Cogito, ergo sum

Segundo a Wikipédia, “Penso, logo existo” ou  “Cogito, ergo sum” é uma conclusão do filósofo e matemático francês Descartes alcança após duvidar de sua própria existência, mas a comprova ao ver que pode pensar e se está sujeito a tal condição, deve de alguma forma existir. Ela aparece na tradução latina do trabalho escrito por Descartes, Discours de la Méthode (1637), escrito originariamente em francês e traduzido para latim anos mais tarde. O trecho original era “Puisque je doute, je pense; puisque je pense, j’existe” e, em outro momento, “je pense, donc je suis”. Apesar de Descartes ter usado o vocábulo “logo” (donc), e portanto um raciocínio semelhante ao silogismo aristotélico, a idéia de Descartes era anunciar a verdade primeira “eu existo” de onde surge todo o desejo pelo conhecimento.

Outra frase atribuída ao grande Friedrich Nietzsche, visualmente oposta: “ Existo, logo penso” apimenta um pouco mais esse post inicial desse Blog.

Não há dúvida que pensar e existir são dois verbos ligados intrisecamente. Em ambas as frases, a ação pensar tem uma significação muito forte.

Será que existir, sem pensar, é existir mesmo? Não vamos entrar na discussão que os animais e plantas não pensam mas existem, porque já ví pessoas que pensam menos do que uma planta. E não quero entrar aqui na discussão dual existir e viver. O sentido descrito aqui é se você realmente é sujeito de sua própria vida. E acredito que você deva conhecer também não é? Perguntas como: Quem sou eu? Qual o propósito da vida? ou até Por quê as coisas são assim? devem ter cruzado sua mente pelo menos uma vez na vida. Mesmo que você não tenha dado a devida atenção ou tenha comentado mentalmente ” que pergunta sem pé nem cabeça!”, sua mente necessita disso. Ela foi feita para isso.

Se aprofundarmos um pouco nossa análise, vemos que as perguntas se escondem atrás dos pensamentos realmente importantes. Por quê? Para quê? Como? E tantas outras formas de se perguntar nos movem em direção ao desconhecido, a um novo universo de infinitas descobertas.

O mito da caverna, ou alegoria da caverna, de Platão é uma metáfora brilhante da condição humana de ignorância perante o mundo. Trata-se da exemplificação de como podemos nos libertar da condição de escuridão que nos aprisiona através da luz da verdade.

Ela é mais ou menos assim:

Imaginemos um muro bem alto separando o mundo externo e uma caverna. Na caverna existe uma fresta por onde passa um feixe de luz exterior. No interior da caverna permanecem seres humanos, que nasceram e cresceram ali. Ficam de costas para a entrada, acorrentados, sem poder locomover-se, forçados a olhar somente a parede do fundo da caverna, onde são projetadas sombras de outros homens que, além do muro, mantêm acesa uma fogueira. Os prisioneiros julgam que essas sombras sejam a realidade. Um dos prisioneiros decide abandonar essa condição e fabrica um instrumento com o qual quebra os grilhões. Aos poucos vai se movendo e avança na direção do muro e o escala, com dificuldade enfrenta os obstáculos que encontra e sai da caverna, descobrindo não apenas que as sombras eram feitas por homens como eles, e mais além todo o mundo e a natureza.

Platão não buscava as verdadeiras essências da forma física como buscavam Demócrito e seus seguidores. Sob a influência de Sócrates, ele buscava a verdade essencial das coisas.

Mais importante do que saber as respostas é fazer as perguntas certas. Na propaganda do Canal Futura está bem clara “Não são as respostas que movem o mundo, são as perguntas.” (se a sentença não estiver exata , a mensagem é essa).

Quero utilizar esse espaço para descrever minhas sinapses, minhas perguntas, experiências e incentivar outros a perguntarem, a se perguntarem, a refletirem.

Se queremos realmente fazer coisas importantes para o mundo, começamos então pelas perguntas!

” Seja você a mudança que você quer para o mundo.” Gandhi.

Abraços
DC

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