Archive for março \31\UTC 2010

Uma solução para os políticos

março 31, 2010

Pesquisadores do MIT descobriram uma forma de alterar o julgamento moral das pessoas. Segundo a reportagem, através de campos magnéticos aplicados a uma região específica no cérebro ativada quando pensamos nas consequencias no futuro de uma determinada ação em particular.

Agora, imagine se criássemos um chapéu com esses ímãs e distribuíssemos em Brasilia. Derrepente, as coisas poderiam ser melhores…

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia

Ainda há esperança!

DC

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Os top posts do wordpress

março 31, 2010

Dia 31/03/2010, são 15:28 e acabo de ler os top posts informados pela plataforma wordpress. Segue a imagem…

Contem, de 10 posts, 6 são sobre o BBB. Sei que o BBB terminou ontem e tudo, mas uma blogosfera não ter assunto melhor do que o Big Brother Brasil isso é demais!!!

Faça algo pelo mundo hoje: esqueça o BBB. Ele já acabou!

Abraços indignados,

DC

Você pode fazer muito mais que imagina

março 31, 2010

“Não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez.”
Jean Cocteau

Notícia: Cientista amador tira fotos do espaço com câmera amarrada a balão

Com US$ 700,00 no bolso, cientista amador britânico Robert Harrison tirou fotos da curvatura da Terra. Feito até então por agências aeroespaciais, uma pessoa conseguiu tirar uma foto dessas!!!

O que você pode fazer pelo mundo? Imagine.

Corrupção – parte 1

março 30, 2010

Ontem, ao chegar em casa, encontrei a revista “de história da Biblioteca Nacional” em casa. Edição de março do ano passado, com o tema de capa: Corrupção. Pensei: Como não vi essa revista antes? Comecei a folhear.

São 6 matérias que formam o dossiê sobre o tema principal. Elas abordam a dimensão histórica da corrupção. Você sabia que o termo “corrupção” mudou de significado ao longo do tempo? Essa é nova para mim também. Fiquei maravilhado com o novo conhecimento.

“A mente que se abre a uma nova ideia, jamais volta ao seu tamanho original” A. Einstein

Irei utilizá-los aqui como sementes de posts. Juntarei com outros textos e opiniões. Quem sabe uma música aqui, um aforismo para lá. Sempre juntando.

Começarei pelo primeiro texto do dossiê. Intitulado “Escola de Transgressão”, o texto de José Murilo de Carvalho, imortal desde 2005 e membro da Academia Brasileira de Ciências (peixe grande esse hein!) traça um histórico da corrupção, desde a monarquia até os anos 90.

Voltando a pergunta acima, o conceito de corrupção sofreu algumas modificações com o passar dos anos. Antes de 1945, quando se falava de corrupção, estavam referindo-se ao sistema, à organização do Estado.A frase “O governo é corrupto!” queria levantar as falhas inerentes ao sistema e não os governantes. A monarquia era considerada corrupta, porém D. Pedro II era reconhecido como uma pessoa correta pessoalmente.

Após 1945, a União democrática Nacional (UDN) voltou seus canhões e baterias contra a corrupção individual, contra a falta de moralidade das pessoas.

O Político
Dicró

Dei cimento, dei tijolo
Dei areia e vergalhão
Subi morro, fui em favela
Carreguei nenê chorão
Dei cachaça, tira-gosto
E dinheiro de montão
E mesmo assim perdi a eleição
Traidor, traidor
Se tem coisa que não presta é um tal do eleitor
Prometi a minha nega que ia ser a primeira dama
Porém quando eu perdi, ela perdeu ate a cama
E achei o meu retrato no banheiro da central
Vou da um coro no meu cabo eleitoral
Traidor, traidor
Se tem coisa que não presta é um tal do eleitor
Hoje eu tenho meus motivos, para estar injuriado
Porque eu só tive um voto e mesmo assim foi anulado
Só tem gente canalha, como tem gente ruim
Nem a minha mãe votou em mim
Ô mamãe eu me admiro a senhora
Se meus inimigos não votarem em mim tudo bem
Mas a senhora que depende de mim, não votar é sacanagem
Eu hein…
Os eleitores que não te conhecem, não votaram
Eu que te conheço vou votar? Ah! To fora…

Muito boa essa música do Dicró. Acho que tem muita mãe que não tá votando em seus filhos…

A tese principal do texto é que há um círculo vicioso da corrupção. Ele está baseado no excesso de leis. Com uma administração do Estado e poder legislativo repleto de juristas e seus hábitos de criar um mundo perfeito através de leis, não me admira esse excesso!

