De volta para o futuro

setembro 6, 2011

Caros amigos leitores,

Primeiramente gostaria de agradecer pela paciência em esperar pela volta deste Blog. Tirei férias para resolver assuntos pessoais e não poderia me dedicar a atualizar esse espaço. Felizmente estou de volta, e com novidades.

Pesquisei novas fontes de assuntos provocativos, pensei criticamente e encontrei uma nova grade de programação para esse espaço.

Os artigos do Luciano Pires estão mantidos, obviamente. Não teria como continuar com um blog que propõe provocar os leitores a pensar criticamente sobre as verdades cotidianas sem suas iscas intelectuais.

Outra fonte de idéias que será mantida são os vídeos do TED. Também não abro mão!

Traremos aqui algumas novidades. São elas (com textos explicativos retirados dos próprios sites):

  • Blog VIOMUNDO. Escolhi este blog para compor este espaço pois o mesmo busca discutir os outros ângulos das informações que chegam em nossas casas. Para que você leitor possa tirar suas conclusões, e não acatar a posição de quem informa a você.

O que você  não pode ler nem ver na mídia

O Viomundo nasceu em 2003, pelas mãos de Roberto Chahim, que me ajudou a dar os primeiros passos na internet. Eu era, então, correspondente da TV Globo em
Nova York. Sentia uma insatisfação profissional com as reportagens de 45 segundos no Jornal Nacional. O site, portanto, nasceu como uma válvula de
escape. Nasceu com o subtítulo: “O que você nunca pôde ver na TV”.

Era uma forma de contar os bastidores, fazer relatos de viagem, dar informações que eu arrecadava mas não tinha como dar na TV. O Chahim me apresentou ao Kauê Linden, dono da Hostnet, que me incentivou a investir no ramo. O Kauê me levou ao Leandro Guedes, que teve a paciência de um professor para desfazer minhas dúvidas, lidar com meu analfabetismo digital e ouvir minhas diatribes contra essa tal de internet, sempre à distância: eu, em Nova York; ele, em Santo André. O Leandro me ajudou a levar o Viomundo para a Globo.com,
recém-criada, onde demos muito trabalho ao Rui Cruz.

O Viomundo cresceu, mesmo, foi a partir de outubro de 2006. Eu era, então, repórter especial da TV Globo em São Paulo. Participei da cobertura da campanha eleitoral. No dia do primeiro turno eu estava diante da casa do candidato a governador de São Paulo, José Serra, quando fui procurado por um colega. Ele tinha uma gravação e se ofereceu para me mostrar. Era a gravação de uma conversa entre o delegado da Polícia Federal, Edmilson Bruno, e quatro repórteres. A gravação registrava o momento em que o delegado fazia o vazamento das famosas fotos do dinheiro que petistas supostamente usariam para comprar um dossiê contra o candidato Serra.

Àquela altura as fotos do dinheiro eram a grande notícia. Estavam na capa de dezenas de jornais brasileiros. Tinham estrelado a edição da noite anterior dos telejornais e estavam à mostra nos sites mais importantes da internet. Mas a gravação da conversa entre o delegado e os repórteres era um bastidor desconhecido da notícia. Enquanto eu ouvia a gravação, fiz anotações às pressas. Pedi para ouvir de novo. Cheguei em casa, escrevi um post e publiquei no Viomundo.

Eu achei a notícia relevante pelo fato de que o escândalo do dossiê já ocupava as manchetes por vários dias, mas as fotos só vazaram na antevéspera do primeiro turno. Foi coincidência?

No domingo de eleição, o presidente Luís Inácio Lula da Silva teve 48,61% dos votos. Faltou menos de 1,5% para se reeleger no primeiro turno. As fotos do dossiê fizeram a diferença? Impossível ter certeza disso. O fato é que, no segundo turno, elas foram parar na campanha eleitoral do candidato Geraldo Alckmin, acompanhadas da pergunta: De onde veio o dinheiro? Até hoje não sabemos.

O post que publiquei sobre a gravação, no Viomundo, foi um hit na internet. Causou mal estar na TV Globo, uma vez que a emissora tinha uma cópia da gravação mas havia decidido não divulgá-la.

