Corrupção – parte 2

Seguindo a sequência de posts sobre a corrupção, o segundo artigo do dossiê da revista da História da Biblioteca Nacional fala sobre o peculato. E tem como autor o professor da Universidade Federal Fluminense Ronaldo Vainfas. A apropriação de direitos públicos em proveito próprio, diferentemente de hoje, era institucionalziado. Você não acredita? As capitanias hereditárias são um belo exemplo. Os donatários eram recompensados com terras e parte da receita fiscal. O início dos Royalties…Quem sabe? Será que eles mudavam as regras de distribuição de uma hora para outra?

Com um histórico desses, não é para menos ter esse nível de transgressão.

“Farinha pouca, meu pirão primeiro.”

Ditado Popular

Impressionante é o parágrafo do texto que relata sobre a existência de um livro “ A arte de furtar”. Vou transcrevê-lo:

“Uma prova de que o Tesouro era lesado em escala maior do que a prevista encontra-se no livro “A arte de furtar”, escrito em 1652. Irônico, o autor abre o livro dizendo que o furto era algo nobre, e, à moda barroca, caracteriza dezenas de fórmulas desta arte. Dos que furtam com unhas reais, agulhas, militares, disfarçadas, postiças, maliciosas e descuidadas. Dos que furtam com mão de gato. Além disso, expõe os princípios gerais da dita ciência. Exemplos: como tomando pouco se rouba mais; como os maiores ladrões são os que têm por ofício livrar-nos de outros ladrões; como se podem furtar a El Rei vinte mil cruzados e demandá-los por outros tantos.”

“Os maiores ladrões são os que têm por ofício livrar-nos de outros ladrões” não nos soa familiar? Nossa polícia corrupta.

Uma piada, para descontrair:

Ocorreu no Rio de Janeiro, ano passado, uma disputa de polícias do mundo todo. A prova final era encontrar um coelho no parque da Floresta da Tijuca. Na final, a Scotland Yard, a SWAT e a Polícia Militar do RJ.

A polícia inglesa inicia a prova. É solto o coelho na floresta e em 5 minutos, os policiais voltam com o coelho nas mãos, sem nenhum tiro dado. A seguir, a SWAT entra na mata com a explosão de granadas e volta com o coelho nas mãos, em 3 minutos. Para terminar, a Polícia Militar entra na mata, com alguns tiros de 38 e em 1 minuto volta com um porco nas mãos. O porco grita: “Sou um coelho! Sou um coelho!”. Recorde mundial.

Outra frase que nos chama a atenção fala sobre a nobreza dessa arte. Não precisa falar da nossa elite que contrata consultorias que encontram brechas na legislação para reduzir o número de impostos a pagar. É simples: o cliente fala “minimiza meus impostos” e os consultores têm que se desdobrar em mil para encontrar brechas. Criam empresas em outros estados, ou em outros países. Fazem vendas fictícias para as outras empresas vender. E assim vai….

Como dito no post anteior sobre a corrpução, o excesso de leis é fator primordial para a corrupção. “Crio dificuldades para vender facilidades”. Veja você, para um efetivo combate à corrupção, é necessária uma reforma em diversos setores: reforma tributária, reforma na polícia, na educação…

Fica a pergunta para vocês leitores: Como faço para contribuir com isso?

Para terminar, uma frase….

 A corrupção dos governantes quase sempre começa com a corrupção dos seus princípios

Barão de Montesquieu

Faça algo pelo mundo hoje: não transgrida.

Abraços,

DC

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