Transcrevendo o texto: “Nosso cipoal de leis incitá à trangressão e elitiza a justiça. A tentativa de fechar qualquer porta ao potencial transgressor, baseada no pressuposto de que todos são desonestos, acaba tornando impossível a vida do cidadão honesto. A saída que este tem é, naturalmente, buscar meios para fugir ao cerco. Cria-se o círculo vicioso..”.

O exemplo que ele usa é o código nacional de trânsito. Contran, Renavan, renach, Denatran, Jarí… Um arcabouço generoso de burocracias. Será que temos outros exemplos? A nossa previdência social…. O mais interessante é que o aparato legal não é adequado à realidade. Você acha adequado nosso Código de trânsito à realidade de nossas estradas, da polícia, das condições de trânsito…

Essa distância entre teoria e prática é incrível. Temos direito de ir e vir, de saúde, de livre-expressão. Bom, a saúde pública é caótica, a livre-expressão é ferida por exemplos como o do Estadão e o ir e vir…Vai chegar um pouco mais tarde em alguns lugares para ver o que acontece com você? Toque de recolher!!!! E não é o poder militar oficial que impõe isso!

Temos a cidadania política (o votar), mas não temos uma cidadania civil.

E aí? Como mudar isso tudo? Há mais um trecho do texto que fala sobre isso: “A camada social em melhor posição para perceber a transgressão e reagir contra ela é a que chamamos de classe média. É ela que está mais cercada pela lei em função de sua inserção profissional, é sobre ela que recai grande parcela dos impostos, é ela que menos se beneficia de políticas sociais. Além disso, graças à alta escolaridade, ela tem condições de desenvolver uma visão crítica da política e de seus agentes, de formar a opinião pública do país.”

Xeque mate! É a classe social que mais cresceu nos últimos anos!

www.fgv.br

Temos que manter a esperança! A corrupção é um fenômeno histórico. Ela está em mutação perpétua!

Se nada adiantar, o comentário de Capistrano de Abreu sobre a constituição resume tudo:

“A Carta Magna deveria ter somente dois Artigos:

Artigo 1º: Todo brasileiro é obrigado a ter vergonha na cara.
Artigo 2º: Ficam revogadas todas as disposições em contrário”.

Saudações,

DC

Ativismo online

março 29, 2010

Vale a pena ler a entrevista com Sam Graham-Felsen, 28 anos, blogueiro da camapanha presidencial do Obama.

Aforismos…

março 29, 2010

“Faça o quer for necessário para ser Feliz, mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade” (Mario Quintanda)

Vamos jogar War?

março 29, 2010

Em notícia publicada pela folha online no dia 27/03/2010, a manchete: “ ’Guerras Climáticas’ prevê volta à barbárie na disputa por recursos naturais” introduz o leitor às possibilidades de guerras por recursos naturais.

“Guerras Climáticas” prevê volta à barbárie na disputa por recursos naturais

A matéria é baseada em informações contidas no livro do psicólogo e sociólogo alemão Harald Welzer cujo título é homônimo à manchete. O livro é composto por ensaios escritos pelo sociólogo após observações e análises de situações limítrofes vividas pelos seres humanos ao longo da história. Ele inclui os recursos naturais no seleto grupo de causas tradicionais de guerras: economia, religião e política.

De bate e pronto, me veio a mente uma obra prima da literatura universal: Guerra e Paz, de Leon Tolstoi. Do Wikipédia temos o comentário “O livro narra a história da Rússia à época de Napoleão Bonaparte (notadamente as guerras napoleônicas na Rússia). A riqueza e realismo de seus detalhes assim como suas numerosas descrições psicológicas fazem com que seja considerado um dos maiores livros da História da Literatura.