Logo a gravação original se tornou pública, na íntegra. Mas os jornalistas, tão interessados em perseguir a origem do dinheiro e o escândalo do dossiê, não demonstraram o mesmo interesse em analisá-la amiúde. Algumas coisas, nela, até hoje chamam minha atenção. Ao conversar com os repórteres, o delegado Bruno age como se fosse uma espécie de editor. Diz a eles que vai mentir ao superior hierárquico. Cogita de jogar a culpa pelo vazamento na faxineira que trabalha no prédio da Polícia Federal.  E se refere a uma certa “foto da Globo”. Ora, se as fotos foram tiradas no curso de uma perícia, qual seria o sentido de haver uma “foto da Globo”?

Os textos que fiz sobre o caso estão na seção Denúncias deste livro. Para melhorar a compreensão, alguns artigos foram editados, logo não são exatamente iguais aos que publiquei no site.

Desde 2006, o Viomundo passou por várias transformações. Passou a ser um portal independente, hospedado na Hostnet. Mas, por conta desse furo de reportagem, ganhou como novo foco tentar explicar aos leitores porque, no Brasil, alguns escândalos são mais escândalos que outros, algumas notícias são mais notícias que outras e algumas investigações interessam, outras não. Hoje, no Viomundo, você encontra o que não pode ler nem ver na mídia corporativa.

Ao longo destes seis anos, aprendi muito com os leitores e comentaristas do Viomundo. Foram eles que me fizeram descer do pedestal imaginário em que nós, jornalistas, muitas vezes nos colocamos. Aprendi que a internet transforma o resultado de meu trabalho de forma instantânea: assim que publico um texto e surge o primeiro comentário, o texto original ganha outra dimensão. Pela crítica, por um acréscimo de informação, por um novo ângulo oferecido pelo leitor.

É com esse espírito que eu e a infatigável Conceição Lemes, minha colega, repórter mais premiada no Brasil na área de saúde e conselheira de todas as horas, escolhemos o texto de um leitor, o Hans Bintje, como forma de agradecer a todos os que nos ajudam diariamente a fazer o Viomundo. O post em que celebramos a escolha do Rio de Janeiro – a cidade mais bonita do mundo – como sede das Olimpíadas 2016 ilustra bem isso. O Viomundo somos nós.

Luiz Carlos Azenha

  • Arte e Literatura ficarão concentradas em um dia. Um poema, quadro, peça de teatro, enfim, qualquer instrumento para provocar vocês.

  • Trarei aqui os episódios do programa Conexões Urbanas, do José Junior, líder do Affroregae. Impressionante como a cada programa somos levados a olhar com outros olhos os problemas cotidianos: violência, drogas, homofobia… Um trabalho primoroso. Deixo claro aqui minha admiração pelo caminho e trabalho desenvolvido pelo José Júnior e por todos do Affroregae.

Conexões Urbanas é o braço televisivo de um movimento social. O objetivo é criar elos de conhecimento, cultura e afetividade entre os diversos guetos em que a sociedade se dividiu: ricos e pobres, brancos e pretos. Você vai se conectar com os mais recentes pensamentos de sustentabilidade, tecnologia social, cidadania e principalmente paz. Um programa para gerar reflexão e ação.

Novas mudanças estarão a caminho. Aguardem.

Abraços,

Daniel Capello

 

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Desculpe pelo transtorno

julho 18, 2011

Amigos, estou de férias e trabalhando em uma nova proposta para o Blog. Espero conseguir criar uma nova forma de provocar vocês!!!

Sds,

DC

Essa tal brasilidade

julho 9, 2011

Mais uma vez, com vocês, nosso amigo Palestrante, radialista, cartunista, Luciano Pires.

Preparei uma edição do podcast Café Brasil chamada EM BUSCA DA BRASILIDADE, que começa com um texto de Affonso Romano de Sant’Anna publicado num relatório anual do Banco do Brasil lá na antiguidade, em 1997. Affonso traz uma fascinante perspectiva de como determinados temas vão alterando o conceito de “brasilidade” ao longo da história, especialmente em três instantes específicos: o da defesa da territorialidade, o da expectativa imperial e o da consciência nacionalista. E comenta questões como a defesa das minorias nos anos oitenta, a chegada da globalização e da internet, etc. O texto pode, ou melhor, deve ser lido em www.portalcafebrasil.com.br/dlog.

É um exercício fascinante olhar para o Brasil vinte anos depois daquele texto de 1997 e perceber que continuamos a discutir territorialidade, não mais na disputa com nossos vizinhos, mas internamente. Seja na demarcação de terras indígenas, como a reserva Raposa do Sol, ou com os sem-teto das grandes cidades, com o crescimento das favelas ou com a sempre presente questão da reforma agrária com seus MSTs, é impossível pensar a brasilidade sem a perspectiva da territorialidade.

