Na última Meia Hora, no ônibus Expresso, li um jornal feito para O Povo. Não gostei de nada.

Sei que, no meio dessa vida corrida, a pergunta a seguir é meio irreal, mas este espaço aqui é para isso. você já parou durante 10 minutos em frente de uma banca de jornal para ler as manchetes de jornais e revistas? Não estou falando de passar os olhos, leitura diagonal. Refiro-me a um olhar mais demorado, com mais atenção.

É um exercício bastante curioso. A infinidade de manchetes, assuntos e informações te deixa atônito. Dicas de emagrecimento, como ser o melhor na cama, como vender mais que um vendedor pitbull raivoso. Algumas revistas interessantes, outras nem tanto.

Este é a principal característica da sociedade do futuro. A infinidade de informações. Os meios de produção não mais definirão quem é o patrão ou o empregado. Saber a informação certa, na hora certa será o fator crítico de sucesso. Criar filtros para que as informações relevantes cheguem a você é uma das maiores competências para os novos paradigmas sociais. Por que isso não é aprendido na escola hein?

Indico um texto do luciano pires  (já citado no post Utilidade Pública) que trata exatamente disso:

http://www.lucianopires.com.br/dlog/show_dlog.asp?id=156&num=116″

Nas bancas de jornal podemos ter uma boa idéia de que assuntos são mais procurados. Obviamente cada banca se especialiaza de acordo com a clientela que a frequenta. Mas na maioria delas o trinômio sexo, violência e beleza são campeões disparados. Que tristeza.

Você já viu esses folhetins (me recuso a chamar aquilo de jornal) que estampam na capa notícias tais como “Policia Civil deita 5 na favela A” ou “Égua loira é acusada de matar marido”. Reportam apenas violência e pornografia. Admiro-me um jornalista se submeter a esse tipo de trabalho. O pior é que a mesma empresa que faz um jornal de qualidade, faz esse folhetim de péssimo gosto. A base de notícias é a mesma!

Então a pergunta que surge é essa: Por quê colocar notícias sobre o bandido que já está morto, ao invés de falar sobre uma descoberta científica ou uma exposição cultural nova?

Nesse assunto a curva Oferta X Demanda pode explicar isso. A receita de um jornal é baseada principalmente em anúncios. Pois bem, quanto maior a tiragem do jornal, mais caro fica anunciar. Então o esforço maior é atingir a maior parte dos leitores. Se a demanda dos leitores é por assuntos desse nível, vamos colocá-lo! Não importa se a qualidade da informação é baixa.

Há mais algumas considerações a fazer aqui, mas deixo para os leitores. Só uma pista: Não é interesse passar o conhecimento para a população. É melhor deixá-la ignorante.

Temos que parar de comprar os jornais com essas notícias baixas! Não vai custar nada para a editora colocar notícias do caderno cultural ao invés de notícias de boca de cadeia.

Faça algo pelo mundo hoje: Não compre jornais apelativos.

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