Tolstói desenvolve no livro uma teoria fatalista da História, onde o livre-arbítrio não teria mais que uma importância menor e onde todos os acontecimentos só obedeceriam a um determinismo histórico irrelutável.

Guerra e Paz criou um novo gênero de ficção. Apesar de atualmente ser considerada um romance, esta obra quebrou tantos códigos dos romances da época que diversos críticos não a cosideraram como tal. O próprio Tolstói considerava ’Ana Karenina’ (1878) como sua primeira tentativa de romance, no sentido aceito na Europa.”
Mesmo com um tema tão pesado, o homem é capaz de criar o belo a partir do não belo.

Amparado por outro livro, intitulado “Idéias que mudaram o mundo”, de Felipe Fernández Armestro, encontrei várias idéias (Eureca!) descritas, em diversas épocas da humanidade, que estão ligadas ao conceito de guerra.

(Só para embasar melhor os conceitos utilizados aqui, segue uma breve definição de “idéia”, da Wikipédia de novo:

“No Dicionário de Filosofia e Psicologia (Dictionary of Philosophy and Psychology), Stout e Balwdin dão a seguinte definição de ideia : reprodução, através de uma imagem mais ou menos adequada, de um objeto que na realidade não está presente nos sentidos (the reproduction with a more or less adequate image, of an object not actually present to the senses). Distinguem ideia de percepção pelo “grau de intensidade”, pela “ausência de movimento por parte do sujeito” e por “dependência de atividade mental”. No sentido de representação mental, a ideia é quase sempre composta : na ideia de “cadeira” há muitos objetos, todos eles diferentes em forma e tamanho, implícitos nessa representação, que classificam de “ideia abstracta”. Uma ideia complexa pode não ter alguma correspondência com aquilo que representa: a ideia de centauro é uma representação mental complexa, associando as imagens de homem e de cavalo.”)

As idéias que encontrei no livro são:

• A idéia do massacre: ligada à idéia de um mundo sem inimigos. Um mundo perfeito. Uma utopia;
• A idéia do universo dinâmico: “a única constante no mundo é a mudança”
• A idéia da guerra sagrada: Não precisamos de muito mais explicações. Os conflitos de base religiosa no oriente médio, Irlanda, etc..;
• A idéia do cidadão guerreiro: A Revolução Francesa e o direito ao porte de armas na sociedade norte-americana são exemplos que se apóiam nessa idéia;
• A idéia de que a guerra aperfeiçoa a sociedade: O ponto central da idéia fala que a guerra é boa! Isso sim, BOA!! (Ela não bebe Antártica, tão pouco possui uma estética corporal). Hengel, ancorado por argumentos que levam a Aristóteles, Platão e outros pensadores, levanta os benefícios da guerra e reafirma a PAZ como objetivo da guerra (paradoxal, não acham?). Sendo a guerra um “mal menor” e não uma atividade a ser buscada por si mesma.
• A idéia da guerra “total” ou “recrutamento em massa” ( a nação toda pronta para a guerra): Vide as Forças Armadas.
• A idéia de uma arma para acabar com a guerra – Bomba Atômica.
• A idéia de que a força é justa: Nietzsche afirmava que o refinamento da raça humana através do extermínio justificava-se com base no fato de que os conquistadores são superiores às sua vítimas e deveriam ter poder, precedência e prioridade de interesses. Não é a toa que Hitler gostava dele. Será que o Bush leu Nietzsche?

Quantas idéias! Isso sem olhas as idéias adjuntas e correlatas. Fico abismado pela capacidade humana de criar idéias e perplexo pela pluralidade da vida.

Por quê eu falei dessas idéias todas? Simples. Se quisermos uma sociedade sem guerras, é imperativo desmontar esse pedestal de idéias que suportam as guerras. Acho que ainda há mais outras que não estão relacionadas. Você já parou para pensar em alguma delas? E a indústria da guerra? Bilhões e Bilhões de dólares sendo gastos em pesquisas de novas armas. Sem falar na guerra civil que enfrentamos todos os dias, a violência urbana.