E as minorias excluídas? Seria possível imaginar trinta anos atrás uma parada gay com 4 milhões de pessoas, a marcha da maconha ou o casamento homossexual sendo aprovado pelo STF?

Globalização? Internet? Putz…

Somemos a questão política, o fim da divisão entre esquerda e direita, a completa falta de programas ideológicos que definam os partidos, a comercialização da política… E bote mais, bote a presença cada vez mais constante da mídia em nossas vidas e junte ao desmanche do sistema educacional, ao sucateamento das disciplinas humanas, ao crescente individualismo e consumismo, ao domínio dos marqueteiros e pronto!
Que cazzo é “brasilidade” hoje? Será a mistura de índio com português e negro? Mas depois de quase duzentos anos de influência japonesa, sirio-libanesa, judaica, norte-americana, espanhola, francesa, italiana, alemã, e tantos outros? Depois dos automóveis indianos, poloneses e mexicanos? Dos calçados chineses? Do sushi, do download, do site e do upgrade? E depois dos McDonalds, do rock’n roll, do funk, do hip hop, dos videogames, do sertanojo e breganejo? E depois da Lady Gaga?

Meu, que caldeirão!

O que é a “brasilidade” neste mundo conectado, único e totalmente interdependente? Será que só a encontraremos no meio do pantanal do Mato Grosso, nos confins dos pampas gaúchos ou embrenhada na selva amazônica? Mas mesmo lá dá pra assistir a entrega do Oscar por televisão via satélite!

E aí, o que é “brasilidade” pra você? É feijoada, futebol, mulher e carnaval? É o jeitinho? É o Macunaíma? Ou é outra coisa?

Será que ainda existe essa tal “brasilidade”?

Pronto. Tá feita a pergunta.

Luciano Pires

Preciso da sua ajuda

julho 4, 2011

“Os homens estão dispostos a ser prestáveis até ao momento em que têm poder.”

Vauvenargues , Luc de Clapiers

Este Blog está pedindo a sua ajuda. Opine sobre os temas abordados nesse Blog, indique fontes de bons artigos.

O mais importante é ouvir você.

Sds,

DC

Aspen Ideas Festival

julho 1, 2011

Aconteceu essa semana o Aspen Ideas Festival, evento análogo ao TED, que tem por objetivo discutir idéias. E vocês sabem o quanto este blog é adepto
às novas idéias. Portanto, deixo o site para vocês navegarem e ouvirem as palestras e áudios.

http://www.aifestival.org/

Sds,

DC

Promoção e pramocinha também

junho 28, 2011

Amigos leitores desse Blog,

 

Estou lançando uma promoção para uma nova grade de programação deste Blog. A tarefa é simples. Comente este post com assuntos para cada dia da semana, blogs de referência e/ou qualquer outra fonte de idéias para esse espaço.
Vale repetir os assuntos normais da nossa grade, caso seja do interesse de vocês.

Por favor deixar escrito também seu e-mail para contato!

As recompensas são as seguintes: LIVROS!!!!!

Serão distribuídos 2 exemplares do livro do neurocientista Miguel Nicolelis: 1 será sorteado para todos os que comentarem esse post (chance igual a todos os que comentarem) e o outro será dado para a melhor contribuição.

O prazo para comentários se encerrará no dia 15/07/2011 às 23:59.

 

Muito Além do Nosso Eu – Miguel Nicolelis. A nova neurociência que une cérebros e máquinas – e como ela pode mudar nossas vidas. O neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis está à frente de um estudo revolucionário capaz de transformar a experiência humana na Terra. Neste livro, ele explica como a tão sonhada conexão entre cérebro e máquina está prestes a se tornar realidade.

Espero poder contar com a ajuda de vocês!

Sds,

DC

O Efeito do Tempo e a Mutabilidade das Coisas

junho 20, 2011

Hoje,ao invés de apenas um aforismo, trarei um pensamento. Nossa fonte: O Citador, é claro.

