Os royalties são nossos! A educação, saúde…também.

Caros leitores,

Ontem, dia 17 de março, ocorreu a manifestação contra a emenda Ibsen que muda a forma de cálculo da divisão dos royalties para os estados e municípios. Quero escrever aqui não sobre a justiça (ou injustiça) de tal divisão, mas da mobilização que ocorreu.

Não me lembro de ter visto uma grande manifestação contra alguma coisa nos últimos anos. Não quero contar aqui as manifestações do orgulho gay, pois já viraram evento no calendário da cidade, ou eventos de grande público. Falo de manifestações que mostram a vontade do povo, vontade de mudar. Manifestação que tenha apoio de diferentes públicos sociais. Só para você ter uma idéia, tinha poster da manifestação no Cristo Redentor, em prédios do governo estadual, camisas e tudo mais.

Fiquei feliz, pois achava que a habilidade de se reunir para mostrar insatisfação estava perdida. Mas ela deve ser igual a andar de bicicleta. Quando se aprende, nunca mais esquece.

Aí vem uma grande pergunta na cabeça: E por quê não fazer uma manifestação dessas pela qualidade do ensino, da saúde, nessas proporções? É preciso mexer no bolso para poder se indignar?

Fiz uma pesquisa rápida no google, com a palavra de busca “manifestação”. Foram 15,4 Milhões de resultados. Os mais recentes falam do evento em questão, outros de alunos em são paulo revoltando-se por questões internas da faculdade. Mas uma notícia me chamou a atenção: ” Manifestação por mais segurança tem baixa adesão em Londrina” (link no final do post).

Quando se fala em royalties, a adesão é grande. Quando se fala em segurança, é quase nenhuma. Deve ser pelo status imperial da gravata (royal ties).

Encontrei essa frase no site www.citador.pt

A indiferença silenciosa, grave, quase benévola, é a manifestação legítima da morte de toda a crença.” Alexandre Herculano

Pensei então: Estamos demonstrando que cremos na atual divisão de royalties como uma ação benéfica para nós, mas perdemos a crença em uma saúde melhor para a população ou uma educação que apodere a juventude de instrumentos para o futuro.

Deixo esse texto como uma provocação para vocês.

Pelo menos fiz algo hoje pelo mundo: questionei.

Abraços,

DC

Link da notícia: http://portal.rpc.com.br/jl/online/conteudo.phtml?id=979545

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