A questão dos recursos naturais é um tema vastíssimo que em breve será comentado em outros posts.

Para fechar, uma frase de Flavius Vegetius, De Re Militari (390 d.C):

“Quem deseja a paz que se prepare para a guerra.”

Um grande abraço a todos.

DC.

Novas páginas

março 27, 2010

Criei perfis no facebook e twitter:

http://www.facebook.com/pense.e.exista

@penseeexista

Mais formas de conexão! Mais colaboração! Mais pensar!

Sigam! Adicionem! Pensem!

Abraços,

DC

Na última Meia Hora, no ônibus Expresso, li um jornal feito para O Povo. Não gostei de nada.

março 26, 2010

Sei que, no meio dessa vida corrida, a pergunta a seguir é meio irreal, mas este espaço aqui é para isso. você já parou durante 10 minutos em frente de uma banca de jornal para ler as manchetes de jornais e revistas? Não estou falando de passar os olhos, leitura diagonal. Refiro-me a um olhar mais demorado, com mais atenção.

É um exercício bastante curioso. A infinidade de manchetes, assuntos e informações te deixa atônito. Dicas de emagrecimento, como ser o melhor na cama, como vender mais que um vendedor pitbull raivoso. Algumas revistas interessantes, outras nem tanto.

Este é a principal característica da sociedade do futuro. A infinidade de informações. Os meios de produção não mais definirão quem é o patrão ou o empregado. Saber a informação certa, na hora certa será o fator crítico de sucesso. Criar filtros para que as informações relevantes cheguem a você é uma das maiores competências para os novos paradigmas sociais. Por que isso não é aprendido na escola hein?

Indico um texto do luciano pires  (já citado no post Utilidade Pública) que trata exatamente disso:

http://www.lucianopires.com.br/dlog/show_dlog.asp?id=156&num=116″

Nas bancas de jornal podemos ter uma boa idéia de que assuntos são mais procurados. Obviamente cada banca se especialiaza de acordo com a clientela que a frequenta. Mas na maioria delas o trinômio sexo, violência e beleza são campeões disparados. Que tristeza.

Você já viu esses folhetins (me recuso a chamar aquilo de jornal) que estampam na capa notícias tais como “Policia Civil deita 5 na favela A” ou “Égua loira é acusada de matar marido”. Reportam apenas violência e pornografia. Admiro-me um jornalista se submeter a esse tipo de trabalho. O pior é que a mesma empresa que faz um jornal de qualidade, faz esse folhetim de péssimo gosto. A base de notícias é a mesma!

Então a pergunta que surge é essa: Por quê colocar notícias sobre o bandido que já está morto, ao invés de falar sobre uma descoberta científica ou uma exposição cultural nova?

Nesse assunto a curva Oferta X Demanda pode explicar isso. A receita de um jornal é baseada principalmente em anúncios. Pois bem, quanto maior a tiragem do jornal, mais caro fica anunciar. Então o esforço maior é atingir a maior parte dos leitores. Se a demanda dos leitores é por assuntos desse nível, vamos colocá-lo! Não importa se a qualidade da informação é baixa.

Há mais algumas considerações a fazer aqui, mas deixo para os leitores. Só uma pista: Não é interesse passar o conhecimento para a população. É melhor deixá-la ignorante.

Temos que parar de comprar os jornais com essas notícias baixas! Não vai custar nada para a editora colocar notícias do caderno cultural ao invés de notícias de boca de cadeia.

Faça algo pelo mundo hoje: Não compre jornais apelativos.

Você sabe o que o BNDES faz com o nosso dinheiro?

março 24, 2010

Hoje, 24/03/2010, ocorre uma manifestação em frente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) sobre o financiamento do projeto da usina de Belo Monte.

Com a pergunta ” Você sabe o que o BNDES faz com o nosso dinheiro?” eles se mobilizam repartindo a responsabilidade dos impactos socio-ambientais com o BNDES.

Independente do ponto de vista e da razão, divulgo-o pois acredito que ações como esta, de não passividade, são necessárias para um outro Brasil.

Sds,

DC