Deveríamos ter sempre diante dos olhos o efeito do tempo e a mutabilidade das coisas, por conseguinte, em tudo o que acontece no momento presente, imaginar de imediato o contrário, portanto, evocar vivamente a infelicidade na felicidade, a inimizade na amizade, o clima ruim no bom, o ódio no amor, a traição e o arrependimento na confiança e na franqueza e vice-versa. Isso seria uma fonte inesgotável de verdadeira prudência para o mundo, na medida em que permaneceríamos sempre precavidos e não seríamos enganados tão facilmente. Na maioria das vezes, teríamos apenas antecipado a acção do tempo. Talvez para nenhum tipo de conhecimento a experiência seja tão imprescindível quanto na avaliação justa da inconstância e mudança das coisas. Ora, como cada estado, pelo tempo da sua duração, existe necessariamente e, portanto, com pleno direito, cada ano, cada mês, cada dia parecem querer conservar o direito de existir por toda a eternidade. Mas nada conserva esse direito, e só a mudança é permanente.Prudente é quem não é enganado pela estabilidade aparente das coisas e, ainda, antevê a direcção que a mudança tomará. Por outro lado, o que via de regra faz os homens tomarem o estado provisório das coisas ou a direcção do seu curso como permamente é o facto de terem os efeitos diante dos olhos, sem todavia entender as suas causas. Mas são estas que trazem o germe das mudanças futuras, enquanto os efeitos, únicos existentes para os olhos, nada contêm de parecido. Os homens apegam-se aos efeitos e pressupõem que as causas desconhecidas, que foram capazes de produzi-los, também estão na condição de mantê-los. Nesse caso, quando erram, têm a vantagem de fazê-lo sempre em uníssono. Sendo assim, a calamidade que, em decorrência desse erro, acaba por atingi-los, é sempre universal, enquanto a cabeça pensante, caso erre, ainda permanece sozinha. Diga-se de passagem que temos aqui uma confirmação do meu princípio de que o erro nasce sempre de uma conclusão da consequência para o fundamento.

Arthur Schopenhauer, in ‘Aforismos para a Sabedoria de Vida’

O Disjuntor

junho 18, 2011

Ladies and Gentlemen, Luciano Pires.

Nas transmissões das lutas do MMA (Mixed Martial Arts, antigamente chamado de Vale Tudo), quando um lutador acerta um direto no queixo do outro, que cai como um saco de batatas, os locutores exclamam:

– Desligou o disjuntor!

Disjuntor é o dispositivo eletromecânico que desliga a corrente elétrica quando acontece um curto circuito. Comparando com um sistema de canos hidráulicos, a corrente é equivalente à taxa de vazão da água. Quando a taxa de vazão sobe demais, como acontece num curto circuito, o cano pode romper. E o disjuntor corta a corrente. A intensidade da corrente elétrica é medida em Ampéres (A) e os disjuntores atuam conforme a capacidade de amperagem para a qual foram projetados. Um disjuntor de 10 A desliga quando recebe uma corrente de 15 A por exemplo. Achei excelente o “desligou o disjuntor”, que cabe como uma luva quando tratamos de processos de comunicação. Quer ver?

Inaugurei uma nova palestra chamada “Tudo bem, se me convém”, na qual trato de comportamento ético. Logo no início apresento uma reportagem de TV, com um mendigo chamado Gilberto da Silva. Gilberto vive de catar latinhas pelas ruas. Uma noite, ele encontra milhares de cheques no lixo e entrega para a polícia. Num determinado momento do vídeo, a repórter diz:

– O velho das latas, mesmo vivendo com tão pouco, preferiu a honestidade.

Nesse momento interrompo o vídeo e entro em cena dizendo:

– É miserável porque é burro! Onde já se viu? Não tem o que comer, não tem o que vestir, não tem onde morar, acha dinheiro e devolve? É burro! Querem saber o que ele respondeu quando perguntaram por que devolveu o dinheiro?

Solto a segunda parte do vídeo onde Gilberto diz:

– Dignidade é uma coisa que não se pode dizer que tem, você tem que ter ela dentro de você…

Então peço à platéia que aplauda o Gilberto e – com a imagem dele na tela – explico que ele tem valores tão fortes que se sobrepõem à fome e miséria:

– Valores individuais são princípios fundamentais que tem a ver com virtude. Valores individuais orientam o comportamento, determinam nossas prioridades e nos definem como indivíduos.

A partir da atitude do mendigo – de devolver o que não é seu –  continuo a palestra tratando de virtude, ética e cidadania. E mais à frente quando em outro vídeo uma autoridade dá a entender que “achado não é roubado”, afirmo que isso é desculpa para praticar uma atitude amoral.

