheiro.

Fica a provocação.

Saudações,

DC

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