Sabe o que aconteceu? Mais de uma pessoa que estava na platéia se manifestou indignada, pois chamei o mendigo de burro e defendi que ele ficasse com o dinheiro…

Minha frase de impacto – “é burro!” – desligou o disjuntor. Quando a pessoa me ouviu dizê-la, seu cérebro desligou e ela não ouviu mais nada. Não importa se toda a sequência da palestra teve como foco o comportamento ético, se pedi para aplaudir o mendigo e se critiquei duramente quem pregou uma atitude contrária à dele.

Só sobrou o “é burro!”.

É por ter essa capacidade de desligar o disjuntor que certas frases e expressões, quando tiradas do contexto, ganham vida própria e passam a significar o contrário do que o que foi dito.

Por sorte, diferente dos fusíveis que queimam e precisam ser trocados, os disjuntores podem ser rearmados manualmente. É só religar. Mas vou tomar mais cuidado. A partir de agora colocarei um aviso informando a amperagem da palestra.

Assim, quem tiver disjuntor fraco se cuida.

Luciano Pires

Essa geração 80

junho 17, 2011

Reproduzo aqui um excelente artigo do Helio de La Pena, escrito para o Blog Inspiração Coletiva da Brastemp, sobre um dos fenômenos recentes que tenho observado: a atividade intensa do pessoal que já está a 8 década nesse mundão.

Fiquei surpreso ao constatar recentemente que João Gilberto completou 80 anos. Logo depois, descubro que Fernando Henrique Cardoso também está fazendo 80. Mesma idade de Zuenir Ventura. Fernanda Montenegro é dois anos mais velha que essa turma. Nomes que a gente ouviu a vida inteira, e que ainda dão o que falar,  percebo agora que estão há oito décadas no planeta. Uma marca e tanto!

Vemos, às vezes, tentativas desesperadas de parar o tempo. Gente que não se conforma com a própria idade e faz de tudo para disfarçá-la, no começo para os outros, depois para si mesmo. Gastam-se aposentadorias inteiras com tinta para o cabelo, cirurgias plásticas e outros artifícios. Franjinhas, tatuagens e minissaias que não ficam bem nem na Sabrina Sato… tudo para parecer um garotão ou uma menininha e o que se consegue é um risinho malicioso da molecada: “Nossa, que ridículo!”

Não é por aí. As pessoas citadas lá em cima chamam atenção dos mais jovens não pelo rabo de cavalo prendendo uns ralos fios de cabelo ou pela expressão facial congelada pelo botox. O que espanta é ver essa gente em atividade. Produzindo, criando, atuando, publicando. No ano passado dona Fernanda estava presente em quase todos os capítulos da novela Passione. E ainda podia ser vista no teatro. O enigmático João Gilberto não é visto nem pelo entregador de pizza que, segundo a lenda, tem que passar a encomenda por baixo da porta. Mas quando sai de casa, enche o teatro com gente querendo ver seu show, preciso por conta dos exaustivos ensaios. Semanalmente nos jornais lemos um artigo do Zuenir Ventura sobre os mais diversos assuntos. E Fernando Henrique, que poderia estar em sua fazenda tomando uma canja, anda por aí trazendo a discussão de assuntos polêmicos.

Essa gente não quer saber de ficar de bobeira descansando. Não é pra isso que se vive mais, não é por isso que se vive mais. Não é colocando um piercing no nariz ou no mamilo que o coroa se torna mais jovem. É mantendo a cabeça funcionando, buscando o prazer, o conhecimento, a presença na sociedade. Essa é a verdadeira fórmula da longevidade.

Vídeos para revolucionar a educação

junho 14, 2011

Salman Khan tem uma idéia de utilizar vídeos para revolucionar a educação. Você tá interessado? Assista! Vale a pena.

Salman Khan fala sobre como e porquê ele criou a incrível Khan Academy, um série de vídeos educacionais cuidadosamente estruturada que oferece matérias completas de matemática e, agora, de outras disciplinas. Ele mostra o poder dos exercícios interativos, e pede que os professores considerem inverter o modelo tradicional da sala de aula – dar aos estudantes vídeo-aulas para assistir em casa, fazer a ‘lição de casa’ na sala de aula com o professor disponível para ajudar.

Salman Khan: Vamos usar o vídeo para reinventar a educação